terça-feira, 28 de agosto de 2018

Puzzles

Nos intervalos das pausas ou melhor, entre umas leituras e outras, retiro esta passagem pertencente à obra cuja leitura está prestes a chegar aos finalmentes, ao fim de meses de leitura interrupta.

    [... ] Sempre tinham encaixado como peças de um puzzle inacabado (e talvez impossível de acabar) - o fumo dela na solidez dele, a solidão dela na reunião dele, a estranheza dela na simplicidade dele, a despreocupação dela na contenção dele. O silêncio dela no silêncio dele.
    E depois, claro, havia as outras partes - as que não encaixavam.
     
                            In O MISTÉRIO DA FELICIDADE SUPREMA, Arundhati Roy - Ed. ASA