terça-feira, 28 de novembro de 2017

O Natal dos "Tristes"

Cheira a Natal, porém o meu decadente e fragilizado espírito natalício está-se (quase quase) nas tintas para a quadra.
Que me perdoem os católicos.
Que me perdoem os comerciantes.
Que me perdoem os fabricantes de brinquedos.
Que me perdoem as grandes marcas de chocolates.
Que me perdoem os perus e os bacalhaus.
Que me perdoem os amigos e os familiares.
Que me perdoe a filosofia consumista se consumo pouco nesta altura do ano.
Que me perdoem todos!
O direito de não alinhar pela maioria nesta frenética aventura natalícia é uma opção como qualquer outra, independentemente da data. 
Se perdemos o espírito de Natal? Sim, partindo do princípio que ele existiu de alguma forma, pelo menos na nossa infância. Tal como perdemos outras capacidades espirituais e ganhamos outras, sem que isso faça de nós uns  anormais ou umas pessoas menos sensíveis.
Se temos justificações para isso? Sim, quase sempre.
Claro que continuo a pensar nos desajustados da sociedade, nos pobres de dinheiro e nos pobres de espírito. E como poderia eu esquecer os refugiados, ou os loucos por exemplo?!
Claro que continuo a pensar nas pessoas sem emprego, sem casa e sem rumo na vida.
É óbvio que penso e lamento a morte de todas as pessoas, independentemente da sua projeção nisto ou naquilo.
Claro que penso nas pessoas felizes, nas infelizes e nas pessoas assim-assim.
Claro que esta é a quadra por excelência, que me aviva certas datas, como aquele 26 de dezembro de 1985 ou o 9 dezembro de 79 ou mais recentemente, o dia 24 de dezembro de 2016. 
Claro que penso e peço Amor e Paz para todos. 
Mas egoísmos ou individualismos à parte, que fique claro; cada vez mais apetece ter um dia para pensar mais em mim.
Já que tenho os restantes 364 dias para pensar em tudo o resto, qual é o problema? 


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