domingo, 26 de dezembro de 2010

Era uma vez um caroço de azeitona preta

Falo-vos, neste dia, de caroços de azeitona. Um assunto aparentemente parvo e sem jeito nenhum, ainda por cima, um dia depois de grande parte do planeta, ter celebrado uma festividade tão virada para a família, para a amizade e para a solidariedade.
Mas se eu vos falar de um caroço de azeitona que um dia deitei num vaso (isto, para não ter que o mandar ao chão) e que germinou passado algum Tempo... O caso muda de figura.
As leis da Natureza bem podem aplicar-se ao Homem; na espécie humana também encontramos amizades, fruto do acaso; nascem sem serem semeadas e prolongam-se no Tempo, se soubermos cuidar delas. 
Quanto ao meu caroço de azeitona preta, foi cresendo (já não sei precisar quando aconteceu aquele lançamento fortuita à terra, mas foi seguramente, há uns 3/4 anos).
Para que a minha oliveira da serra não crescesse atrofiada dentro de um vaso, mudei-a para um espaço livre e maior do quintal.
Entretanto, achei que seria melhor dar-lhe um pequeno apoio para se desenvolver mais direitinha e ficar mais resistente ao vento.
Hoje, fui vê-la. Lá está... Coitado do meu pé de oliveira... fez-me pena vê-lo ali, braças abertas como se pedisse ajuda, rodeado de ervas daninhas e  com tanto frio ...