quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Uma "Chanson" - Pierre Corneille

Chanson.

Vos beaux yeux sur ma franchise
N'adressent pas bien leurs coups,
Tête chauve et barbe grise
Ne sont pas viande pour vous ;
Quand j'aurais l'heure de vous plaire,
Ce serait perdre du temps ;
Iris, que pourriez-vous faire
D'un galant de cinquante ans ?

Ce qui vous rend adorable
N'est propre qu'à m'alarmer,
Je vous trouve trop aimable
Et crains de vous trop aimer :
Mon cœur à prendre est facile,
Mes vœux sont des plus constants ;
Mais c'est un meuble inutile
Qu'un galant de cinquante ans.

Si l'armure n'est complète,
Si tout ne va comme il faut,
Il vaut mieux faire retraite
Que d'entreprendre un assaut :
L'amour ne rend point la place
À de mauvais combattants,
Et rit de la vaine audace
Des galants de cinquante ans.

Pierre Corneille.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Gato malvado

Um poema. Versos, com ou sem rimas, e sentidos que se entrelaçam num sentido maior.
Assim nasce um texto poético. Assim se espera que de pequeninos, eles tomem o gosto pela escrita, seja ela poética ou narrativa.
Como alguém dizia: "o importante é a escrita e fazê-lo com gosto, é mais importante ainda".

                                                        (texto e desenho por A. - 2º ano)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Être et Avoir, outra vez

Não me canso nunca de ver este filme/documentário, "Ser e Ter" (Être et Avoir).
Agora que está disponível na versão full movie, que tal revê-lo, apreciar bonitas paisagens campestres ou largar sorrisos perante tão tocante ingenuidade infantil?!
Bom fim-de-semana.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Uma crónica de leitura obrigatória

No seguimento de um ofício recebido há dias, oferecendo formação (creditada) na área da Educação Financeira para professores de todos os níveis de ensino... Eis que leio, enfim, uma resposta à altura.
Não podia estar mais de acordo com a opinião do excelentíssimo professor e físico, Dr Carlos Fiolhais.
Afinal, o que eles querem já todos nós sabemos, mas convém relembrar!
Moldar as mentes (de pequenino lá se vai torcendo o pepino ...) para facilitar a vidinha aos subservientes políticos e políticas que governam ao serviço dos pançudos desse mundo repugnante e profundamente desumano, que é o da alta finança.  

(Texto retirado do blogue http://dererummundi.blogspot.pt/2014/01/educacao-ciencia-e-economia-ou-um.html)

Minha crónica no Público de hoje:
por Carlos Fiolhais


Vários têm sido, no governo, os candidatos ao título de campeão da asneira. Rui Machete tem-se esforçado, mas, não querendo ficar atrás dessa figura maior do PSD, um político do CDS, António Pires de Lima, ministro da Economia (dividindo a pasta com Paulo Portas), resolveu entrar na competição quando defendeu há meses a introdução nas escolas básicas e secundárias de uma disciplina obrigatória de Empreendedorismo. A ideia não é só dele: integra a “Estratégia de Fomento Industrial” aprovada em Conselho de Ministros. A escola, pela voz do ministro da Economia e com a aprovação de todo o governo, tem de estar ao serviço dos negócios.

Ora isto é um disparate. A escola tem de formar para a vida, transmitindo conhecimentos, moldando atitudes e inculcando valores. E a vida está muito longe de se restringir à gestão de empresas. Pires de Lima, no seu mundo Superbock, acha que a escola tem de formar muitos meninos e meninas para alimentar os quadros empresariais. Olha para uma criança do 1.º ciclo e vê nela um gestor em potência. Não lhe interessa se ela vai dominar o Português, a Matemática ou a Física, para os quais as  horas lectivas parecem não chegar: tem é de dominar o Empreendedorismo. Não sabemos que disciplina irá ele extinguir para acrescentar a nova. E falta-nos saber que parte do orçamento do seu Ministério irá servir para pagar aos professores de Empreendedorismo, quiçá empresários falidos que ambicionam um emprego escolar. Ou saber se vai apelar aos empresários bem sucedidos para investirem na contratação de docentes para as nossas escolas.

Não contente com esse disparate, o ministro acrescentou outro há dias. Afirmou que não se pode alimentar um modelo que permita à investigação e à ciência viverem no conforto de estar longe das empresas e da vida real”. E esclareceu: Uma boa parte da investigação é financiada por dinheiros públicos e não chega à economia real. Não chega a transformar o conhecimento em resultados concretos que depois beneficiem a sociedade como um todo. Ficámos a saber que não é só a Educação que tem de se orientar para as empresas, também a Ciência tem de o fazer. Percebemos agora a razão dos cortes na ciência, com a redução drástica do número de bolsas: os investigadores não estão virados para o mundo das empresas. Estão a estudar linguística, topologia ou óptica quântica, em vez de virarem para o fomento da indústria cervejeira. O ministro Pires de Lima vê um doutorando e acha um desperdício ele não estar a desenvolver estudos na área do engarrafamento. Ficamos expectantes quanto às verbas que o Ministério da Economia vai proporcionar à ciência aplicada ou os benefícios fiscais que vai conceder aos empresários que contratem cientistas utilitários.

O ministro da Economia pouco sabe de Educação e de Ciência. E, absorto como tem andado nos seus negócios (tanto das empresas como da política, os dois entre nós muito bem misturados), também sabe pouco da vida real. Se soubesse, saberia, por exemplo, o que recordou há semanas no Porto, numa conferência sobre Ciência, Economia e Crise, o físico espanhol Pedro Echenique. Em 1995, quando se discutia nos Estados Unidos uma diminuição do financiamento público à investigação científica, os CEO de 15 das principais empresas de base científico-tecnológica, como a IBM e a General Electric, subscreveram uma carta aberta pedindo o reforço da ciência fundamental. Queriam que o Congresso continuasse o apoio "a um vibrante programa de investigação universitária com visão de futuro".

Acontece que o futuro costuma chegar pela mão de cientistas inovadores, em geral muito longe da “economia real”. Não faltam exemplos. O laser foi inventado há mais de 50 anos, numa equipa de ciência fundamental (ora cá está: a óptica quântica!) que trabalhava nos Bell Labs. Na altura foi chamado uma descoberta à procura de aplicações. Hoje é o que se sabe: está por todo o lado, nos cabos ópticos, nos CD, nas cirurgias, no corte de materiais, nas luzes das discotecas e até nas caixas de supermercados, por onde passam os códigos de barras das cervejas. Com a orientação de Pires de Lima jamais teria havido lasers.

Existe, de facto, em Portugal um problema de ligação das empresas com a investigação. Mas ele não se resolve com a diminuição da investigação fundamental. Não se resolve com menos ciência, mas sim com mais ciência. Precisamos, em particular, que os gestores percebam o valor da ciência, tal como os seus congéneres norte-americanos, e invistam nela, apoiando os programas públicos de ensino avançado e pesquisa, e contratando, com o seu próprio dinheiro, doutores e pós-doutores. Não precisamos de economias na ciência, mas sim de pessoas na economia que apostem na ciência.

Tudo isto é sabido pelo ministro Nuno Crato. Não poderá ele explicar ao seu colega?

Ao "Franjorfu" (pseudónimo com o qual assinava uma crónica no jornal concelhio)

Sem assunto de momento, segue uma despedida de Dezembro de 2012...
Fica um exemplar dos muitos desenhos, quadros e obras em cerâmica da autoria de um familiar admirado e respeitado por todos, que nos deixou no passado domingo.

 http://quantotempotemotempo.blogspot.pt/2012/12/a-despedida.html



                                              

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Prendam o relógio!

Prendam, pois então, todo e qualquer relógio!
Que o Tempo, quando libertado
nem é tido nem achado,
é antes um bom presságio.
                  (Relógio de Corda)

Bom fim-de-semana!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quem financia a solidariedade, está preocupado com o retorno

Apresento-vos um filme (made in Brasil) que dá a conhecer os meandros das ditas Organizações de Solidariedade e de quem está por detrás delas.
«Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada», assim se lê no início da sinopse.
Enquanto a miséria e a pobreza da maioria for o sustento (cada vez mais) de umas quantas minorias poderosas (ONG's e afins), creio que boa parte da humanidade está de facto, condenada a novas formas de escravatura e ao seu consequente empobrecimento.
Isto dá que pensar, para além de ser terrivelmente assustador. 
«Quem financia a solidariedade, hoje, está preocupado com o retorno...» (uma das frases do filme)


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Qualquer semelhança entre esta couve e...nós, não é coincidência nenhuma

Demasiado tarde quando dei conta que esta couve sustentava várias dezenas de lagartas! 
Houve, porém, um pozinho mágico (e venenoso), que depressa resolveu o excesso de apetite das larvas comilonas. Soube depois da existência de um procedimento biológico que extermina a praga de outra forma: polvilhar as folhas com pó de argila ou pó de rocha (fica para a próxima).
Entretanto, ao ver a couve assim, tão "depenada", lembrei-me de outras "lagartas"... Aquelas que... Sim essa(e)s mesmo! Aqueles que eu, vós, e todos nós tão bem conhecemos; as "lagartas" do poder político e económico que também nos comem como se não houvesse amanhã. 
Ao ver esta cena triste, acho que nunca me senti tão couve como agora.
Boa semana!

 

domingo, 12 de janeiro de 2014

O impasse (musicalmente falando)

Existe uma "lavandaria" onde não se lava nada de nada. 
Os brasileiros "5 a Seco", que já estiveram aqui noutra ocasião, fazem boa música, deliciam os nossos ouvidos e por isso, nunca é demais falar deles outra vez.
São "Músicas de bolso" para quem quiser conhecer, ouvir e apreciar.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"Ooh To Be Ah" e os very british Kajagoogoo

A pop britânica foi sempre generosa no que toca à originalidade (ou não), qualidade (ou não) dos seus artistas e respectivos produtos musicais.
Façamos uma viagem no Tempo... Década de 80; mais precisamente ano de 1983.
Estava na berra, o estilo freaky punk com músicos de cabelos espetados, desgrenhados ou pintados em modo "duotone".
Letras & Melodias não seriam propriamente nada de especial, porém, as sonoridades e aquilo que a indústria discográfica da época definia como moda, de forma a render sempre muitos $$$$$, entravam na perfeição nos ouvidos dos adolescentes e dos jovens (eu teria então, uns 17 anos).

Os Kajagoogoo, cujo vocalista tinha igualmente um nome invulgar - Limahl -, tocavam por tudo quanto era estação de rádio, festa ou discoteca. Era impossível não passarem despercebidos, independentemente dos nossos gostos musicais.
 
Há dias lembrei-me de visitar a farmácia musical "youtube" para visualizar alguns vídeos.
Passados trinta e um anos, este título "Ooh To Be Ah" continua a "intrigar-me"... :)
Uma coisa é certa; fiquei a saber, finalmente, o significado de Kajagoogoo
Mas o mais interessante no meio de algum desinteresse que este post possa ter para algumas pessoas, foi rever aqueles cinco moços; agora cinquentões e pais de família.
A reportagem da VH1 conseguiu reunir os cinco para tocarem o famoso "Too Shy", dando conta de que três deles vivem na mesma rua, na mesma aldeia, perto de Londres (o que não deixa de ser curioso), e que todos eles mantêm acesa, a paixão pela música.


"Ooh To Be Ah"
Times have changed, so break new ground
Feel free and take your time take a little...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Mais uma etapa...

E porque hoje tem início mais uma etapa, deixo a todos - colegas e não colegas - que queiram "perder" algum tempo (escassos minutinhos, só) e ler este excelente texto de Santana Castilho.
Anima um pouco. Assim, até vale a pena recomeçar, apesar de tudo.  

Há crónicas que nascem de jacto, outras que se arrastam. Comecei por ensaiar uma retrospectiva sobre o ano que terminou. Abandonei. Digitei linhas e linhas sobre o ano que vai seguir-se. Não gostei. Parei e recordei. Porque é mau que percamos a memória colectiva.
Recordei escolas fechadas aos milhares, Portugal interior fora.

Recordei os protestos, onde hoje vejo esquecimento.

Recordei as falsas aulas de substituição, com que Maria de Lurdes Rodrigues iniciou a proletarização dos professores. Perdeu em tribunal mas abriu um caminho sinistro. E hoje vejo Crato, oportuno, trilhá-lo com zelo.

Recordei a divisão dos professores em titulares e outros. Caiu a aberração mas persiste a tentação. De que outra forma se explica a disponibilidade para examinar colegas a três euros por cabeça?

Recordei o altruísmo anónimo por parte de professores, que testemunho há décadas, no combate nacional ao abandono escolar precoce. Vejo, atónito, o novo desígnio governamental de promover o abandono docente precoce.

Recordei a indignação nas ruas e a contemporização nos memorandos e nos entendimentos. E hoje vejo o desalento de tantos que desacreditaram.

Recordei dois que acabam de partir e senti raiva por tantos que, vivos, são mortos para a profissão. E pergunto-me se, algum dia, muitos com nome responderão pelos futuros que destruíram.

Recordei a infame guerra em curso aos professores, a quem, em fartas partes, se deve o notório aumento das qualificações dos portugueses. Mau grado desencontros e desencantos.

Recordei dados recentes (2013 Global Teacher Status Index, Varkey GEMS Foundation) de um estudo que apurou a atitude das sociedades desenvolvidas relativamente aos seus docentes. E vi o estatuto social dos professores portugueses no último terço da tabela, bem atrás da maioria dos seus parceiros europeus. E vi, sem espanto, que apenas 12% dos portugueses encorajam os filhos a serem professores (o segundo pior resultado do universo estudado).

Recordei, a propósito, que a International Association for the Evaluation of Educational Achievement realiza, cada quatro anos, dois estudos conceituados internacionalmente: o TIMMS (Trends in International Mathematics and Science Study) e o PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). Portugal participou na edição de ambos de 1995, tendo ficado nos últimos lugares do ranking. Ausente dos estudos de 1999, 2003 e 2007, voltou a ser cotado em 2011. Entre 50 países, ficou no 15º lugar em Matemática e 19º em ciências. Entre 45 países, foi 19º no PIRLS. Em valor absoluto, os resultados foram positivamente relevantes. Foram-no, ainda mais, em valor relativo: de 1995 para 2011, foi Portugal o país que mais progrediu em Matemática e o segundo que mais avançou no ensino das ciências; se reduzirmos o universo aos países da União Europeia, estamos na 12ª posição em ciências, 7ª em Matemática e 8ª em leitura; se ponderarmos estes resultados face ao estatuto económico e financeiro das famílias e dos estados com que nos comparamos, o seu significado aumenta e deita por terra o discurso dos que destratam os professores. Estes resultados, é bom e actual recordá-lo, são fruto do trabalho dos professores portugueses.

Recordei outro estudo, promovido por Joana Santos Rita e Ivone Patrão, investigadoras do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, segundo o qual metade dos professores portugueses sofre de stress, ansiedade e exaustão. E vi que as causas apuradas são o excesso de trabalho e de burocracia e a pressão para o sucesso. E vi, vejo, o que o ministro Crato tem por sucesso: caminhos que desprezam a natureza axiológica da Educação, tentando impor-lhe o modelo de mercado, fora ela simples serviço circunscrito a objectivos utilitários e instrumentais, regulada apenas por normas de eficácia e eficiência. E recordei, então, uma carta a um professor, transcrita num livro de João Viegas Fernandes (Saberes, Competências, Valores e Afectos, Plátano Editores, Lisboa, 2001):

“… Sou sobrevivente de um campo de concentração. Os meus olhos viram o que jamais olhos humanos deveriam poder ver: câmaras de gás construídas por engenheiros doutorados; adolescentes envenenados por físicos eruditos; crianças assassinadas por enfermeiras diplomadas; mulheres e bebés queimados por bacharéis e licenciados…

… Eis o meu apelo: ajudem os vossos alunos a serem humanos. Que os vossos esforços nunca possam produzir monstros instruídos, psicopatas competentes, Eichmanns educados. A leitura, a escrita e a aritmética só são importantes se tornarem as nossas crianças mais humanas".

Basta um esforço ínfimo de memória para qualquer se aperceber de quanto deve aos professores. Chega uma réstia de inteligência para qualquer perceber que um ataque aos professores é um ataque ao futuro colectivo. Porque tenho a graça de ter voz pública, começo 2014 com um abraço aos professores portugueses.

Santana Castilho, Professor do ensino superior

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/um-abraco-aos-professores-portugueses-1618094

sábado, 4 de janeiro de 2014

Esta (cena) doeu...

Ui, que esta (cena) doeu! Quanta maldade!... Um relógio-escudo ou um alvo a abater?
Bem... e parece que vamos continuar com muita chuva...
Bom fim-de-semana.

Smiley



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A morte

Ontem, quando abria a página online dum conhecido semanário, deparei-me com a notícia das mortes de Margarida Marante (53 anos) e de Maria Iva Delgado - viúva do "General Sem Medo", Humberto Delgado -.
Há quem diga que por trás de um grande homem, está sempre uma grande mulher.
É uma afirmação discutível, claro, mas no caso desta senhora, inegavelmente, ela foi grande até na  longevidade. Deixar o atribulado mundo dos vivos aos 105 anos de idade, é obra e não é para todos!

«O corpo está em câmara ardente ao final da tarde de hoje, na igreja de São Sebastião da Pedreira. No sábado, dia 4, será celebrada missa às 10h e o funeral segue para o jazigo da família em Cela Velha, próximo da Nazaré.»

E lendo a última parte desta notícia, não pude deixar de voltar muitos anos atrás no Tempo. 
Ao Tempo, em que eu, criança de 7, 8, 9 anos (não me recordo bem) ia para a Nazaré, no Verão. Acontecia algumas vezes; o meu pai invertia o sentido do regresso a casa, escolhendo o pior caminho e o mais demorado com o propósito de passar pela Cela Velha. 
E lembro-me tão bem, como se fosse hoje... Enquanto conduzia, lá ia contando a história de um homem importante daquela terra que se chamava Humberto Delgado, que a PIDE matou...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Nuvens

O reboliço da passagem do ano velho para o ano novo (embora isso não me tenha afetado especialmente) dá lugar, agora, à quietude deste recém nascido 2014. 
Não fosse o mau tempo, e a noite, e esta estação do ano, o que eu gostava mesmo era ver umas nuvens brancas dissiparem-se num bonito céu azul, tal como no vídeo desta música...
Até um dia.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Desejo-te Tempo!

A abundância de mensagens, ora para o ano que se foi, ora para aquele que já viu, hoje, a luz deste  dia chuvoso e cinzento, fez com que, entre muitas, eu escolhesse esta. 
O autor do texto não estava identificado. Circulava como muitas outras, na famosa rede social do Sr Zuckerberg.

Desejo-te Tempo!

Não te desejo um presente qualquer,
Desejo-te somente aquilo que a maioria não tem.
Tempo, para te divertires e para sorrir;
Tempo para que os obstáculos sejam sempre superados
E muitos sucessos comemorados.
Desejo-te tempo, para planear e realizar,
Não só para ti mesmo, mas também para doá-lo aos outros.
Desejo-te tempo, não para ter pressa e correr,
Mas tempo para encontrares a ti mesmo,
Desejo-te tempo, não só para passar ou para vê-lo no relógio,
Desejo-te tempo, para que fiques;
Tempo para te encantares e tempo para confiar em alguém.
Desejo-te tempo para tocar as estrelas,
E tempo para crescer, para amadurecer.
Desejo-te tempo para aprender e acertar,
Tempo para recomeçar, se fracassar.
Desejo-te tempo também para poder voltar atrás e perdoar.
Para ter novas esperanças e para amar.
Não faz mais sentido protelar.
Desejo-te tempo para ser feliz.
Para viver cada dia, cada hora como um presente.
Desejo-te tempo, tempo para a vida.
Desejo-te tempo. Tempo. Muito tempo!

                                  (Autor desconhecido)