domingo, 29 de dezembro de 2013

Para 2014, "Muda de Vida"

Época de balanços.
Consensualmente, todos desejamos o melhor para as novas vidas pessoais e profissionais. Esperamos sempre que algo mude na vida, na sociedade ou no mundo para melhor.
Assim sendo, que nunca nos falte a tal saúde, a tal paz, o tal amor, o tal trabalho e o tal e tal de muito mais.
Por vezes, tal como na canção, é preciso mudar de vida e lutar para ter de volta aquilo a que temos direito.
Votos de boas entradas.
Que 2014 traga novamente a esperança, tão desacreditada nos últimos Tempos. 
Até para o ano!


Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

(...)
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...


Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

...

sábado, 28 de dezembro de 2013

Outra vez as despedidas...



Um livrinho delicioso com sabor e cheiro a África, que eu estou a acabar de ler.
Sobre despedidas... Não podia estar mais de acordo com Ondjaki.

     «Eu acho que nunca cheguei a dizer a ninguém, talvez só mesmo à Romina, mas na minha cabeça eu sempre escondia este pensamento: as despedidas têm cheiro. E não é cheiro bom tipo chá-de-caxinde, ou as plantas a darem ares duma primeira aspiração na frescura da manhã, entre os silêncios e cacimbos molhados. Não. Despedida tem cheiro de amizade cinzenta. Nem sei bem o que isso é, nem quero saber. Não gosto mesmo de despedidas.» 
                                                                               Da estória Um pingo de chuva (página 119)

                                        ONDJAKI, OS DA MINHA RUA - estórias, Ed. LeYa Caminho
                                       

domingo, 22 de dezembro de 2013

"Menino Jesus" de Fernando Pessoa

                                                       (desenho toscamente feito a lápis de carvão por RC)
Não existem palavras perante a beleza deste "Menino Jesus", escrito pelo nosso Fernando Pessoa e tão deliciosamente declamado por Maria Bethânia. E se não existem palavras, sejamos breves!
De alma e coraç
ão - porque só assim os votos do que quer que seja
fazem sentido - desejo a todos os leitores, simpatizantes ou olheiros deste espaço; crentes, não crentes, colegas, amigos, inimigos, familiares e a todos os Meninos Jesus  por esse país fora, um  Feliz Natal.   


domingo, 15 de dezembro de 2013

"Here's to you" para recordar - Joan Baez

Here's to you  Nicola est mort, data de 1971. 
Joan Baez canta mas apesar da letra triste desta balada, gostei de ouvir de novo uma recordação sonora da minha infância.
Boa semana.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Pontos

E que tal, um fraseário sempre à mão para registo post scholé de palavras, expressões e frases engraçadas que saem, de vez em quando, da boca dos petizes?
Apresento-vos o ponto de exclamação que virou, num abrir e fechar de boca, «ponto de espanto»!!! 
O nome até lhe fica bem...


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O aniversário, o simbolismo da data e "O Tempo só falta no fim"

O aniversário...
Estávamos a 9 de Dezembro de 2009 quando esta aventura/blogue ou como diria alguém, e muito bem, este «passatempo», foi para o ar.
Faz portanto, no dia de hoje, precisamente quatro anos que este "Relógio" estranhíssimo - porque humano - deu início às andanças do Tempo, sem tempo para saber quanto tempo tem, afinal, o Tempo.

O simbolismo da data...
Se eu contar o tempo desde 9/12/1978 até agora, passaram-se 35 anos... e 35 anos é muito tempo!
Eu tinha 12... Mas daria tudo agora, para ver o rosto do irmão que perdi.
Maldita velocidade! Maldita sorte! Ninguém devia perder a vida com 24 anos! 

O primeiro "Post" ou portuguesmente escrevendo, a primeira Mensagem em "Quanto tempo tem o tempo?"...
"O TEMPO SÓ FALTA NO FIM". É o título de um livro...
Apenas mais um entre tantos outros, com a particularidade deste não estar incluído na rota comercial da especialidade.
Infelizmente, embora se deva contrariar, o diagnóstico para casos semelhantes costuma ser: livro que não é divulgado e lido, acaba esquecido.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

:(

"Não há nada como regressar a um lugar que está igual para descobrir o quanto nós mudámos"
                                                                                           Nelson Mandela

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Os insanáveis

O vice presidente da Comissão Europeia, Olli Rehn, vem do país do frio; tal como o Pai Natal (dizem). Mas entre um e outro, acho a figura do segundo mais simpática e menos inofensiva...
Talvez por esse motivo, não seja de espantar que uns graus celsius negativos tenham congelado de certo modo a mioleira do senhor Olli. Um insano portanto, a juntar a outros que tais.
Com que então, já não vivemos acima das nossas possibilidades?!... Pudera!
Eu não vivo. Simplesmente porque nunca vivi, nem acima nem abaixo das minhas possibilidades. Sempre vivi dentro das minhas possibilidades; coisa que estes Pançudos & Comp. nunca souberam fazer.
São, porém, os Pançudos & Comp. que agora (e sempre) se acham no direito de fazer crer à plebe que a culpa desta crise é mais dela (nossa) do que deles (deles: especulação financeira e esferas da alta finança mundial e europeia).
Não há paciência. Não há, mesmo!

                                      (notícia retirada do portal sapo.pt - 3/12/2013)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Os insaciáveis

Os insaciáveis querem sempre mais e mais... Com as ações de solidariedade, o Estado também arrecada uns bons milhões em IVA. É o chamado reino do "venha a nós"; para Eles, claro.
Que isto da boa fé e do humanismo daquela gente é tanta ou tão pouco que... mete mais raiva do que dó.

"Que interessante seria se o Estado fosse capaz de renunciar a este IVA..." - Eugénio Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa.


"hypochrités"

A humanidade nunca conseguirá livrar-se dela mas nós podemos sempre livrarmo-nos deles - dos hipócritas-. Trata-se tão só de uma questão de Tempo.
BOA SEMANA.  

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Segredo

Um ninho com um inquilino diferente...

Segredo

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
tem lá dentro um passarinho novo.
Mas escusam de me atentar:
nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
e guardar
este segredo comigo.
E ter depois um amigo
que faça o pino
a voar...
                               Miguel Torga,
                               Diário III,
                               Editora Dom Quixote

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

E para o fim-de-semana, prevê-se muito frrrrioooo e muito amoorrr

Receio tornar a publicação de hoje demasiado lamechas, piegas e coisa e tal.
Mas tenho uma vontade tremenda de dedicar esta musiquinha a uma amiga menina senhora (ou será senhora menina???) muito, mas mesmo muito apaixonada. Como diria o humorista, "tão apaixonada que até faz impressão".
Smiley 
E haja boa disposição!
E um bom fim-de-semana, pois então!




terça-feira, 19 de novembro de 2013

TEMPO


Tempo não tem cor
Não tira dor
Não é remédio

Tempo de tédio
Tempo de euforia
Tempo... tempos...  
Tempo insípido
Tempo espirituoso

Tempo feito de tempo
De segundos
De minutos
De horas
De dias
De semanas...
Tempo eternidade


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"J'ai rêvé de l'école toute la nuit " - écrit le dessinateur

Retirado do fantástico blogue do desenhador/professor (que entretanto deixará de o ser): Jack Koch.
Não é bem assim, mas é quase. Porém, há dias em que é realmente assim.
Vidas...
Boa semana!



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"La moindre des choses": o filme/documentário

Sinopse

Um encontro muito especial junta anualmente, os pacientes da clínica psiquiátrica da Borde (na região do Loire) para encenarem a peça de teatro - "Opérette" - de Gombrowicz.
O filme/documentário de Nicolas Philibert (o mesmo que acompanhou e filmou o dia-a-dia de uma escola rural francesa durante um ano lectivo), retrata os altos e baixos desta aventura.
Mas, para além do teatro, o realizador dá a conhecer como é a vida na Borde, ou seja, a vida de todos os dias.
Este documentário data de Março de 1997 e tem a duração de 1h44m.
(parte do texto retirado daqui, foi adaptado e traduzido por mim)
Para ver com tempo...
Bom fim-de-semana!
 
 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mine

Emmy Curl é o alter-ego de Catarina Miranda, uma jovem cantora e compositora de 23 anos nascida em Vila Real.
Alguns sítios da internet dão a conhecer um pouco mais sobre esta jovem, e ainda pouco conhecida, artista nacional.
 «Aos 15, completou três anos de formação de guitarra clássica e iniciação ao canto lírico no Conservatório Regional de Vila Real. “Foi suficiente para mim, a partir dessa formação fui moldando esse conhecimento àquilo que já sabia e que ainda procuro”. Para Emmy Curl, “Trás-os-Montes é um antro de inspiração de todo o poeta, músico ou pintor”, sendo que a sua maior inspiração provém da Natureza e inevitavelmente das “paisagens do Douro e das Serras do Alvão e Marão”». www.noticiasdevilareal.com
«As suas canções apelam à nuvem etérea da dream pop, soprada pela voz suave, pelos back vocals submersos em reverb e pelas melodias flutuantes da guitarra. As letras espelham relações humanas e amor, ora real ora sonhado». www.rua.pt


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Little friendship

Amizade, uma brincadeira e um gato (sempre).
 

P.S.) Não sei desenhar. Rabisco umas coisas, apenas. Este desenho serviu para experimentar dois lápis novos.
 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Somewhere else

Pensamentos tu cá tu lá...
"Palavras, leva-as o vento". Mas será que as leva mesmo? Sempre? E para onde?
Somewhere else...
(Boa semana)





domingo, 10 de novembro de 2013

Ração para idosos: num lar ou centro de dia perto de si

Que o Governo continua obcecado com metas e défices e que, por isso mesmo, continuará a mexer no bolso de cada um de nós, é do conhecimento de todos. 
Desconhecia, todavia, a existência deste Programa intervencionado pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social com a ajuda da UE, que consiste basicamente neste princípio cínico do nós tiramos €€€ mas em troca damos-te papas.  
É assim que Governo e demais mandantes Troikistas (des)tratam os reformados e idosos mais desprotegidos e pobres deste país. Praticando a tal caridadezinha, oferecendo-lhes agora papa farinha láctea, em vez de condições e meios de subsistência condignos. Em suma, uma VERGONHA!
Não acreditaria nisto, não fosse um familiar, utente de um Centro de Dia, dizer-me: "leva que eu não gosto de papas, nem posso comer por causa dos diabetes."
Na verdade, tanto mal têm feito que a consciência destes senhores começa já a pesar-lhes.
O  desrespeito e a maldade praticada contra um povo, não pode ser só uma questão de peso na consciência. Merecem um castigo bem maior.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Do verbo procrastinar...

Não vale a pena procrastinarmos (lembrei-me desta palavra a próposito de um programa radiofónico que passa às sextas-feiras, entre as 19h00 e as 20h00, na Antena 3)...
Ele passa e avança e não pede licença. Segue o seu caminho, sempre firme e seguro. Refiro-me ao Tempo, claro. Que isto de comemorarmos certas datas (aniversários, por exemplo) passa a ser, em determinada fase da vida, mais do mesmo, mera rotina temporal.
Consola-nos o facto de estarmos vivos, termos saúde, emprego (até ver) e mais uns quantos motivos para gozarmos esta estadia passageira pelo mundo. Mas sobretudo, consola-nos saber que continuamos  cercados maioritariamente por gente boa. 

Bonita esta canção e a voz do JP Simões... (de novo, agradeço publicamente a quem me enviou de presente, o link deste vídeo) 

A Pele Que Há Em  Mim
   Márcia canta com JP Simões

[...]
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O meu barco vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A MENINA DO MAR

Sophia de Mello Breyner Andresen escreveu uma das histórias infantis mais conhecidas dos alunos portugueses.
Nasceu no Porto e hoje faria 94 anos.

Vidências e alinhamentos (para descontrair)

Receber emails indesejáveis tem muito que se lhe diga, mas há sempre alguns que podemos aproveitar para gracejar.

No caso concreto, e, tratando-se do facto de ter sido uma "eleita" do céu (ora havia lá eu de ser uma eleita do inferno, querem ver!?), deveria ter clicado ali ou para ver a minha vidência detalhada.
Era grátis... Ainda por cima!!!! Mas eu não... Nada de cliques! (Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém)
Ora, de "fato" (de facto, é assim que eu escrevo no meu país), pensando melhor... Talvez até precise desse tal alinhamento, em que um eclipse vai juntar a terra, a lua e o sol num só.
Quem sabe se clicando, eu não teria uma data de acontecimentos bons na minha vida nos próximos tempos?
O remetente do email chama-lhe destino. Eu prefiro chamar-lhe aldrabice, sem esquecer, porém, que há aldrabices que também pesam em certos destinos. 

P.S.) Quanto à história da "renovação financeira"... é uma matéria que poderia interessar a todos nós portugueses, mas desconfio que isto, já nem com o alinhamento dos astros lá vai.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Há quanto tempo...

Let it be 
Or 
Let it snow
You like this, I know
Or 

maybe...
Let it rain
Again and again
And after
Let it shine
But please...
Let it stay and be mine.
(retirado da internet - autor desconhecido-)

E não havendo mais nada a tratar por hoje, despeço-me com votos de excelente fim-de-semana.
A propósito. Há quanto tempo não ouvia isto?



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O cobertor de papa

Lembro-me dos cobertores de papa quando era criança. Lembro-me o quanto eram pesados e felpudos. Alguns já com marcas das traças, tinham aquele cheiro característico que eu detestava, porém, cumpriam na perfeição o papel para o qual estavam destinados: proteger do tempo frio.
A noite passada, a cama ganhou mais um cobertor... não de papa... porque o frio, esse, começou.


A história deste famoso cobertor encontra-se nestes dois sítios virtuais.
aqui ou aqui

Percentagens...

Liberdade...
Liberdade a 60%, deixando espaço aos restantes 40% para serem repartidos da seguinte forma:
10% de saudade, 5% de amizade, 5% de cumplicidade, 3% de indefinição, 2% daquilo que bem entenderem, 1% de tristeza e 14 de paciência.
Liberdade a 100%... não tenho. Mas se tivesse, enviaria este post publicamente para os tais 3% ...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Gramanços...

E ter a noção de que podemos ser lidos por pessoas que não nos gramam, que nos detestam ou que não gostam de nós, é proporcionalmente tão emociante como sermos lidos por pessoas que nos gramam, que nos amam ou que gostam de nós.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os sentidos únicos, obrigatórios e proibidos

A vida é um texto escrito que reformulamos incessantemente.
Acrescenta-se, retira-se ou altera-se a ordem das palavras ou das frases, e estas ganham outros sentidos: sentidos únicos, sentidos proibidos, sentidos obrigatórios, sentidos sentimentos.
A vida é um texto escrito cheio de interrogações, cheio de exclamações.
Pode acabar com reticências...
Pode acabar com um ponto final parágrafo; ou não.
  

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Farta, fartinha desta fartura de gente

Se os cidadãos de um país continuarem amochados perante tantas injustiças cometidas contra os seus direitos, contra a sua profissão, contra a sua saúde, contra a sua dignidade enquanto seres humanos... Se quiserem mudar alguma coisa, só existem dois caminhos: ou nos revoltamos a sério e vamos todos para a rua fazer barulho, ou continuamos estupidamente mansos, tansos, uns meros espectadores deprimidos e insatisfeitos, vendo uma cambada de imbecis destruírem vidas e um país inteiro.
Não me conformo. Nunca me conformarei com injustiças. Está-me no sangue! Por isso, deixo aqui este apelo.
Você? Tu, aí desse lado?... Do que estás à espera para te revoltares também? Eles continuam a comer tudo, a não deixarem nada e tu vais deixar que isso aconteça? 
Revolta-te, intervém, sê crítico e mostra-o a toda a gente. Quem cala consente.

Bom fim-de-semana, na mesma!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

George, the little pig

Peppa pig é uma série animada britânica cujos protagonistas são os membros de uma simpática família de porcos. Aliás, uma série muito boa (eu acho).
A Peppa tem um irmão, o porquinho George, e o George não chega a tempo para ouvir e ver o cuco do relógio...  
(Good night my little piggies)

Smiley



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sou, de Jorge Luis Borges

Sou  

Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.

Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

sábado, 12 de outubro de 2013

Happy


Motivos para batermos palmas... parece que não temos, e cada vez temos menos.
Mas que estes simpáticos bonequinhos e esta musiquinha me deixam instantaneamente e momentaneamente bem disposta, é uma verdade, malgré tout.
Sendo assim, votos de bom fim-de-semana para todos os "tempistas" e para os outros que o não são.

  Smiley

                         Clap along if you know what happiness is to you.  



terça-feira, 8 de outubro de 2013

"En faisant glisser du sable, J'écris un poème contre le temps".

Si je fais couler du sable
De ma main gauche à ma paume droite,

C'est bien sûr pour le plaisir
De toucher la pierre devenue poudre,

Mais c'est aussi et davantage
Pour donner du corps au temps,

Pour ainsi sentir le temps
Couler, s'écouler

Et aussi le faire
Revenir en arrière, se renier.

En faisant glisser du sable,
J'écris un poème contre le temps".

Eugène Guillevic dans Art Poétique, Editions Gallimard, page 223.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Meia dúzia é melhor



Enquanto a curiosidade científica e a imaginação do Homem assim o permitirem, que não acabem as teorias e as conspirações sobre uma pseudo existência de vida (ou ex vida) em Marte. 
Excluindo, claro, alguns políticos e algumas pessoas que talvez até gostassemos de recambiar para longe; imaginemos um novo planeta... Um planeta a meia dúzia de passos (nunca de Coelho!!!!) deste. Um planeta perfeitamente habitável, apetecível e acessível a qualquer terráqueo.
Já pensaram quem e que objectos gostariam de levar convosco?... Eu já pensei mas não digo.
Smiley

Escolham meia dúzia de pessoas. Escolham meia dúzia de objectos e ala que se faz tarde!
Aguardamos todos por notícias vossas. :-)
 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"Não sei por onde andas..."

Chama-se:

Mal ao Longe
                 por Nuno Camarneiro

Não sei por onde andas agora 
lembro-te cada vez mais longe
em dias assim, de chuva, de noite
fechado nisto que não mudou
Vejo-te às vezes por essas ruas
se por acaso chega o Outono
ou dores antigas e maiores
vejo-te às vezes por essas ruas
E digo adeus, sincero, míope
as sílabas todas do teu nome
o único poema que sei de cor
e grito cada vez mais longe

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

For "The Man With The Child In His Eyes"

For the man with a child in his eyes... Maybe for the man with a smile in his face...
Where are the eyes? Where is the smile? Where is this man?


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Para os amigos, um relógio especial

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"

sábado, 21 de setembro de 2013

O Primeiro Outono

A 21 de Setembro é suposto começar uma nova estação: o Outono. 
Mas nem sempre a teoria se aplica à prática (pelo menos no imediato), portanto, resta-nos gozar, ainda, esta brasa de calor que o Verão deixou ficar, sabe-se lá porquê...
Talvez tenha partido, teoricamente, com saudade. À força, eu sei que partiu, porque a astronomia dita que assim seja. 
Seja como for, obrigada Verão por deixares esta réstea de brisa, de calor e de luz. 
Eu sei que vou ter saudades tuas também... Não te digo até sempre, porque sei que voltarás no tempo certo e na data marcada. Encontrar-nos-emos em Junho de 2014, se não houver azar...
E tal como no vídeo, o encontro de duas forças, sejam elas quais forem, originarão sempre algo de extraordinário e belo.
Bom fim-de-semana, e para vós, o meu até sempre.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Frases com pouco sentido

Haveremos sempre de servir para alguma coisa ao longo da vida. Tudo depende das suas fases e de cada um de nós. Acomodar-se à passagem do Tempo, dos anos, da idade... não é uma boa escolha.

«A partir dos 60 parece que já não servimos para nada»

          (Marinho Peres, treinador brasileiro de futebol)


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

16/9/2013: o dia D (e por que não um dia B, F, J, A...?)

É fantástica esta máquina do tempo.
Pudéssemos nós voltar atrás no tempo, para retocar, mudar, alterar... isto ou aquilo.
Votos de um bom ano lectivo para todos os professores deste país, e sobretudo não esquecer: há mais vida para além da escola! Mesmo que tenhamos pouco tempo de sobra para outras actividades.
Para aqueles que, infelizmente, não estão a exercer, fica uma mensagem de esperança: é urgente acreditar em melhores dias.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cartas a Sandra

O teu ar. O difuso da tua face. O teu olhar terno e triste. O teu ser. Muitas vezes quero ver-te assim e não vens ao meu querer. E às vezes vens sem te chamar.

                           Cartas a Sandra, Vergílio Ferreira - Edição Círculo de Leitores -

Tenham um excelente fim-de-semana.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Não me façam rir: Passos e Crato inauguram escolas já inauguradas?

Um título como este tem o q.b. de "graça". Mas pior do que esta graça sem graça nenhuma, é aquilo que está à vista de muitos: um governo desgovernado, desvairado, descoordenado, querendo à força toda agradar (já nem se sabe muito bem a quem...) e mostrar serviço feito semanas antes das eleições. 

É caricato. É vergonhoso. É ridículo mesmo!
Para quando um fim a toda esta palhaçada?

Passos e Crato inauguram escolas já inauguradas (10/09/2013)

http://expresso.sapo.pt/passos-e-crato-inauguram-escolas-ja-inauguradas=f829853 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vem andar e vooooaaa...........

Há um vilarejo ali 
Onde areja um vento bom
...
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
...
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Os estragos das tropas francesas em Alqueidão das Contas

Instalados na aldeia, os soldados franceses começaram a espalhar: morte, terror e fome.
Houve incêndios e saques indiscriminadamente nos locais de culto (a igreja foi transformada em cavalariça e dormitório), e nas humildes casas dos aldeãos, roubados os bens de maior valor.
Para o aconchego dos respectivos estômagos, e enquanto durou o cerco à aldeia, os invasores despojaram  casas, levando toda a espécie de géneres alimentares. Para outro tipo de "necessidades", serviram-se de algumas raparigas (e não só).
     «Escoltadas por quatro soldados chega ao quartel igual número de raparigas da aldeia para dar continuidade à festança...» - página 68
Das violações consumadas, nasceriam as tais crianças "russas" (loiras e de pele clara) que haveriam de perpetuar características fisionômicas nas gerações vindouras, em algumas famílias de Alqueidão das Contas.

Mas voltando ao invasor... Até na escolha da habitação que lhes serviu de quartel general, os franceses não se fizeram rogados:

     «Das casas que o comandante do esquadrão já inventariou, agrada-lhe para sua residência a enorme casa agrícola junto ao Prazo, situada no Fundo do Lugar a escassos quinhentos pés a norte da igreja paroquial. Na verdade, este edifício sobressai do pobre casario local por ser uma construção volumosa, de dois pisos, com avantajdo pé-direito, onde não falta uma grande varanda virada a norte, com degraus de calcário negro e um elegante alpendre. Esta casa, que já fez parte de uma granja dos frades de Alcobaça, é agora habitada por uma das famílias mais abastadas da freguesia. O tenente Rémy e seus homens expulsam os legítimos proprietários e tomam posse da residência» - página 44/45


                                     
 (Desenho e painel em azulejo, da autoria de Francisco Jorge Furriel)

No local escolhido para quartel general, existe actualmente uma casa onde se pode ver este painel evocativo da famosa granja dos frades de Alcobaça.

Foi a última publicação dedicada ao "Avô Capitão".
Espero ter despertado o interesse pela leitura do livro porque é de facto, uma história interessante; as aventuras do Manuel (o avô que se torna capitão) que é levado, criança ainda, pelas tropas francesas, largado em Biarritz e o que faz pela vida, até à sua morte...

De referir que este livro é todo ele made in Alq.das Contas.
Para além do autor que já conhecem, o irmão (Rui Gabriel) encarregou-se da capa e Jorge Reis Amado (um conterrâneo e primo afastado dos anteriores citados, presumo), o revisor.
Por mim, estão todos de parabéns! 

(Para aquisição do livro, seguir esta ligação)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

"A Manhã Vai Rindo": música pela Banda "Capitão"

A Banda "Capitão", ocasionalmente formada por netos (7ª geração) de Manuel Pereira Roque - o Avô Capitão - mostrou os seus dotes musicais por ocasião do lançamento do romance.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A aproximação das tropas de Massena

Escrever um livro não implica só, ter criatividade, gosto ou "queda" para a escrita. Por vezes, é necessário um grande trabalho de pesquisa. 
No "Avô Capitão", a pesquisa relativa ao período das Invasões Francesas em Portugal é bem evidente. 

    «Um exército de 60 mil homens, que conta com alguns oficiais portugueses, está motivado e preparado pas as manobras de invasão que já se iniciaram.
     Cercam a vila de Almeida, que se rende após a explosão do paiol das munições. A cidade de Viseu também não resiste à força militar de Masséna que parece imparável rumo à capital portuguesa. Só no Buçaco, após sangrenta batalha, é infringida uma primeira contrariedade ao exército invasor.
[...]
     Dirigindo-se para sul, o exército francês ocupa e saqueia a cidade de Coimbra, aumentando o espetro de destruição e pilhagem na terra queimada por Wellington» - (páginas 16/17 - Avô Capitão)

(Cont.)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sobre o autor de "Avô Capitão"



João Amado Gabriel nasceu em 1962 na aldeia referida no vídeo (omissão propositada para vos "obrigar" a ouvir a entrevista). Fez os estudos superiores em Coimbra, onde se licenciou em Engenharia Electrotécnica.
Foi professor na Escola Secundária de Porto de Mós, tendo mais tarde enveredado pelo jornalismo televisivo, "um sonho de criança", segundo o próprio.
É repórter de imagem na TVI desde a sua fundação, em 1993, sendo igualmente formador convidado no CENJOR, Centro Protocolar de Formação para Jornalistas, onde dá formação sobre operação de câmara e sensibilidade jornalística.
"Avô Capitão" é o seu romance de estreia.
(informação retirada da obra do autor)
                                                               (CONT.)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Avô Capitão e o prefácio de António Luis Marinho

António Luis Marinho (Director-Geral de Conteúdos da RTP) escreveu o prefácio do livro em destaque nas minhas próximas publicações.




Um livro especial, não só por razões pessoais, mas fundamentalmente, porque é uma narrativa bem estruturada, baseada e construída a partir de factos históricos e reais, que ocorreram numa aldeia da Serra d'Aire e Candeeiros, no século XIX, durante uma das invasões napoleónicas em Portugal.
Caros amigos, conhecidos, leitores e seguidores.
Tenho o prazer de vos dar a conhecer o "Avô Capitão" de João Amado Gabriel, o autor, que virá "apresentar-se" na próxima mensagem blogosférica.
Por agora, fiquem com um excerto da apresentação pública do livro, no passado dia 27 de Julho, e as considerações de António Luis Marinho.

(O "Avó Capitão" pode ser adquirido aqui)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Assim me explico"

Assim me explico
           Celina da Piedade

«Asim me explico
Assim me fico
Assim me entrego
Assim te espero...»


E assim me vou, ao som do acordeão, do metalofone e da voz bonita de mais uma artista portuguesa.


Mais informações sobre Celina da Piedade, aqui (sapo.visão), na página oficial ou no facebook da artista.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Canção à ausente, por Pedro Homem de Mello

Não façamos dos braços mudos ciprestes... para não deixarmos passar a vida.

BOM FIM-DE-SEMANA!

Canção à Ausente  

Para te amar ensaiei os meus lábios...
Deixei de pronunciar palavras duras.
Para te amar ensaiei os meus lábios!

Para tocar-te ensaiei os meus dedos...
Banhei-os na água límpida das fontes.
Para tocar-te ensaiei os meus dedos!

Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!

E a vida foi passando, foi passando...
E, à força de esperar a tua vinda,
De cada braço fiz mudo cipreste.

A vida foi passando, foi passando...
E nunca mais vieste!

Pedro Homem de Mello, in "Segredo"