terça-feira, 27 de maio de 2014

Rescaldo eleitoral



Eis o rescaldo de uma noite eleitoral: preocupação, preocupação e mais preocupação.
Em França, terra de milhares de compatriotas, conterrâneos e familiares, cresce a olhos vistos um partido descaradamente xenófobo. 
Por cá, nada de novo. O sistema político continua a funcionar em dual-band; ora numa frequência partidária, ora noutra. 
E enquanto o partido da alternância "arrota" os seus 30 e tal por cento de votos, relembro que cerca de 66% do povo deste país 'esteve-se nas tintas' para as eleições europeias. 
Mais uma vez vence a abstenção e a indiferença!!!
O senso comum leva-me a acreditar que existe uma forte probabilidade para que este mesmo povo que, se queixa a torto e a direito de tudo e mais alguma coisa, que trabalha (quando trabalha) e recebe a custo (e mal) para poder (sobre)viver, e ainda, encher os cofres das poderosas instituições financeiras, continue 'nas tintas' em futuras eleições.
Com cidadãos tão acomodados, não admira que as Marina's, os Jean Marie e outros que tais, estejam desejosos pelo poder. 
É que, governar gente acomodada e sem voto na matéria é tão mais fácil!...

segunda-feira, 26 de maio de 2014

"O Mestre de Música", por Gérard Corbiau

Recebeu o óscar de melhor filme em língua estrangeira, em 1989.
Le Maitre de Musique é uma produção belga, realizada por Gérard Corbiau.
É o filme que vos deixo.
Até sempre.

Sinopse (informação retirada da net)

Mahler, Verdi, Bellini, Mozart, Offenbach, Schubert e Schumann. Uma grande constelação de grandes compositores clássicos participam deste filme, com suas obras imortais. E como principal intérprete, o célebre barítono belga Jose van Dam, no papel do cantor Joachim Dallayrac que no inicio do século encantava as plateias da europa. No auge da fama, decidiu retirar-se dos palcos e entregar-se ao árduo trabalho de formar grandes cantores. Seus discípulos são a bela Sophie e um jovem vagabundo que ele encontra por acaso. Dia a dia o cantor impõe a seus alunos a impiedosa lei da perfeição, até que os dois estejam prontos para enfrentar um concurso de canto organizado por um certo príncipe Scotti, um mecenas milionário que odeia o mestre Joachim. 
O Mestre da Música é um filme onde o desafio e a paixão vibram como a força de uma sinfonia.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O tempos e os modos

Era um tempo mais do que pretérito, muito mais do que imperfeito.
Sempre passado. Sempre ultrapassado.
Não passava deste triste fado.
Mas o presente havia de chegar e exigir a seu modo - imperativo - o tempo que lhe fora roubado:
- Queiram devolver o meu tempo, aqui e já!
E foi nesta acesa conjugação de tempos e de modos que chega de mansinho, o futuro.
- Quererão Vossas Excelências conceder-me a honra de continuar a conjugação deste ilustre verbo?
Irregularmente, foram conjugando as primeiras pessoas do singular com a primeira do plural, ora no presente, ora no futuro...

   

sexta-feira, 16 de maio de 2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

"Desespero"

Ouvi-o esta manhã numa estação de rádio e achei-o interessante.
Refiro-me, claro está, ao "Desespero" cantado pelo Jorge Fernando, com a participação de Virgul e Dino d' Santiago.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Curtas

Por vezes, é no silêncio das palavras que conseguimos ouvir outros ruídos...

Um instrumental de Pat Metheny e os votos de um excelente fim-de-semana.

 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Escrever ou não escrever, eis a questão

escrever ou não escrever, eis a questão
a questão, é que escrever só por escrever, é nada; uma tremenda chatice
e chatice, é pensar que não escrevendo nada de nada, a questão se coloca na mesma
portanto, volto ao princípio
escrever ou não escrever, eis a questão.
e é por essas e por outras (questões) que não escrevo nada
Tenho escrito!

 

domingo, 4 de maio de 2014

Leituras

Leituras...
Muitos anos antes, com Leonor, eu fora possuído por idêntica sensação de estranheza, arrebatado para o interior do tempo, quando, certa tarde, ela colocara, no peitoril da janela, dois vasos com violetas nocturnas, e lhes sussurara dóceis palavras de amor, num crécito lento, magoado. «As flores precisam de que falem com elas. Crescem, animam-se, ficam viçosas», explicara Leonor. Naquela época, não atribuía a mínima importância às coisas simples, e os factos triviais assumiam-se-me como insignificâncias desmerecedoras de atenção. Pensava que o mundo acelerava modificações substanciais, e os sacrifícios exigidos não se compadeciam com perturbações supérfluas.
«Sabes que, por vezes, falo às coisas?, às coisas vivas ou inanimadas? E acredito, por exemplo, que a madeira dos móveis me responde através dos estalidos secos. Não rias. Há uma enorme porção de enigmas que nos rodeia.

Baptista-Bastos, Elegia para um caixão vazio, Oficina do Livro