quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Tu, que "roubaste" o meu tempo

Ao homem que me "surripiou" as horas, os minutos e os segundos, afirmo com veemência que não lamento esse Tempo "roubado". Lamento sim, o Tempo que o outro tempo fez com que não chegasses até mim.
Mas agora que o tempo te trouxe do passado, vivo este presente na mira de um futuro, em que nós, quem sabe, seremos ponteiros.
Umas vezes segundos, outras vezes minutos, na certeza de que nas horas nos perderemos. Seremos ponteiros puxando um pelo outro, sempre. E mesmo que um pare, o outro continuará a girar, a girar... 
Pois o nosso Tempo vai para além do tempo contado pelos relógios.  

domingo, 4 de novembro de 2018

Silêncio e Tanta Gente

Homenagem à Maria Guinot e a esta bonita canção-poema. 

Silêncio e Tanta Gente
              (Maria Guinot)

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou