domingo, 31 de março de 2013

"O amor, quando se ama, não ocupa tempo – é o tempo"- Pedro C.Freitas

Pedro Chagas Freitas publicou este excerto na página de uma conhecida rede social. Confesso que gostei.

Smiley

«Hoje decidi escrever à mulher que amo. À mulher que ainda não sei que amo – mas que um dia vou amar. Decidi escrever-lhe para lhe dizer, antes de que ela me encontre e de que eu a encontre, aquilo que quero que ela seja – aquilo que quero que ela me seja: aquilo que exijo que ela me seja. Hoje decidi escrever à mulher que amo e dizer-lhe que, se quer ser a mulher que eu amo, tem de me amar como eu a amarei. E será assim que eu amarei: sem freio, sem parar um segundo que seja de pensar nela, sem parar um segundo que seja de a querer aqui, ao meu lado, em carne, em osso, em pele - ou então simplesmente numa chamada telefónica, numa mensagem de telemóvel, num e-mail que seja. 
Ouve, mulher que vou amar: se queres amar-me e fazer-me amado nesse amor de nós, ama como amar tem de ser, como amar só pode ser. E amar só pode ser sem parar, sem descanso, sem um segundo que seja de abstracção. Amar é com urgência, amar é com pressa, com pulsão. Amar com tranquilidade é gostar muito. Amar com tranquilidade é, no máximo, adorar bastante. E gostar muito e adorar bastante não chega. E gostar muito e adorar bastante não me chega. Eu sou por amar. Sem condições, sem tempo, sem escalonanento de prioridades. O amor não está sujeito a prioridades. O amor é um sujeito chamado prioridade. O amor, quando se ama, não ocupa tempo – é o tempo. Porque só assim é que chega a tempo. O amor, quando se ama, não se compadece com “tenho de fazer isto e depois venho amar-te” ou com “amanhã à noite amamo-nos”. O amor não se compadece – o amor, quando se compadece, adoece. Mirra, fica pequenino, murcha. E cai. E morre. O amor morre por falta de amor real. Essa é que é a realidade.»

in "EU SOU DEUS"
(encomenda exclusiva de exemplares autografados pelo e-mail pedrochagasfreitas@gmail.com)

quinta-feira, 21 de março de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

"Vamos brincar ao «lembras-te»"

Tentando perceber o alcance deste livro emprestado, escrito por Miguel Esteves Cardoso...
 

"Tenho a impressão de estar feliz.
Não é mau.
Tenho sessenta e quatro anos. Tive uma vida de merda, mas a culpa foi minha. 
O menos que se pode dizer é que tem sido interessante.
Tem graça.
Não me lembro de alguma vez ter estado feliz.
Antes.
Nem em menino.
Senão lembrava-me de certeza.
Porque é muito bom.
Deve ser — por estar, finalmente, ao pé do meu amor.
Meu amor.
Mulher má. Mas é.
Mulher má.
Mas minha.
Teresa.
Deve ser por isso.
Ela também parece não estar triste. Nunca a vi assim.
Mulher dúbia.
Teresa, chama-se.
Anda cá.
Vamos brincar ao «Lembras-te».
Lembra-me lá como é.
Quem se lembrar de mais coisas, perde.
Perde quem se lembrar primeiro.
Tu perdes sempre.
Não vale dizer a verdade.
Ai isso é que vale — desde que não seja.
Está bem.
Quem sou eu para estar feliz? Um velho inválido. 
Que jaz num luxuoso lar para doentes da terceira idade. 
Sou, contudo, uma inscrição recente. 
Fiquei inválido só a semana passada. 
Só anteontem começaram a fechar-me aqui neste quarto, às nove da noite. 
Não tenho razões para estar feliz, mas feliz é 
precisamente, 
aquilo que eu, neste momento, mais estou. 
Mais, pelo menos, do que em qualquer 
momento de que me lembre, ocorrido durante 
a minha tal vida despreocupada e interessante
E da Teresa (...)"

"O Amor é fodido" - Miguel Esteves Cardoso (Ed. Assírio &Alvim)

quarta-feira, 6 de março de 2013

"Qual é a letra que existe mais no mundo?"

Um aluno do 1º ano perguntou-me se eu sabia qual era a letra que existia mais no mundo... Se era o "S"...
Respondi-lhe que não sabia, pois havia muitas mais palavras formadas também com as outras letras.
- Mas há tantaaaSsSs palavras com "S"!... - exclamou como que desapontado com a minha resposta.

Só depois percebi que o desapontamento tinha uma razão de ser.
"S" era a letra do seu nome, e qualquer letra que faça parte do nome de uma criança nesta fase inicial do processo de aprendizagem da leitura e da escrita é sempre muito mais importante do que as outras.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Embriagai-vos sem tréguas...

Uma sugestão interessante no dia em que começa mais uma semana de trabalho.

[...]perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,
a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são;
e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
hão de vos responder: É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo,
embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha...
Fernando Pessoa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Zeitgeist: o filme que todos deviam ver

O filme/documentário lançado pelo Movimento Zeitgeist é um dos mais vistos em todo o planeta. 
Basta olharmos para as milionárias visualizações no youtube, sem esquecer, porém, que os temas abordados neste filme justificam esse número.
Em causa, e devidamente explicitados, estão os principais - se não mesmo os únicos - mecanismos ou fenómenos (ou que lhe queiram chamar) responsáveis pela situação actual de pobreza  e empobrecimento, de desemprego, de crise socio-económica, etc, etc, que atingem países no mundo inteiro, incuindo os respectivos cidadãos.
Zeitgeist tem a duração de 2:41:25. É verdade... É muito Tempo!
Basta ver um pouco em cada dia e perceberão o quão maquiavélicos são os sistemas, económico e capitalista, que (des)governam a humanidade.

 


Terminam por ora, estas postagens de carácter mais cívico. Agradeço a atenção, bem como a compreensão dos leitores deste espaço. Não esqueçamos que o Tempo serve para tudo; até para lutar. 
Amanhã é sábado, dia 2 de Março...
Bom fim-de-semana