terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Restauração da Independência explicada a crianças do 2ºano

Diz-se dos professores modernos, que não sabem nada, que não sabem ensinar, que não ensinam às criancinhas, os factos importantes da nossa História. É pura mentira. Criticar os outros é sempre mais fácil, já se sabe...
Eu sei que muitos professores, ainda continuam empenhados nesta transmissão do saber histórico aos seus alunos. O problema, é que nem sempre são bem sucedidos nessa intenção; umas vezes por culpa do assunto que nada diz aos petizes, outras vezes porque a mensagem não é transmitida da forma mais aliciante. No entanto, este insucesso, deve-se quase sempre ao facto dos alunos não demonstrarem qualquer interesse pelos ditos factos históricos porque a cultura geral é algo que não se cultiva dentro das suas casas ou nos programas de tv que vêem.
Ontem, uma menina abeirou-se de mim porque queria muito saber a razão pela qual, não havia escola no dia 1 de Dezembro. Respondi-lhe que hoje falaríamos no assunto e assim foi.

Era uma vez um rei chamado D. Sebastião que foi  para Alcácer-Quibir combater os mouros... blábláblá e a história demorou pouco tempo para não enfadar meninos de 7 e 8 anos. Convém registar que quando a história mete lutas, guerras e outras barbaridades, o interesse geralmente aumenta, contudo, "é sol de pouca dura".

Depois de explicado o significado do feriado do Dia 1 de Dezembro, evocativo da Restauração da Independência de Portugal, com o recurso à mais recente tecnologia (quadro interactivo), imagens e uma linguagem acessível, acabei por sair da aula decepcionada e frustada.
"Raios parta este miúdos, nada lhes interessa!!! No meu TEMPO não era nada assim..." - pensei para comigo.
                                               (Google photo)
Para terminar, insisti com uma ou outra pergunta para verificar se aquela estória tinha tido algum eco naquelas cabecinhas ... e como já não bastasse a chuva do exterior, eis que chovem respostas tão absurdas como esta: "amanhã é feriado porque havia um rei que fazia anos".
Quatro ou cinco alunos perceberam alguma coisa e conseguiram explicar o que aconteceu naquele ano de 1640.

A tal menina que ontem me pedira uma explicação, conseguiu salvar-me o dia.
Às páginas tantas, faz-se luz na sua mente:
- Ah!!! Então já tou a perceber!!! Então... antes eram os espanhóis que mandavam aqui e, agora? São eles que mandam na mesma?!?
Não fosse a aluna em questão, ter apenas 7 anos e eu, responder-lhe-ia: NÃO, MINHA QUERIDA. AGORA, QUEM MANDA AQUI É A UNIÃO EUROPEIA QUE FICA NUMA TERRA CHAMADA BRUXELAS!!!! 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A flor que eu gostaria de ser

As flores são todas iguais, isto é; são bonitas  em qualquer lugar do mundo, seja na França (onde esta foto foi tirada) seja aqui, em Portugal. 
Esta beleza universal e consensual, é o atributo que faz delas uma espécie tão especial.
Se eu pudesse ser uma planta, escolheria ser esta  flor  porque gosto das suas cores, porque é linda, porque é rasteira e por isso, passa despercebida.
                                          (se clicar ficará ainda mais bonita)

Uma boa semana para todos, ao som deste músico brasileiro que parece estar a fazer sucesso além fronteiras 
Seu Jorge em "Tive Razão"

sábado, 20 de novembro de 2010

Sugestão de Leitura - "M@IL DE UM LOUCO"




A vantagem em não termos o vício do tabaco está, para além de ganharmos mais TEMPO de vida, no facto de canalizarmos o dinheiro do maço para coisas bem mais interessantes, como por exemplo, um livro. Perdida no meio de tantos, fixei-me no título deste: "M@IL DE UM LOUCO" de João Pinto Costa (no livro, é Mário Dias, o fictício remetente dos e-mail pouco ajuizados).
Nesse dia, também não estava muito virada para o romance, para enredos  muito complicados ou livros de reflexão pessoal; acabei por trazer, daqueles livros de leitura fácil, rápida e divertiva (de vez em quando tem de ser).
O autor tem 31 anos, nascido em Lisboa e criado no Porto, é licenciado em Direito e consta que desde muito cedo revela um enorme sentido de humor. Um sentido de humor tão peculiar que se dedicou a fazer isto:
Durante dois anos, divertiu-se enviando e-mails com situações e pedidos "insólitos" para empresas, organismos públicos, figuras públicas... As respostas a tão invulgares e-mails chegavam e eram
publicados num blogue com um nome não menos "louco": http://maildeumlouco.blogspot.com/        
O certo é, que o sucesso deste "passatempo" virtual não tardou e daí à publicação deste hilariante livro, foi um saltinho.
E eu que julgava os meus e-mail autênticos devaneios de uma louca... Devo confessar-vos que, após a leitura deste livro, tirei um peso da minha consciência.
Termino com uma amostra exemplar do referido livro. Este e-mail, por acaso - ou não - tem muito que se lhe diga!

                    36: QUINTA VIRTUAL


Olá, boa noite
Chamo-me Mário Dias e contacto com V. EXªs pelo seguinte:
Tenho 16 anos e sou legítimo proprietário de uma quinta virtual que administro no Facebook.
Passo grande parte do meu dia a angariar novos vizinhos, a cuidar da minha horta e dos meus produtos, sem nunca descuidar o tratamento dos porquinhos e das galinhas.
O meu primo Pipas sempre teve uma quinta muito mais pequena que a minha e ele pouco cuida dela ( só lá vai uma vez por dia e apenas durante uma hora). Foi por isso com espanto que ontem verifiquei que a quinta dele é, neste momento, uma quinta de luxo quando comparada com a que eu administro.
Ele disse-me que arranjou um subsídio e que se eu queria uma quinta igual tinha de o conseguir também.
Desta forma, venho perguntar o que preciso de fazer para obter um subsídio para a minha quinta.
Não sei se me aconselha a inscrever-me num programa de apoio a jovens agricultores, se existe algum subsídio comunitário dirigido a administradores de quantas virtuais, se tenho de me dirigir a algum lado...
Pedia uma mão amiga que me auxilie para que possa continuar a ter sucesso neste mundo da lavoura virtual.
Não vos faço perder mais tempo.
Despeço-me com consideração e na esperança de receber uma resposta,


Mário Dias


(A resposta veio neste e-mail)

Exmo. Senhor


A sua actividade agrícola é virtual numa rede internacional de relacionamento social. Não possui V.Exª  nenhuma exploração agrícola real. Existem ajudas comunitárias para o sector (incluindo jovens agricultores), mas apenas para explorações reais. Nada virtual.
Acresce que estes apoios comunitários se regem por normas bastante rígidas, tendo sempre por base a implementação, de facto, de projectos.
Por tudo isto se esclarece que não possuímos nenhuma possibilidade de atribuição de subsídios a todo ou qualquer projecto que não seja real.
Cumprimentos,


Carla Godinho
Ministério da Agricultura


                                     in "M@il de um louco" - Editorial Presença (pág. 127/128)


À venda aqui e aqui

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Remédios caseiros para a cura das constipações

Smiley
Na minha terra, as pessoas com uma certa idade, garantem que um copo de aguardente quente ajuda a curar uma constipação. Eu não digo nem que sim, nem que não, porque, se há coisa que não aprecio mesmo, é o cheiro desta bebida. Por isso ...
Embora eu esteja a precisar de umas "drogas" extra para curar a primeira constipação da estação Outono/Inverno 2010, vou aguentando com uns "Cêgripe" e umas doses valentes de chá de limão com mel. No entanto, o tão desejado efeito desta mezinha caseira, parece tardar, sobretudo, quando as cordas vocais já andam pelas ruas da amargura e são logo as primeiras a queixarem-se.
O que me vale, é que hoje, já é Sexta-feira! Smileybelíssimas paisagens alentejanas .

Bom fim-de-semana.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Como a paixão pode evitar muitas aspirinas

SmileyNão imaginam o quanto são "surpreendentes", alguns estudos que certas e determinadas mentes brilhantes se dignam  fazer, sobre assuntos que jamais nos passariam pela cabeça. É o caso deste artigo que segue em anexo, da autoria de Sean Mackay, um norte americano que estudou os efeitos da paixão na saúde e bem-estar dos seres humanos. Uma visão cor-de-rosa, sem dúvida, no meio de tanta coisa acinzentada e turva que por aí anda.
As bases científicas do estudo realizado, parecem comprovar que a paixão funciona como um poderoso analgésico, embora eu, conhecesse uma versão semelhante, esta parece-me mais credível.
A ser verdade; os laboratórios vão à falência porque passam a vender menos aspirinas e anti-depressivos, algumas especialidades médicas (psicólogos e psiquiatras, fundamentalmente) ficam de mãos a abanar com a redução do número de pacientes, os doentes ou as pessoas que simplesmente recorrem frequentemente a este tipo de droga para as dores de cabeça, ficam a ganhar, poupando alguns €€€,  porque afinal, a solução para o "problema", está dentro das suas próprias cabeças. Basta estar apaixonado(a)!  Não importa se é uma paixão por outra pessoa, uma paixão pela profissão, paixão por uma causa, uma paixão pela vida ou por qualquer outra coisa. Paixões... à semelhança dos chapéus, há muitas.
Termino com isto; há quem acredite piamente que a paixão também é uma "droga"; em versão natural, claro. Sobre os seus efeitos secundários, creio que podem ser tanto, ou mais, devastadores que os efeitos provocados pela outra droga química...



Paixão é um poderoso analgésico
18 Out 2010
Além do brilho no olhar, do coração palpitante e, muitas vezes, da perda completa da razão, a paixão tem ainda outro benefício: funciona como um potente analgésico da dor física. Tudo porque este forte sentimento estimula o mecanismo de compensação do cérebro, da mesma forma que uma droga.

"Quando a pessoa está na fase apaixonada e até obsessiva do namoro, ocorrem alterações no humor que têm impacto nas experiências de dor", afirma Sean Mackey, líder de um estudo sobre a relação entre paixão e dor, publicado no "PLoS ONE". Estes são sintomas cerebrais profundos que envolvem a dopamina, um dos principais neurotransmissores que influenciam o humor, a recompensa e a motivação.

"As áreas do cérebro activadas pela paixão são as mesmas que são activadas pelos fármacos que reduzem a dor", disse, em comunicado de imprensa, o co-autor do estudo Arthur Aron, professor de psicologia na Universidade de Nova York em Stony Brook. Segundo o especialista, “ao pensar sobre o ser amado, há uma intensa activação na área do cérebro responsável pela recompensa - a mesma área que se activa quando se toma cocaína, ou quando se ganha muito dinheiro."

Há mais de 30 anos que Arthur Aron estuda o amor. Mas a possível ligação entre a paixão e a dor nasceu há apenas alguns anos, quando, num congresso sobre neurociência, Aron conheceu Sean Mackey, director de serviço do controlo da dor e professor de anestesiologia da University of Stanford. Durante a apresentação das investigações, os cientistas repararam que os seus discursos estavam em sintonia, apesar de os objectos de estudo serem diferentes. "O Arthur falava sobre os sistemas neuronais envolvidos no amor, e eu falava sobre os sistemas neuronais envolvidos na dor. Percebemos que havia uma grande sobreposição. E questionámo-nos: Será possível que os dois se consigam modular?"

De regresso a Stanford, Mackey trabalhou com Jarred Younger, professor assistente de anestesiologia da mesma universidade, que também estava intrigado com a ideia. Juntos, os três decidiram investigar a relação entre paixão e dor, tendo como base a análise das imagens do cérebro de pessoas que estivessem a viver a primeira fase do amor intenso, nos primeiros nove meses de um relacionamento amoroso, quando os indivíduos são inundados por sentimentos de euforia, energia e por uma obsessão permanente pelo objecto amado. Publicaram anúncios na Universidade de Stanford onde solicitavam para o estudo pessoas que estivessem apaixonadas. Em poucas horas tinham dezenas de respostas. Não foi difícil, segundo conta Mackey em comunicado de imprensa, “porque quando estamos nesta fase da relação queremos contar o nosso amor a todo o mundo”. Os investigadores escolheram 15 estudantes, oito mulheres e sete homens, e pediram-lhes para que trouxessem fotos dos seus namorados e de uma outra pessoa que também lhes provocasse atracção.

Enquanto eram expostos às imagens, foi-lhes aplicado um estimulador na palma da mão que lhes infligia uma leve dor. Ao mesmo tempo, os seus cérebros foram analisados por imagens de ressonância magnética funcional. Os voluntários foram avaliados de acordo com os seus níveis de alívio à dor, enquanto eram entretidos com uma tarefa que consistia na associação de palavras, como ditar desportos em que não fossem usadas bolas.

O facto de terem introduzido o elemento distracção baseia-se em provas científicas de que o estarmos entretidos com algo nos alivia a dor e os investigadores queriam garantir que o amor não funcionava apenas como mera distracção. Através da análise das imagens de ressonância magnética, os cientistas descobriram que quando os voluntários viam a foto da pessoa amada tinham uma percepção muito mais reduzida da dor do que quando olhavam uma outra foto da pessoa que consideravam atraente, mas pela qual não nutriam paixão.

Os resultados mostraram que tanto o amor como a distracção reduziam, de igual forma, a dor, mas através de mecanismos cerebrais diferentes. Na prova de distracção, os mecanismos cerebrais que levavam ao bloqueio da dor foram principalmente cognitivos. Enquanto, "a analgesia induzida pelo amor está muito mais associada com os centros de recompensa do cérebro e parece envolver áreas cerebrais mais primitivas, activando estruturas profundas que conseguem bloquear a dor ao nível da coluna vertebral, de uma forma semelhante, ao modo  como actuam os analgésicos opióides" , explicou Younger.

Um dos locais-chave na analgesia induzida pela paixão é o núcleo “accumbens”, uma área do cérebro envolvida no sistema de recompensa da dependência de opióides, cocaína e outras drogas viciantes. Com o resultado do estudo, os cientistas esperam conseguir um maior conhecimento sobre o modo como estas vias neuronais são activadas, informações que poderão ser usadas para o desenvolvimento de novos métodos para produzir alívio da dor, livres de efeitos secundários.

Paula Pedro Martins
Jornalista

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O amor não tem idade

Smiley 

Quem é que não teve, nos seus TEMPOS de meninice, uma paixoneta por um(a) colega de turma?
É verdade que as coisas, hoje, estão bem diferentes e até, mais ousadas. Possivelmente, jamais nos passaria pela cabeça, no nosso TEMPO, escrever uma carta de amor como aquela que se segue. Recebi-a por email e podem crer que se trata da verdadeira essência do "amor" infantil. :)
Achei-a engraçada e por isso, resolvi partilhar esta maravilha do imaginário das crianças, que nunca param de surpreender.
Esta carta de amor já revela uma tentativa de aliciamento, nomeadamente, quando a apaixonada pretende chamar a atenção do pretenso amado e colega da turma (que é, segundo ela, o mais giro e educado, para além de ser aquele, que dá menos erros e, até "mete aqueles papéis do bolicau no lixo" que nem são dele) com bens materiais. Tudo muito bonito sim senhora, no entanto, haja alguém que chame a atenção desta  menina que o amor não se compra com um Mercedes ou uma casa de férias, na Vieira...
Meus caros; deixo-vos então, a carta de amor escrita pela apaixonada Filipa para o seu mais-que-tudo Jorge Daniel.