terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sugestão de Leitura

" O TEMPO SÓ FALTA NO FIM", confirma-se e assim escreveu também, o autor da minha última Sugestão de Leitura deste Verão.
Aproveito o (pouco) TEMPO que falta antes de me dedicar aos "ossos do ofício" para vos dar a conhecer o livro que encerra mais uma trilogia de leituras. Para terminar, nada como divulgar, então, a 3ª obra de ficção, do autor de "O Cão Andaluz", Jorge Seabra.
"Anos de Eclipse" foi o primeiro romance publicado deste escritor (2000).
Um crime por desvendar na cidade de Coimbra, um amor do passado que sobreviveu ao tempo e porventura, algum "suspense"; são três bons motivos para lerem este livro, com uma reedição marcada para o final deste ano, a cargo da editora Calendário de Letras.
Boas leituras!                                                                                                  


(à venda aqui ou aqui)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Do you blog me?

Do you blog me? 

Li algures que a crescente utilização dos blogues por parte de uma certa faixa etária (adulta) está a aumentar, em detrimento de outras mais jovens, que parecem mais arredados desta nova forma de expressão por via digital.
Perguntarão algumas pessoas: "para que serve um blogue?..." Ou ainda: "Como consegue alguém arranjar tempo e paciência para isto?"
Eu não sei. Talvez dê razão a quem um dia lhe chamou "passatempo". Um blogue é realmente uma forma de passar o TEMPO, como qualquer outra. 
Uma coisa eu sei. É inegável o gosto que a grande maioria dos "bloggers" tem pela escrita (fotografia ou música, por exemplo).

Quanto ao conteúdo destes ditos passatempos virtuais, restam poucas dúvidas. Salvo raras excepções, todos eles conseguem transmitir de uma forma ou de outra, marcas pessoais de quem os "sustenta"/administra.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

sugestão de Leitura

"como tornar-se doente mental"


Quando me falaram neste livro, achei que devia deixar a sua leitura para o fim. Não me perguntem porquê. Por norma (para mim) os primeiros são os últimos; neste caso refiro-me à cronologia das publicações.
Dos três livros que li deste autor e que se encontram mencionados neste blogue como "sugestão de leitura", este, foi o primeiro a ser editado, no ano de 2006. Neste momento vai na 19ª edição, imagino por isso, que seja um bom indicador da aceitação e do interesse do mesmo.
Encerro assim, esta trilogia de leituras sobre  J.L.Pio Abreu. Convém esclarecer-vos que este texto já estava escrito há umas semanas e começa com algum humor ironizado, humor este, que também está presente ao longo de todo este livro. Como compreenderão, hoje, e por razões pessoais, talvez escrevesse este "post" de modo diferente. Mas, não irei alterar nada, o que escrevi há duas semanas atrás, manter-se-á, apesar de tudo.

Quer tornar-se doente mental e não sabe como fazê-lo ou que passos dar?!...
Este livro dá uma pequena grande ajuda neste sentido; ensina-o a ser tudo isso e mais alguma coisa; dá-lhe as pistas para uma carreira de sucesso nesta área.
É verdade que Pio Abreu, recorre à ironia para falar de um assunto tão complexo como a doença mental e fá-lo com inteligência porque, de outra forma, este livro seria demasiado técnico e logo; não estaria acessível à compreensão do leitor comum ou então, seria uma seca descomunal e a poucas páginas do seu  início, a maioria fecharia o livro, amaldiçoando os €€€ que gastou no dito. Não é o caso, aqui.
Obviamente que no final, o autor retoma o título "como tornar-se doente mental" e inverte a questão; "como não ser doente mental", pegando "a velha questão do que é ser normal ou, pelo menos mentalmente saudável" e sobre isto, afirma sentir-se "pouco habilitado para nos dar receitas seguras". 
(...) uma tão acelerada e surpreendente mudança de tecnologias, culturas e hábitos, ninguém sabe como vai ser o futuro".(pág.139)


A mensagem de "como tornar-se doente mental", talvez seja também, alertar qualquer um de nós como um potencial "eleito" para a aquisição de qualquer uma das doenças mentais, retratadas no livro. E se estamos convencidos que até somos umas pessoas normais ou mentalmente saudáveis, eis senão quando, quase a terminar, chegam as palavras certeiras que nos retiram parte desta pretensa convicção porque, segundo este médico psiquiatra:
"(...) Todos temos direito a ser um bocadinho fóbicos quando uma desgraça se abate sobre nós, um pouco paranóides quando nos envolvemos numa luta difícil, ligeiramente obsessivos enquanto estudamos a complexidade das coisas, um pouco histriónicos quando nos queremos impor aos outros. Da tendência esquizóide nascem teorias inovadoras e, através das mudanças de humor, a criatividade. Se o leitor consegue fazer tudo isto com sucesso, os meus parabéns: sabe respeitar os contextos da vida e adequar-se a eles. E, embora sejam admissíveis algumas combinações verdadeiramente patológicas, ter todas as doenças é o mesmo que não ter nenhuma. O importante é que a sua vida seja bem sucedida, você não se queixe e os outros também não se queixem de si (...).
O grande problema do doente mental é fazer sempre o mesmo em todas as circunstâncias. É por isso que eles são muito parecidos uns com os outros e os podemos classificar. Pelo contrário, as pessoas saudáveis, por serem tão diferentes umas das outras e fazerem coisas diversas em diversos contextos, são inclassificáveis." (pág.140)


Reading book by fire place smiley
Boas leituras!
        
            (este livro encontra-se à venda aqui)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aproveitar o TEMPO antes que acabe...

Conselhos úteis para professores de todos os níveis de ensino.


Algumas tarefas a realizar antes do início das aula
  1. Fazer qualquer coisa interessante
  2. Convidar alguém
  3. Terminar um livro
  4. Ouvir novamente um álbum de música
  5. Oferecer flores
  6. Sonhar durante o dia
  7. Ir à cabeleireira
  8. Ficar mais tempo no banho ou no duche
  9. Cantar no duche
  10. Colocar uma foto das férias como tema de fundo no ambiente de trabalho 
  11. Sorrir
  12. Comer chocolate por prazer (e não por stress ou cansaço)
  13. Tomar um café ou um copo com amigos
  14. Tomar o pequeno almoço durante pelo menos, meia hora
  15. Dormir uma sesta
  16. Permanecer de pijama até ao meio-dia
  17. Fazer desporto ou caminhar a pé
  18. Sentir-se de férias... 
    (De preferência, fazer isto até ao dia 1/9/2010)

    sexta-feira, 20 de agosto de 2010

    Chumbe-se e encerre-se o país e pronto!

    "Em águas de bacalhau", é o termo adequado para este post começado no dia 1 de Agosto e que teima em não querer sair do rascunho. Vamos lá a ver se é desta, visto que ontem, a tecnologia, me pregou uma partida...

    Gostava de vos falar sobre  Educação, mais concretamente sobre as últimas polémicas à volta dos temas: encerramento de escolas e chumbos de alunos.
    Os discursos dos governantes nem sempre são o retrato da realidade; falam, discursam e têm uma conversa que é para mim, mais palha do que essência. Por esta razão, como cidadã interveniente, sinto-me no direito de contestar e discordar relativamente a políticas e ideias, veiculadas por esta gente que decide dentro dos gabinetes,  sem qualquer conhecimento daquilo que realmente se passa no terreno.
    Falando de palha...antigamente, era a comida com que se alimentavam os burros e se, eu sou uma das muitas pessoas deste país que Eles querem incluir nesta espécie, então, prefiro comer algo bem mais saboroso do que palha, que é, alimento seco e cujas vitaminas já se evaporaram com o processo de secagem (ou não?!...Mentes esclarecidas desse lado!Peço-vos uma achega sobre esta fuga de vitaminas...).
    Dêem-me, antes, espinafres, agriões, couves, cenouras, beterraba ou qualquer coisinha mais fresquinha que a burrinha cá da "Parvolândia da Serra", prefere, e, agradece.
    Aliás, o burro, era animal que não faltava por aqui e eu gostava bem de andar no burro que o meu avô tinha. Lembro-me perfeitamente deste aviso que tantas vezes me fazia: "Não passes por detrás do burro que ele dá-te um coice!". E eu,  nunca passava.
    Bem... adiante.

    Encerramento de escolas, ponto um.
    Nem contra nem a favor. Depende... Sei que há escolas (muitas) num estado deplorável, sem o mínimo de condições à luz das comodidades que hoje se exigem para o bem-estar e desenvolvimento da criança.
    A taxa da natalidade continua a decrescer e isso é cada vez mais notório nas escolas nacionais; um reduzido número de crianças inviabiliza certo tipo de tarefas e noutros casos, são 4 níveis de escolaridade numa só sala, que acaba por se revelar, pedagogicamente desgastante para o professor e pouco proveitoso para o aluno. Tudo é justificável e compreensível, mas não haveria outra forma de reorganizar a rede escolar?

    Lá dos gabinetes e das salas de imprensa, dizem-nos que as crianças serão mais bem acompanhadas, terão novas oportunidades de aprendizagem e outras mais-valias na escola de acolhimento. A tal conversa seca, estruturada à custa de alguma palha, porque quem anda no terreno e dá o corpo ao manifesto, sabe que isto não é tão verdade como nos querem fazer crer. Nem todas as escolas, são os tais Centros Educativos que o Governo tanto publicita. Por vezes, nestes aglomerados educativos, encontramos mais indisciplina, tanto ou mais insucesso escolar, meios tecnológicos desactualizados, avariados ou a funcionarem muito mal e o mais grave; ao aumento do número de crianças, nem sempre corresponde a colocação de mais recursos humanos.
    E sendo assim, transfira-se a criançada toda numa de " TODOS AO MOLHO E FÉ EM DEUS" porque entre " MORTOS E FERIDOS, ALGUÉM HÁ-DE ESCAPAR"!


    Em suma, as turmas aumentam mas o número de professores diminui. O sistema continua a não dar resposta com a colocação de mais  profissionais, nomeadamente, para apoiar milhares de crianças com dificuldades de aprendizagem e cujo número, aumenta anualmente de forma assustadora.

    Os chumbos, ponto dois.
    A ministra da educação, Isabel Alçada, senhora que eu muito admiro enquanto escritora, esteve ocupada durante as férias do Verão, a terminar uma nova saga da já famosa colectânea " Uma aventura...".
    Desta vez, acredito que esta nova saga, terá um enorme insucesso a avaliar pelo título " Quanto vale um chumbo no meu país?"
    Confesso que este atentado descarado e continuado ao ensino público em Portugal, está a deixar-me com os nervos à flor da pele. A única forma de eu não enlouquecer já, ou nos próximos tempos com estas novas orientações, é não remeter-me ao silêncio e dizer o que me vai na alma.
    Vejamos então o que diz a titular da pasta educativa nesta matéria:

    1
    Não tem contribuído para a qualidade do sistema, porque o mesmo sistema/ministério da educação insiste em poupar na colocação de professores de apoio (socio-educativo) e ensino especial.
    O sistema não coloca também, psicólogos em número suficiente nos Agrupamentos, onde existe apenas um, para servir uma população de milhar e meio de alunos, do 1º ao 12º ano. Outros técnicos... terapeutas da fala; nem se "fala"!!!... Logo, no meio desta escassez de recursos humanos especializados, os penalizados  são por norma, sempre os mesmos: os alunos com problemas de aprendizagem e de comportamento.


                      2
    Também eu queria que os alunos se dedicassem mais intensamente a obter bons resultados. Quem não quer?!...Parece-me que neste ponto, estamos todos de acordo. No entanto, fico com a sensação de que, este, é um desejo solitário. O (eterno) problema da falta de TEMPO e de acompanhamento dos encarregados de educação para com os seus educandos, é um "mal" crónico. Incutir valores, regras e hábitos de trabalho, é tarefa trabalhosa e, ocupa o TEMPO que muitos não têm.
    A maioria da criançada não tem brio e nem se esforça para isso, porque até sabe que não irá chumbar e nem será penalizada lá em casa pela sua falta de empenho ou má criação na escola.
    Perante tanto e tão pouco, digam-me lá, se não é ingrata, a vida de um professor?!

    3
    Pois precisamos! Mas antes, devíamos olhar para o nosso. 
    Mas enquanto não olhamos com olhos de ver cá para dentro, vamos lá espreitar o que os outros países como a Finlândia, a Noruega, a Suécia andam a fazer de tão bom que todos querem imitar.
    O primeiro, a Finlândia, considerado de uns tempos para cá, o novo "El DORADO" pedagógico, continua a ser a referência que muitos governos querem seguir, embora alguns, sigam apenas, aquilo que lhes convém.
    Aliás, os governantes portugueses têm esta mania insistentemente irritante de quererem comparar e importar os modelos educativos dos países nórdicos. Desde quando, os factores culturais, a formação escolar da nossa população, a nossa economia, etc, etc, podem ser comparáveis com um povo do Norte da Europa?

    Este artigo de Henri Charpentier ("Systèmes scolaires et équité sociale" de 2007), ajuda-nos a perceber o sucesso da Finlândia:

    (...) Por um lado, a Finlândia é um país que cuida da sua escola, dotada de estabelecimentos relativamente de pequena dimensão (o número médio de alunos por estabelecimento é de 167 contra 512 em França). Refeições quentes, transportes e material escolar gratuitos, estrutura cuidada, tudo está feito para prestar um acolhimento, o melhor possível aos alunos.
    Essencialmente, parece-me que este sucesso se deve atribuir a uma filosofia educativa, como aliás, em todos os países escandinavos (Suécia, Noruega, Dinamarca).
    Estes países foram os primeiros a instaurar uma verdadeira escolaridade única (dos 7 aos 16 anos), sem hierarquias, sem fileiras, sem avaliação penalizadora ou problema de «transição para o ano seguinte». Os percursos dos alunos são invidualizados. 
    Na Finlândia, a máxima é «cada aluno é importante». Quando surgem dificuldades, o aluno passa a ser acompanhado por uma equipa de professores. A diversidade dos ritmos das crianças é a maior preocupação e o "chumbo" é excluído, salvo em caso excepcional (...).
    Os métodos pedagógicos privilegiam a actividade dos alunos e a cooperação (famílias-escolas, professores de várias disciplinas, entreajuda entre alunos de diferentes idades). De referir que, nestes sistemas, os estabelecimentos escolares beneficiam de uma grande autonomia, e que a «obsessão» de cumprir o programa prescrito pelo ministério é algo desconhecido na Finlândia"

    Gastos com a educação: os "mãos largas" e os "forretas"
      

    A polémica  gerada em torno do "chumbo", não é exclusivamente nossa. Segundo as leituras que fiz, os franceses iniciaram-na antes de nós e, para que conste, a França é tida como a campeã do chumbo, na Europa.

    Contra o chumbo escolar...

    Alguns "especialistas" nesta matéria (gostava de saber o que se entende aqui por "especialistas"- serão pedagogos ou economistas?), defendem as suas posições contra o chumbo, alegando que este, se revela ineficaz, penalizador, caro e injusto. Na França, um aluno que reprova, custa à nação cerca de 6100 €, como tal, "abolir" o chumbo, permitirá uma melhor gestão do fluxo dos alunos no sistema educativo, e logo, a tal economia de custos.

    A favor do chumbo escolar...

    Aos mais conservadores, resta-lhes a divulgação destas teorias:
    "...passar para os anos seguintes, alunos demasiado fracos, é destruí-los psicologicamente..." ou ainda " ...porquê então suprimir os chumbos quando não se coloca na prática qualquer dispositivo pedagógico complementar?" e para terminar, esta:
    "Ninguém quererá saber quanto custarão à sociedade todos estes maus aprendizes que se encontram no ensino e sairão do sistema sem qualificação"
                                                    In Sciences Humaines.com

    Nota) A tradução foi minha, por isso, desculpem qualquer gralha.

    Espero ter contribuído para a vossa reflexão e perante o exposto, não restam dúvidas de que, a educação, a saúde, a cultura... lutam ingloriamente contra um demónio chamado corte orçamental.
    Daqui por uns bons anos, veremos o resultado de tudo isto.
    Quando isso acontecer, é possível que eu já não esteja cá para ver... E ainda bem!

    quarta-feira, 18 de agosto de 2010

    O tempo, o vento e a menina

    Ontem, foi dia de visitas. Dificilmente uma pessoa consegue desligar-se da profissão, até mesmo nas férias. Devia ser proíbido pensar em "trabalho" num TEMPO supostamente reservado ao lazer e ao descanso. 
    Mas bom... podia acontecer algo bem pior do que receber a visita de uma criança (ex aluna) e divertir-me com ela a fazer uns poemas e uns desenhos sem pés nem cabeça...

    Nota) O desenho é da minha autoria, apenas fui desenhando aquilo que me foi pedido, mas atenção!... Não tenho o mínimo jeito para desenhar!!! Na melhor das hipóteses, estaremos perante uma espécie de pintura muito naif  que é, neste caso concreto, uma forma de desenhar também muito influenciada pela profissão.




                                                                        Poema                                                                   
               O tempo e o vento


    Tempo que deixa uma menina pendurada
    é tempo que não vale nada.
    Tempo, hoje vi-te fugir de mim 
    não gostas de mim, assim?!
    Tempo , tempo, tempo
    por três vezes a menina te chamou,
    tu, embalado no vento que te levou
    nunca mais voltaste
    Tempo, tempo...
     mas que grande traste!


    Eis o desenho da verdadeira artista


    quinta-feira, 5 de agosto de 2010

    Ir a Marte e voltar, um dia quem sabe...



                                                (imagem Google)

    O calor traz-me à mente conversas sobre água; sem dúvida um bom tema para refrescar as ideias neste TEMPO quente. E a propósito de água... se ela existe em Marte, não dou muitos anos para que se torne fonte de cobiça e de toda a espécie de interesses económicos por parte de certos humanos.

    Enquanto o cidadão comum vive o seu dia a dia preocupado com a vida, o trabalho, as contas, etc, etc, os cientistas norte-americanos continuam numa incessante procura pela descoberta de vestígios da famosa molécula de água H2O.


    Reza a história imaginária de determinadas cabeças hipercriativas que do planeta Marte, vêm os marcianos, seres conotados com a cor verde, que na realidade, nunca, nem ninguém, conseguiu comprovar a sua existência e, muito menos, a sua cor. 

    Por isso, eu também me achei no direito de inventar o meu marciano! Num ápice, saiu-me este... Não lhe dei cor... mas quis que tivesse um ar simpático, rechonchudo e com um aspecto um tanto ou quanto infantil. (provavelmente, o meu desenho fará lembrar um porquinho mas não faz mal...)
                                                                                                                        

    Quem sabe então, se no 4º planeta a contar do Sol, não teria por lá habitado uma espécie "humanoíde" parecida connosco (ou nós parecidos com ela)?!... 

    Consta que Marte tem semelhanças com a Terra: tem um dia com uma duração muito próxima do dia terrestre, tem quatro estações como nós, planícies, antigos leitos de rios secos... Recentemente, descobriram um lago gelado (a informação é da Wikipédia), indicando que, se não houve vida para aqueles lados, existe por estas bandas, quem lhe queira arranjar uma, à viva força; daí, eu compreender a trabalheira toda da comunidade científica, na descoberta dessa substância essencial à vida, a água. 
    Mas, todo este interesse, para mim, traz "água no bico". Ora... dando largas à nossa imaginação, pensem lá comigo... Os cientistas que fazem muita questão nesta descoberta, têm também uma intenção mais secreta: deixarem o caminho livre a alguns terráqueos mais ousados para fazerem depois, a exploração económica do planeta Marte, transferirem para aí uma boa parte da Humanidade e fazerem por lá, mais ou menos o mesmo, que fizeram por cá!

    Eu, pessoalmente, sou contra uma possível exploração económica de um novo planeta feita à imagem e semelhança do planeta Terra. Se é para mudar alguma coisa e mudar gente para um planeta novo, acho que deveria haver alguma inovação, não sei bem o quê, mas teria de haver algo muito inovador, mesmo.

    Se acaso, existir por lá alguma forma de vida, ou eventualmente algum marciano, gostaria que estes habitantes
    ensinassem os terráqueos a viverem sem telemóveis, sem dinheiro, sem computadores, sem net, sem televisões, sem jornais, sem automóveis (ou outros meios de transporte) e por aí adiante.

    Para terminar, perguntas pertinentes (ou não): Conseguiriam os terráqueos sobreviver (muito tempo) sem alguns "vícios" próprios da sua civilização? Melhor; a falta destes "vícios" civilizacionais, iria ou não, levar os ditos, à loucura?

    A falta destes tais "vícios" característicos da civilização, poderia conduzir a uma mudança de hábitos de vida mais saudáveis, por isso, seria uma questão dos terráqueos levarem  o seu TEMPO até se habituarem.
    Acho que encontrariam outras formas de coexistência e de vida em sociedade, igualmente interessantes. Digo eu...   

    sexta-feira, 30 de julho de 2010

    Um "Estranho Quotidiano" com direito a vídeo-reportagem

    Um curto intervalo nas brevíssimas "férias" deste blogue, para divulgar uma informação que me foi, entretanto, dada a conhecer. 
    Circula no famoso You Tube, desde o dia 9 de Junho, uma vídeo-reportagem realizada pela esectv (suponho que será a Escola Superior de Educação de Coimbra) sobre o livro acima mencionado e com os comentários a cargo do próprio autor: J.L.Pio Abreu. Uma referência que chegou na hora certa, sem dúvida.
    São 5 minutos e 10 segundos para ver, ouvir e reflectir. 
    Fiquem bem. 

    quarta-feira, 28 de julho de 2010

    sugestão de Leitura

    "Quem nos faz como somos", foi editado pela D.Quixote em 2007 e o seu autor é J.L.Pio Abreu, autor de outro livro aqui (e aqui) mencionado, como sugestão de leitura.

    «Porque é que faço o que faço, porque é que penso o que penso? A maioria de nós dirá: porque eu quero(...) pág.17

    "Quem nos faz como somos" é segundo o seu autor, um livro cujos 40 capítulos que o compõem «atravessam muitas questões com forte carga ideológica: o papel do homem e da mulher, a globalização, o confronto das civilizações, a questão do espírito e da natureza humana, a liberdade, o papel dos média, as crenças religiosas e, em particular, a crença na imortalidade» pág.19

    Num universo tão complexo como o da genética, Pio Abreu pretende de alguma forma, transmitir ao leitor comum que pouco ou nada percebe sobre combinações entre proteínas, cromossomas, cadeias, átomos, moléculas ou genes, a importância deste ramo da ciência, na formação da humanidade. E, pretende fazê-lo de uma forma mais ou menos "simplificada", usando  para isso, um modo de escrita que, como o próprio refere "... pode parecer insólito" porque põe "os genes ou a cultura a falar na primeira pessoa". pág.20

    Nas primeiras partes do livro, o autor revela-nos que os genes e os signos, representam, no primeiro caso, a nossa extensa história biológica e, no caso dos signos, traduzem a nossa enorme dependência cultural (ideias retiradas do Prefácio escrito por Carlos Fiolhais-Físico e Director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra).

    Nos capítulos seguintes encontrei as partes mais interessantes deste livro (opinião pessoal, obviamente). Termino com estes textos, incluídos no capítulo 3, "COMO É QUE EU CONSIGO DOMINAR OS HUMANOS", a propósito de assimetrias entre homens e mulheres...

       «Tudo isto acontece nos homens, que têm um hemisfério bem diferenciado do outro, a ponto de uma pequena lesão dessa metade esquerda os impedir de falar e raciocinar com lógica. Porém, se a parte direita continuar a funcionar, eles podem ainda sentir e apreciar os aspectos importantes da vida, mantendo os sentimentos e a boa coordenação de todos os seus instintos.  É claro que, com esta organização cerebral, os homens têm um pequeno problema: é que às vezes pensam de maneira e sentem de outra, dando voltas aos miolos para resolver esta contradição(...)
       Falei dos homens porque, com as mulheres, o caso é outro: elas têm os cérebros menos assimétricos e, por exemplo, o controlo da fala ocupa ambos os hemisférios cerebrais. Ou seja: sentem o que pensam e pensam como sentem, não têm qualquer contradição a resolver. Talvez tenha de ser assim, porque são elas as principais protectoras dos genes e, sem essa protecção, não existiriam pessoas para me produzir. É por isso que as mulheres são fãs da sinceridade e da transparência, embora sejam frequentemente incoerentes: o que pensam hoje não é o que pensaram ontem, simplesmente porque os seus sentimentos mudaram, e talvez amanhã mudem de novo (...)» pág. 75 

    Este livro encontra-se à venda, aqui