terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Lápis de carvão, mordidelas e dia dos namorados.

Uma conhecida multinacional marca de material escolar criou, finalmente (!), um lápis de carvão à prova de mordidelas. 
E perguntam os caros leitores, o que tem ver um simples lápis, umas mordidelas e o dia dos namorados ?!...
Pois bem, aparentemente nada, mas só aparentemente. 
Vejamos...
Escreve-se muito sobre o amor. Embora poucos o levem e o pratiquem a sério, muita gente considera ainda, que escrevê-lo ou assumi-lo, é coisa de gente pirosa ou foleira. Eu pessoalmente acho bonito quem o faz.
Escrever sobre o amor com um lápis de carvão pode ter algumas vantagens, na medida em que se corrigir ou apagar. Mas os tempos mudaram. Hoje em dia é sabido que o amor se escreve ao sabor e ao som de teclas e a utilização do lápis e do papel será apenas uma recordação, num futuro próximo.  
Portanto, quanto mais se escreve mais se afia; mais se afia mais lápis se gasta. É o princípio da utilização barra consumo (bom para os chineses mas péssimo para o meio ambiente). 
Ponto dois. Mordidelas! Todo o professor sabe que existe, por exemplo, aquela tendência nervosa por parte de algumas crianças para morderem as pontas dos lápis. Muitos começam logo pelos bicos, mas a maioria acha-os amargos e demasiado duros, daí as extremidades continuarem a ser as partes preferidas.
Ora, assim é o amor. Mordidela ali, mordidela acolá e quando se dá por ela, estamos todos marcados ou, se preferirem, mordidos.
Referindo por fim, o Dia dos Namorados 2018 (convém não esquecer que os casados, os recasados, os juntos, os ameigados, etc, também têm o estatuto de namorados), mais as infelizes declarações do 44º Cardeal de Lisboa (agora conhecido também pelo Cardeal da Abstinência); o que diria o Santo Valentim, essa boa alma - dizem -, que contrariou as normas da época e casou tantos casais jovens às escondidas?!   


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