sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um poema, uma pintura e um bom descanso

Poema de David Teles Ferreira sobre pintura de Jorge Melo.
Ambos fazem parte do livro de poemas, "as encostas voltadas a norte"/"o mar nos teus olhos", editado pela Som da Tinta.
Resta-me desejar um bom fim-de-semana e algum descanso, se possível.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nostalgia, um documentário de Renato Córdoba

No seguimento da mensagem anterior, Portugal não pode ser um país condenado à desertificação e ao envelhecimento. Não pode!
Temos lugares lindos, sol, gente simpática, comida excepcionalmente boa... Onde param os projectos e os financiamentos para o turismo? 
Nostalgia, é um documentário independente que retrata em breves minutos, o envelhecimento populacional e a desertificação numa aldeia portuguesa, algures no concelho de Montalegre. 
O autor é Renato Córdoba e está de parabéns também, pela beleza das paisagens captadas.

 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

"Muito riso pouco siso"

Sensação de vazio, de tristeza. 
É o que sentimos quando passamos pelas casas fechadas que antes ostentavam janelas abertas e vida; placas com "Vende-se" o que antes nunca se imaginou vendável; jardins desprezados, outrora estimados; lojas trespassadas pela crise, agora fechadas e empoeiradas; escolas silenciadas e abandonadas porque não nascem crianças; carros em segunda mão amontoados em stands, e por aí fora. 
Este país, que em tempos foi de gente corajosa e lutadora, mais parece a alegoria da casa fechada, da escola sem crianças ou do stand a abarrotar de carros que ninguém compra. 
É revoltante. Do que é temos medo, afinal? Por que se revoltam os gregos, e nós não?!

E a revolta cresce perante frases deste gabarito: "A vida das pessoas não está melhor mas a do país está muito melhor". Então, mas... o país não somos nós, cidadãos?! E desde quando, um país pode estar melhor quando os seus cidadãos estão cada vez pior?!   
É indignante quando damos de caras com apanhados fotográficos, em congressos, e governantes em altas galhofadas.  


Tivesse eu super poderes... 
Como eu gostaria de ver estes senhores TODOS (incluindo os troikistas) numa fila para comerem uma refeição decente; saberem qual é a sensação de contar cêntimos ou mesmo a sensação de Fome; vê-los umas horas em fila de espera num Centro de Emprego; viverem com 214€ de reforma ou ganharem 515 euros de salário mínimo nacional (proposta para 2014), etc, etc, etc.
Em boa verdade, a mim, ensinaram-me a respeitar quem se dá ao respeito e quem o merece.
Mas estes senhores, aparentemente indiferentes a tudo, que riem de papo e bolsos mais cheios do que qualquer um dos cidadãos que eles delapidam todos os dias, apenas merecem o meu/nosso desprezo e repúdio.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A Mentira Mil Vezes Repetida, de Manuel Jorge Marmelo

Uma Mentira Mil Vezes Repetida, de Manuel Jorge Marmelo, é o Prémio Correntes d' Escritas 2014.
Não conheço ainda o livro, mas espero lê-lo em breve. 
Deixo-vos a ligação ao jornal Público, caso tenham interesse em saber um pouco mais sobre este jornalista-escritor, e um vídeo...
"Chuva" (apesar de estarmos fartos dela) está disponível no canal youtube, bem como no blogue do escritor portuense.

 

http://www.publico.pt/cultura/noticia/uma-mentira-mil-vezes-repetida-de-manuel-jorge-marmelo-e-o-premio-correntes-d-escritas-2014-1624477 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Jorge_Marmelo

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Uma onda gigante de mais-valias

A população da Nazaré é composta por gente genuína, afável, frontal e sempre muito grata a quem lhe traz benefícios, sejam eles quais forem. 
O ídolo do momento - Garrett McNamara - e a famosa onda surfada, além da entrada triunfal no livro do Guinness, permitiram uma excelente campanha de marketing a custo zero, acabando por trazer benefícios àquela simpática vila piscatória.
O "Má Cara" e as ondas perigosas da Praia do Norte são agora a menina dos olhos dos nazarenos. Eles bem merecem um pouco mais de atenção do país e do mundo!
Depois de ver esta reportagem, apetece dizer que nem todos os "canhões" são maus.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

As Perguntas Verdadeiramente Importantes


Também eu li este livro faz bastante tempo.
E sobre ...
As Perguntas Verdadeiramente Importantes... 


«As perguntas verdadeiramente importantes são as que uma criança pode formular - e apenas essas. Só as perguntas mais ingénuas são realmente perguntas importantes. São as interrogações para as quais não há resposta. Uma pergunta para a qual não há resposta é um obstáculo para lá do qual não se pode passar. Ou, por outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não há resposta que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência.»

Milan Kundera, in "A Insustentável Leveza do Ser"


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"Why does it always rain on me"

Avizinha-se outro fim-de-semana chuvoso e húmido.
Tanta água, tanto"cinzentismo" já podiam ir dar uma volta grande. Estamos saturados disto!
Smiley

Mas enquanto o sol não se organiza lá em cima... Cá em baixo, escreva, leia, pinte, trabalhe ou namore na companhia das músicas românticas e melancólicas dos escoceses, Travis.
Bom fim-de-semana.

Músicas deste album:
"Writing to Reach You"
"The Fear"
"As You Are"
"Driftwood"
"The Last Laugh of the Laughter"
"Turn"
"Why Does It Always Rain on Me?"
"Luv" (Healy, Adam Seymour)
"She's So Strange"
"Slide Show"

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"O homem que roubava sorrisos" , em história inacabada

Versão "acabada".
Era uma vez um homem macambúzio e mal disposto. Vivia em Tristeza-Que-Te-Foste, um lugar onde todas as pessoas tinham deixado de sorrir, onde todos tinham perdido os seus sorrisos.
Conta-se que o nome, Tristeza-Que-Te-Foste, se devia a um feitiço de há quinhentos anos, lançado por um cavaleiro apaixonado que, não obtendo a atenção da sua amada donzela, jurou vingança, roubando-lhe, a ela, e a todos os habitantes daquela aldeia, os respectivos sorrisos.
Dizem também que o homem macambúzio e mal-disposto desta história é o espírito do tal cavaleiro enjeitado...

Passaram-se dias, porém, a autora da história resolveu abreviá-la.
É que, as pessoas que escrevem, neste caso escrevinham, são as únicas com poderes para fazerem estas pequenas "maldades"; ora encurtam, ora esticam, ora escrevem o que lhes vai na cabeça no momento sem dar cavaco a ninguém.
Por isso, e tendo em conta estes meus "super poderes", dou por finda esta malfadada história do ladrão de sorrisos. 
Em Tristeza-Que-Te-Foste, infelizmente, o feitiço continuou pelos tempos...

E assim se desperdiça uma oportunidade que poderia mudar o rumo desta historinha. 
Um final feliz, é que era! Um final feliz, como acontece na maioria das histórias que eu gosto de contar aos meninos.

(música dos London Grammar - "Strong")