domingo, 26 de dezembro de 2010

Era uma vez um caroço de azeitona preta

Falo-vos, neste dia, de caroços de azeitona. Um assunto aparentemente parvo e sem jeito nenhum, ainda por cima, um dia depois de grande parte do planeta, ter celebrado uma festividade tão virada para a família, para a amizade e para a solidariedade.
Mas se eu vos falar de um caroço de azeitona que um dia deitei num vaso (isto, para não ter que o mandar ao chão) e que germinou passado algum Tempo... O caso muda de figura.
As leis da Natureza bem podem aplicar-se ao Homem; na espécie humana também encontramos amizades, fruto do acaso; nascem sem serem semeadas e prolongam-se no Tempo, se soubermos cuidar delas. 
Quanto ao meu caroço de azeitona preta, foi cresendo (já não sei precisar quando aconteceu aquele lançamento fortuita à terra, mas foi seguramente, há uns 3/4 anos).
Para que a minha oliveira da serra não crescesse atrofiada dentro de um vaso, mudei-a para um espaço livre e maior do quintal.
Entretanto, achei que seria melhor dar-lhe um pequeno apoio para se desenvolver mais direitinha e ficar mais resistente ao vento.
Hoje, fui vê-la. Lá está... Coitado do meu pé de oliveira... fez-me pena vê-lo ali, braças abertas como se pedisse ajuda, rodeado de ervas daninhas e  com tanto frio ...


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"A Cavalo no Tempo"

É o título do livro que comprei, hoje, numa autêntica corrida contra-relógio para que, numa hora e meia de almoço, pudesse ter tempo de dar umas quantas voltas imprescindíveis e inadiáveis.
Já nem me lembro há quanto Tempo sigo as "pegadas" literárias desta senhora: Luísa Ducla Soares.  A única certeza, é que eu sou uma fã incondicional da sua escrita e serão pouquíssimas, as obras desta escritora de literatura infantil que eu não aprecie. Hoje, juntei mais esta à minha colecção.


"A Cavalo no Tempo" é um livro de poemas, todos eles, dedicados ao meu "amigo" TEMPO. As ilustrações são da autoria de Teresa Lima e são lindas!
Perdoem-me as artistas mas não resisto em fazer aqui, uma pequena publicidade ao livro. Se estiver a violar os direitos de autor, é por uma boa causa, acreditem.
Deixo-vos uma amostra escrita e gráfica da referida obra.
Já agora, pensem aonde querem que a Máquina do Tempo vos leve...
Eu já pensei.

 Na Máquina do Tempo
                               
Ah, se eu pudesse andar
na máquina do tempo!
Quebrava esse horror
que é o despertador.
Só saía ao meio-dia
para a escola que abria
às oito da manhã,
sem ralhos da mamã...

Ah, se eu pudesse andar
na máquina do tempo!
Correndo em marcha atrás
caçava lá atrás
um dinossauro anão
que seria o meu cão.
Pois grande, francamente,
metia medo à gente...

Ah, se eu pudesse andar
na máquina do tempo!
Punha-me a acelerar
para só aterrar
em distantes planetas,
que estão por descobrir.
Aonde eu havia de ir...

Quando eu puder andar
na máquina do tempo,
hei-de te convidar
para também passear,
E se tiveres coragem,
será longa a viagem...
Aonde queres vir comigo?
Vai já pensando, amigo...

            Luísa Ducla Soares, A Cavalo no Tempo - Civilização Editora 2003

Não, não me eclipsei

Por estes dias, alguém com muita vontade de brincar com as palavras e com a minha pessoa, perguntava se eu me tinha "eclipsado", desaparecido, fugido, sei lá!!!...
Não, não me "eclipsei"! Simplesmente, não tenho tido TEMPO nem INSPIRAÇÃO para escrever NADA.
O MOTIVO?!... é esse mesmo em que estão a pensar: trabalho e mais trabalho! Ao ponto de apetecer-me, às vezes, fazer isto a esta máquina.
Smiley 
Talvez regresse na Sexta-feira, no Sábado ou no Domingo...ou ... no dia de "São Nunca à Tarde" assim... com mais calma.

Smiley

domingo, 12 de dezembro de 2010

Um "eclipse literário" nas mãos

Coimbra, Centro Cultural D. Dinis, ontem, dia 11 de Dezembro e o lançamento da versão revista, melhorada e aumentada do romance "ANOS DE ECLIPSE".

Cirurgião-ortopedista mas também escritor por gosto, Jorge Seabra, reeditou o seu primeiro livro de ficção dez anos depois, agora com a chancela da editora "Calendário de Letras" .
O evento contou com as presenças e os testemunhos de Adelino Castro (editor) e de Manuel Freire (músico e amigo pessoal de JS).
No final, foi o autor quem usou da palavra. Não faltaram algumas referências ao passado da sua infância, mas foi, porém, o presente que deu o mote para um encontro breve com amigos, leitores e conhecidos.
"... o lançamento de um livro é um local ideal para encontrar aqueles com quem tantas vezes queremos estar e nunca estamos, sem o inconveniente de aqui haver desgostos ou arrependimento...".
O discurso foi revelador de um ser humano amigo do seu amigo, simples, consciente da imperfeição da sua obra, embora tudo tenha feito para a melhorar. Referindo-se às alterações relativamente ao texto original, fez saber que "... a linha mestra da narrativa permanece a mesma, sem desvios, nem surpresas (...) A minha arte é a arte da emenda e nunca o escrevinhar acaba, até o tempo se acabar... "
Jorge Seabra termina com uma intenção subjacente e justa a qualquer escritor, uma vez que quem escreve gosta de ser lido, "... é esse o meu desejo, que o leiam e que gostem, ou, que o releiam e se possível, gostem mais..." 

                                          (Peço desculpa pela falta de qualidade das fotografias interiores)

(à venda aqui, aqui, aqui e aqui)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Em tempos foi jogo , hoje é música: "Cabra Cega"

Depois de ouvir (a custo, diga-se.) este senhor discursar (link) cheio da sua habitual presunção, irritantemente demagógica, acerca dos resultados 2010 do Programa Internaciinal de Avaliação de Alunos (PISA), não tive outra solução, a seguir, que não fosse: "despoluir" os meus ricos ouvidos com algo mais agradável!
Tenho a maior desconsideração por estas pessoas, que passam a vida fazendo crer aos outros que são os melhores, que devemos dar-lhes muitos "amens" porque até parece que graças a ELES, passámos a ser um país de gente mais esperta (e somos espertos, sim senhor!!! Mas não é graças ao José Sócrates nem à Isabel Alçada!!!!).
Bem... onde é que eu ia!? Ah! Já me lembro... estava a escrever sobre "despoluir" os meus ouvidos... Assim pensei, assim o fiz! Fui ao YouTube "sacar" aquela música da Márcia Santos (pintora de formação) que ouvi hoje de manhã, na Antena 3.

"... sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta e olha quem, tem fome de sinceridade ao menos não te dê a volta..." é o que diz a letra desta música

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Restauração da Independência explicada a crianças do 2ºano

Diz-se dos professores modernos, que não sabem nada, que não sabem ensinar, que não ensinam às criancinhas, os factos importantes da nossa História. É pura mentira. Criticar os outros é sempre mais fácil, já se sabe...
Eu sei que muitos professores, ainda continuam empenhados nesta transmissão do saber histórico aos seus alunos. O problema, é que nem sempre são bem sucedidos nessa intenção; umas vezes por culpa do assunto que nada diz aos petizes, outras vezes porque a mensagem não é transmitida da forma mais aliciante. No entanto, este insucesso, deve-se quase sempre ao facto dos alunos não demonstrarem qualquer interesse pelos ditos factos históricos porque a cultura geral é algo que não se cultiva dentro das suas casas ou nos programas de tv que vêem.
Ontem, uma menina abeirou-se de mim porque queria muito saber a razão pela qual, não havia escola no dia 1 de Dezembro. Respondi-lhe que hoje falaríamos no assunto e assim foi.

Era uma vez um rei chamado D. Sebastião que foi  para Alcácer-Quibir combater os mouros... blábláblá e a história demorou pouco tempo para não enfadar meninos de 7 e 8 anos. Convém registar que quando a história mete lutas, guerras e outras barbaridades, o interesse geralmente aumenta, contudo, "é sol de pouca dura".

Depois de explicado o significado do feriado do Dia 1 de Dezembro, evocativo da Restauração da Independência de Portugal, com o recurso à mais recente tecnologia (quadro interactivo), imagens e uma linguagem acessível, acabei por sair da aula decepcionada e frustada.
"Raios parta este miúdos, nada lhes interessa!!! No meu TEMPO não era nada assim..." - pensei para comigo.
                                               (Google photo)
Para terminar, insisti com uma ou outra pergunta para verificar se aquela estória tinha tido algum eco naquelas cabecinhas ... e como já não bastasse a chuva do exterior, eis que chovem respostas tão absurdas como esta: "amanhã é feriado porque havia um rei que fazia anos".
Quatro ou cinco alunos perceberam alguma coisa e conseguiram explicar o que aconteceu naquele ano de 1640.

A tal menina que ontem me pedira uma explicação, conseguiu salvar-me o dia.
Às páginas tantas, faz-se luz na sua mente:
- Ah!!! Então já tou a perceber!!! Então... antes eram os espanhóis que mandavam aqui e, agora? São eles que mandam na mesma?!?
Não fosse a aluna em questão, ter apenas 7 anos e eu, responder-lhe-ia: NÃO, MINHA QUERIDA. AGORA, QUEM MANDA AQUI É A UNIÃO EUROPEIA QUE FICA NUMA TERRA CHAMADA BRUXELAS!!!! 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A flor que eu gostaria de ser

As flores são todas iguais, isto é; são bonitas  em qualquer lugar do mundo, seja na França (onde esta foto foi tirada) seja aqui, em Portugal. 
Esta beleza universal e consensual, é o atributo que faz delas uma espécie tão especial.
Se eu pudesse ser uma planta, escolheria ser esta  flor  porque gosto das suas cores, porque é linda, porque é rasteira e por isso, passa despercebida.
                                          (se clicar ficará ainda mais bonita)

Uma boa semana para todos, ao som deste músico brasileiro que parece estar a fazer sucesso além fronteiras 
Seu Jorge em "Tive Razão"

sábado, 20 de novembro de 2010

Sugestão de Leitura - "M@IL DE UM LOUCO"




A vantagem em não termos o vício do tabaco está, para além de ganharmos mais TEMPO de vida, no facto de canalizarmos o dinheiro do maço para coisas bem mais interessantes, como por exemplo, um livro. Perdida no meio de tantos, fixei-me no título deste: "M@IL DE UM LOUCO" de João Pinto Costa (no livro, é Mário Dias, o fictício remetente dos e-mail pouco ajuizados).
Nesse dia, também não estava muito virada para o romance, para enredos  muito complicados ou livros de reflexão pessoal; acabei por trazer, daqueles livros de leitura fácil, rápida e divertiva (de vez em quando tem de ser).
O autor tem 31 anos, nascido em Lisboa e criado no Porto, é licenciado em Direito e consta que desde muito cedo revela um enorme sentido de humor. Um sentido de humor tão peculiar que se dedicou a fazer isto:
Durante dois anos, divertiu-se enviando e-mails com situações e pedidos "insólitos" para empresas, organismos públicos, figuras públicas... As respostas a tão invulgares e-mails chegavam e eram
publicados num blogue com um nome não menos "louco": http://maildeumlouco.blogspot.com/        
O certo é, que o sucesso deste "passatempo" virtual não tardou e daí à publicação deste hilariante livro, foi um saltinho.
E eu que julgava os meus e-mail autênticos devaneios de uma louca... Devo confessar-vos que, após a leitura deste livro, tirei um peso da minha consciência.
Termino com uma amostra exemplar do referido livro. Este e-mail, por acaso - ou não - tem muito que se lhe diga!

                    36: QUINTA VIRTUAL


Olá, boa noite
Chamo-me Mário Dias e contacto com V. EXªs pelo seguinte:
Tenho 16 anos e sou legítimo proprietário de uma quinta virtual que administro no Facebook.
Passo grande parte do meu dia a angariar novos vizinhos, a cuidar da minha horta e dos meus produtos, sem nunca descuidar o tratamento dos porquinhos e das galinhas.
O meu primo Pipas sempre teve uma quinta muito mais pequena que a minha e ele pouco cuida dela ( só lá vai uma vez por dia e apenas durante uma hora). Foi por isso com espanto que ontem verifiquei que a quinta dele é, neste momento, uma quinta de luxo quando comparada com a que eu administro.
Ele disse-me que arranjou um subsídio e que se eu queria uma quinta igual tinha de o conseguir também.
Desta forma, venho perguntar o que preciso de fazer para obter um subsídio para a minha quinta.
Não sei se me aconselha a inscrever-me num programa de apoio a jovens agricultores, se existe algum subsídio comunitário dirigido a administradores de quantas virtuais, se tenho de me dirigir a algum lado...
Pedia uma mão amiga que me auxilie para que possa continuar a ter sucesso neste mundo da lavoura virtual.
Não vos faço perder mais tempo.
Despeço-me com consideração e na esperança de receber uma resposta,


Mário Dias


(A resposta veio neste e-mail)

Exmo. Senhor


A sua actividade agrícola é virtual numa rede internacional de relacionamento social. Não possui V.Exª  nenhuma exploração agrícola real. Existem ajudas comunitárias para o sector (incluindo jovens agricultores), mas apenas para explorações reais. Nada virtual.
Acresce que estes apoios comunitários se regem por normas bastante rígidas, tendo sempre por base a implementação, de facto, de projectos.
Por tudo isto se esclarece que não possuímos nenhuma possibilidade de atribuição de subsídios a todo ou qualquer projecto que não seja real.
Cumprimentos,


Carla Godinho
Ministério da Agricultura


                                     in "M@il de um louco" - Editorial Presença (pág. 127/128)


À venda aqui e aqui

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Remédios caseiros para a cura das constipações

Smiley
Na minha terra, as pessoas com uma certa idade, garantem que um copo de aguardente quente ajuda a curar uma constipação. Eu não digo nem que sim, nem que não, porque, se há coisa que não aprecio mesmo, é o cheiro desta bebida. Por isso ...
Embora eu esteja a precisar de umas "drogas" extra para curar a primeira constipação da estação Outono/Inverno 2010, vou aguentando com uns "Cêgripe" e umas doses valentes de chá de limão com mel. No entanto, o tão desejado efeito desta mezinha caseira, parece tardar, sobretudo, quando as cordas vocais já andam pelas ruas da amargura e são logo as primeiras a queixarem-se.
O que me vale, é que hoje, já é Sexta-feira! Smileybelíssimas paisagens alentejanas .

Bom fim-de-semana.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Como a paixão pode evitar muitas aspirinas

SmileyNão imaginam o quanto são "surpreendentes", alguns estudos que certas e determinadas mentes brilhantes se dignam  fazer, sobre assuntos que jamais nos passariam pela cabeça. É o caso deste artigo que segue em anexo, da autoria de Sean Mackay, um norte americano que estudou os efeitos da paixão na saúde e bem-estar dos seres humanos. Uma visão cor-de-rosa, sem dúvida, no meio de tanta coisa acinzentada e turva que por aí anda.
As bases científicas do estudo realizado, parecem comprovar que a paixão funciona como um poderoso analgésico, embora eu, conhecesse uma versão semelhante, esta parece-me mais credível.
A ser verdade; os laboratórios vão à falência porque passam a vender menos aspirinas e anti-depressivos, algumas especialidades médicas (psicólogos e psiquiatras, fundamentalmente) ficam de mãos a abanar com a redução do número de pacientes, os doentes ou as pessoas que simplesmente recorrem frequentemente a este tipo de droga para as dores de cabeça, ficam a ganhar, poupando alguns €€€,  porque afinal, a solução para o "problema", está dentro das suas próprias cabeças. Basta estar apaixonado(a)!  Não importa se é uma paixão por outra pessoa, uma paixão pela profissão, paixão por uma causa, uma paixão pela vida ou por qualquer outra coisa. Paixões... à semelhança dos chapéus, há muitas.
Termino com isto; há quem acredite piamente que a paixão também é uma "droga"; em versão natural, claro. Sobre os seus efeitos secundários, creio que podem ser tanto, ou mais, devastadores que os efeitos provocados pela outra droga química...



Paixão é um poderoso analgésico
18 Out 2010
Além do brilho no olhar, do coração palpitante e, muitas vezes, da perda completa da razão, a paixão tem ainda outro benefício: funciona como um potente analgésico da dor física. Tudo porque este forte sentimento estimula o mecanismo de compensação do cérebro, da mesma forma que uma droga.

"Quando a pessoa está na fase apaixonada e até obsessiva do namoro, ocorrem alterações no humor que têm impacto nas experiências de dor", afirma Sean Mackey, líder de um estudo sobre a relação entre paixão e dor, publicado no "PLoS ONE". Estes são sintomas cerebrais profundos que envolvem a dopamina, um dos principais neurotransmissores que influenciam o humor, a recompensa e a motivação.

"As áreas do cérebro activadas pela paixão são as mesmas que são activadas pelos fármacos que reduzem a dor", disse, em comunicado de imprensa, o co-autor do estudo Arthur Aron, professor de psicologia na Universidade de Nova York em Stony Brook. Segundo o especialista, “ao pensar sobre o ser amado, há uma intensa activação na área do cérebro responsável pela recompensa - a mesma área que se activa quando se toma cocaína, ou quando se ganha muito dinheiro."

Há mais de 30 anos que Arthur Aron estuda o amor. Mas a possível ligação entre a paixão e a dor nasceu há apenas alguns anos, quando, num congresso sobre neurociência, Aron conheceu Sean Mackey, director de serviço do controlo da dor e professor de anestesiologia da University of Stanford. Durante a apresentação das investigações, os cientistas repararam que os seus discursos estavam em sintonia, apesar de os objectos de estudo serem diferentes. "O Arthur falava sobre os sistemas neuronais envolvidos no amor, e eu falava sobre os sistemas neuronais envolvidos na dor. Percebemos que havia uma grande sobreposição. E questionámo-nos: Será possível que os dois se consigam modular?"

De regresso a Stanford, Mackey trabalhou com Jarred Younger, professor assistente de anestesiologia da mesma universidade, que também estava intrigado com a ideia. Juntos, os três decidiram investigar a relação entre paixão e dor, tendo como base a análise das imagens do cérebro de pessoas que estivessem a viver a primeira fase do amor intenso, nos primeiros nove meses de um relacionamento amoroso, quando os indivíduos são inundados por sentimentos de euforia, energia e por uma obsessão permanente pelo objecto amado. Publicaram anúncios na Universidade de Stanford onde solicitavam para o estudo pessoas que estivessem apaixonadas. Em poucas horas tinham dezenas de respostas. Não foi difícil, segundo conta Mackey em comunicado de imprensa, “porque quando estamos nesta fase da relação queremos contar o nosso amor a todo o mundo”. Os investigadores escolheram 15 estudantes, oito mulheres e sete homens, e pediram-lhes para que trouxessem fotos dos seus namorados e de uma outra pessoa que também lhes provocasse atracção.

Enquanto eram expostos às imagens, foi-lhes aplicado um estimulador na palma da mão que lhes infligia uma leve dor. Ao mesmo tempo, os seus cérebros foram analisados por imagens de ressonância magnética funcional. Os voluntários foram avaliados de acordo com os seus níveis de alívio à dor, enquanto eram entretidos com uma tarefa que consistia na associação de palavras, como ditar desportos em que não fossem usadas bolas.

O facto de terem introduzido o elemento distracção baseia-se em provas científicas de que o estarmos entretidos com algo nos alivia a dor e os investigadores queriam garantir que o amor não funcionava apenas como mera distracção. Através da análise das imagens de ressonância magnética, os cientistas descobriram que quando os voluntários viam a foto da pessoa amada tinham uma percepção muito mais reduzida da dor do que quando olhavam uma outra foto da pessoa que consideravam atraente, mas pela qual não nutriam paixão.

Os resultados mostraram que tanto o amor como a distracção reduziam, de igual forma, a dor, mas através de mecanismos cerebrais diferentes. Na prova de distracção, os mecanismos cerebrais que levavam ao bloqueio da dor foram principalmente cognitivos. Enquanto, "a analgesia induzida pelo amor está muito mais associada com os centros de recompensa do cérebro e parece envolver áreas cerebrais mais primitivas, activando estruturas profundas que conseguem bloquear a dor ao nível da coluna vertebral, de uma forma semelhante, ao modo  como actuam os analgésicos opióides" , explicou Younger.

Um dos locais-chave na analgesia induzida pela paixão é o núcleo “accumbens”, uma área do cérebro envolvida no sistema de recompensa da dependência de opióides, cocaína e outras drogas viciantes. Com o resultado do estudo, os cientistas esperam conseguir um maior conhecimento sobre o modo como estas vias neuronais são activadas, informações que poderão ser usadas para o desenvolvimento de novos métodos para produzir alívio da dor, livres de efeitos secundários.

Paula Pedro Martins
Jornalista

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O amor não tem idade

Smiley 

Quem é que não teve, nos seus TEMPOS de meninice, uma paixoneta por um(a) colega de turma?
É verdade que as coisas, hoje, estão bem diferentes e até, mais ousadas. Possivelmente, jamais nos passaria pela cabeça, no nosso TEMPO, escrever uma carta de amor como aquela que se segue. Recebi-a por email e podem crer que se trata da verdadeira essência do "amor" infantil. :)
Achei-a engraçada e por isso, resolvi partilhar esta maravilha do imaginário das crianças, que nunca param de surpreender.
Esta carta de amor já revela uma tentativa de aliciamento, nomeadamente, quando a apaixonada pretende chamar a atenção do pretenso amado e colega da turma (que é, segundo ela, o mais giro e educado, para além de ser aquele, que dá menos erros e, até "mete aqueles papéis do bolicau no lixo" que nem são dele) com bens materiais. Tudo muito bonito sim senhora, no entanto, haja alguém que chame a atenção desta  menina que o amor não se compra com um Mercedes ou uma casa de férias, na Vieira...
Meus caros; deixo-vos então, a carta de amor escrita pela apaixonada Filipa para o seu mais-que-tudo Jorge Daniel.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"LIVRO MEU MUITO AMADO" - Livro de leitura da segunda classe

Há pensamentos que nos passam pela cabeça, aparentemente, sem qualquer lógica.
Todos os dias, quase que travo uma batalha com a minha consciência para saber, se o dia me correu bem ou mal, se fiz ou não fiz o que devia, se podia ter feito isto ou aquilo de outra forma... Ao fim de um dia, é a frustração que tantas vezes, toma conta de nós porque não conseguimos obter os resultados que desejaríamos, porque o trabalho rendeu pouco, porque não se conseguiu dar a matéria planeada... porque...
Mas depois, lembro-me que não estou a lidar com máquinas, com números ou estatísticas; é necessário "fazer uma aterragem à superfície" e pensar novamente que estou a lidar com gente, com seres humanos em miniatura que precisam de TEMPO para chegarem onde nós adultos, queremos. A eles, falta-lhes muitas vezes, a ambição e a mim, a paciência.
Dou por mim, então, a pensar... stressar com os insucessos dos outros não ajuda em nada e sigo em frente, pensando no caminho que há para percorrer com insistência, com paciência e com esperança  porque, alguma vez aquela criança com mais dificuldade, há-de conseguir ler e escrever, interpretar, contar, raciocinar ou perceber que uma dezena é o mesmo que ter 10 berlindes e que um professor deseja apenas o sucesso educativo dos seus alunos.
Um dos pensamentos que tem passado pela minha cabeça ultimamente e para o qual não consigo ter resposta, é este: como é que eu aprendi a ler e a escrever?!?? Gostava de me lembrar disto e não consigo.

A única certeza que eu tenho, é que foi diferente dos métodos actuais.
Será que me obrigaram primeiro a conhecer todas as letras do alfabeto, escrevê-las, juntá-las para formar sílabas, depois palavras e ler assim de uma "revoada" tudo o que me aparecesse pela frente?!

Guardei o meu livro de leitura da 1ª classe e quando olho para ele, lembro-me dos textos enormes que líamos ao longo do ano, o que me leva a crer que, no primeiro trimestre, um aluno com um percurso normal de aprendizagem, já saberia ler qualquer texto.
Por mais estranho que pareça, o meu livro de leitura até era da 2ª classe (não sei se era uma prática recorrente na época) mas, comparando os manuais do século XXI com este livro de leitura ... não têm rigorosamente nada a ver!
Aos olhos das metodologias actuais e da pedagogia moderna, este livro do antigo regime, chumbaria certamente numa qualquer comissão de avaliação na matéria. Contudo, era o que existia naquele TEMPO e, estamos a falar de 1974 em que, muitos dos textos remetiam para a doutrina política vigente e o país era o que era.
Recordar é viver, por isso, deixo-vos uma pequena amostra do meu livro de leitura da 2ª classe que custou naquela época, 22 escudos e 50 centavos. Era um livro sem graça, pouco atractivo se o compararmos aos actuais, que são coloridos, apelativos e cheios de "nove horas". Mesmo assim, não parecem apelar o suficiente, a atenção e o interesse das nossas crianças ... Vá lá uma pessoa perceber isto!







segunda-feira, 18 de outubro de 2010

OS "VIRA-CASACAS"

Esta espécime de pessoa caracteriza-se fundamentalmente, por revelar um carácter altamente influenciável e alguma (se não muita) incoerência nas ideias que defende. Porventura, julgar-se-á um "crente" inabalável e inatingível por nada ou coisa alguma.


Se me perguntarem hoje,  e, relativamente ao passado, se existem mais ou menos "vira-casacas"... não sei responder. Creio que, em todos os TEMPOS, houve homens e mulheres a vestirem a camisola para o lado que mais lhes convinha.

Se me perguntarem se, estas pessoas são inofensivas... não sei responder. Aparentemente, não "farão mal a uma mosca", mas... lá diz o povo; "não ponho as mãos no lume por ninguém".

Se me perguntarem se, são os ricos ou os pobres quem mais viram a casaca... Também não sei responder. Os pobres, viram a casaca tendo em conta os seus interesses, quiçá pensando na melhoria da sua condição de vida enquanto que, o rico virará a sua por outros motivos, quem sabe,  para se tornar ainda mais rico ou poderoso.

Se me perguntarem se,  são os da Esquerda ou os da Direita que viram mais a casaca... não sei responder.
Os da Esquerda viram à Direita e os da Direita viram à Esquerda; se tiverem o azar de se cruzarem, chocam uns contra os outros e há confusão na certa.

Hoje, tive esta reflexão a propósito de tudo e de nada (deve ser a influência do O.E. - Orçamento de Estado). Apeteceu-me "virar a casaca", só isso; é daquelas coisas que acontecem sem explicação aparente. E, não só virei a minha casaca para o lado mais quentinho como ainda, fui arranjar outra para me agasalhar, porque o frio nesta altura, em zona serrana, entranha-se nos ossos de uma pessoa, tornando-se numa sensação um tanto desagradável.
Ainda sobre os "vira-casacas... será correcto chamar-lhes "oportunistas"? Jacques Dutronc "homenageou" em 1968, este tipo de pessoa, ao som da música que se segue.
Há letras musicais que o TEMPO não deixa passar de moda.

Jacques Dutronc
L'OPPORTUNISTE



Je suis pour le communisme
Je suis pour le socialisme
Et pour le capitalisme
Parce que je suis opportuniste

Il y en a qui conteste
Qui revendique et qui proteste
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté

Je n'ai pas peur des profiteurs
Ni même des agitateurs
Je fais confiance aux électeurs
Et j'en profite pour faire mon beurre

Il y en a qui conteste
Qui revendique et qui proteste
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté

Je suis de tous les partis
Je suis de toutes les patries
Je suis de toutes les coteries
Je suis le roi des convertis

Il y en a qui conteste
Qui revendique et qui proteste
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté

Je crie vive la révolution
Je crie vive les institutions
Je crie vive les manifestations
Je crie vive la collaboration

Non jamais je ne conteste
Ni revendique ni ne proteste
Je ne sais faire qu'un seul geste
Celui de retourner ma veste, de retourner ma veste
Toujours du bon côté

Je l'ai tellement retournée
Qu'elle craque de tous côtés
A la prochaine révolution
Je retourne mon pantalon




domingo, 17 de outubro de 2010

Diz-me que música ouves e eu te direi quem és

Eu não aprecio mesmo nada música metálica, no entanto, gostei da imagem sobre a "anatomia do metaleiro" e do artigo que tece algumas considerações interessantes sobre "Os estereótipos e a música".
Aquilo que vou escrever a seguir, é da minha inteira responsabilidade, daí que, se melindrar algum metaleiro, já sei que corro o risco de ficar com a folha de serviço feita, em três TEMPOS.
Raios... mas é que o diabo da música deles é, simplesmente horrível!!! Aliás, eu considero aquilo, mais um conjunto de sons ruidosos e histéricos do que música propriamente dita. Mas já se sabe; gostos não se discutem e, como eu sei que nestas coisas, é sempre bom provar o que se diz, escolhi uma música ao acaso para vos mostrar, o nível de poluição sonora da dita música metálica.
Eu cá, só consegui ouvir os primeiros segundos.

Este artigo da Blitz vem ilustrado com esta brincadeira gráfica. Após a sua leitura, veio-me à cabeça esta frase: diz-me que música ouves e eu te direi quem és. 
Seria tudo muito mais simples nesta vida se, conhecêssemos as pessoas só pelo tipo de música que ouvem...



Os estereótipos e a música
Algo que se nota muito na nossa sociedade e especialmente aqui no fórum são os estereótipos que se criam consoante o tipo de música que uma pessoa ouve. Quem ouve pop não merece viver, quem houve rock é bué cool .
O que não deixa de ser engraçado. Imagino um encontro: duas pessoas chegam ao seu destino e trocam os seus Ipods, mp3, whatever e assim se deixam conhecer. A música é quem vai decidir de são aborrecidos, atraentes, inteligentes, nerds, etc. 
Um exemplo um pouco radical admito. Mas a questão dos estereótipos e a música estarem relacionados todos nós sabemos que é algo óbvio. E assim o diz também uma pesquisa elaborada pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
O estudo confirmou que as pessoas fazem suposições sobre a personalidade e valores dos outros com base nas suas preferências musicais. Aqueles que gostam de música clássica são vistos como feios e tediosos, enquanto os roqueiros são considerados emocionalmente instáveis, e os fãs de pop são vistos como pessoas "genéricas".
Jason Rentfrow, autor do estudo, afirma que examinar a lista de músicas de uma pessoa pode reforçar estereótipos e até mesmo preconceitos sociais. De acordo com Rentfrow, "a pesquisa sugere que, mesmo quando as nossas suposições não são correctas, temos uma impressão muito forte quando perguntamos a uma pessoa que tipo de música ela gosta", diz.
Os participantes da pesquisa responderam sobre o que achavam a respeito de seis tipos de géneros musicais: rock, pop, clássica, jazz, rap e electrónica. Os fãs de jazz receberam as considerações mais positivas: foram descritos como imaginativos, liberais, amigáveis e extrovertidos. Os que preferem a música clássica foram percebidos como quietos, amigáveis, responsáveis e inteligentes, mas também pouco atraentes e tediosos.
Aqueles que gostam de rock são considerados rebeldes, irresponsáveis e emocionalmente instáveis, enquanto os fãs de pop são vistos como convencionais e calmos, mas também pouco inteligentes. Já quem gosta de rap é visto como atlético e mais hostil do que os outros fãs de música. Os amantes da música eletrónica, por sua vez, são considerados um pouco neuróticos.

Depois disto fiquei com uma crise de personalidade, who the fuck I am? Eclética digo eu.
Artigo escrito por Rockabilly80 Domingo 10, às 5:11       Fonte: BLITZ

E uma vez que o assunto é música...
Uma música francesa dos anos 70. Quem se lembra desta? (clique para ver)
Big Bazar, uma banda liderada naquele TEMPO por Michel Fugain (apesar dos seus 60 e tais anos, permanece  bem conversado, diga-se de passagem) que continua a cantar assim:
                                           Ça dure un jour (ao minuto 13.07) 
                                                            Ça dure un jour
Ça dure cent jours
Jamais ça ne dure toujours
Ça dure un temps
Un certain temps
Jamais ça ne dure longtemps









sábado, 16 de outubro de 2010

Olhou mesmo pelas suas costas? - Considerações finais

Pois é... A maioria da população (incluindo eu) não sabia da existência deste Dia Mundial dedicado  à coluna vertebral que é comemorado, hoje, dia 16 de Outubro.
Ter aproveitado o espaço virtual de um blogue para escrever sobre a coluna vertebral não foi uma paranóia minha, não foi uma obsessão, nem tão pouco se trata de um "fetiche" da minha parte.
Pode parecer estranho... mas a minha explicação é muito simples: comecei a familiarizar-me com a coluna vertebral a partir do momento em que ela afectou negativamente o crescimento de uma pessoa cá de casa (ver RX do post anterior). Desde então (e já lá vão 6/7 anos), "ela" e eu, passámos a ser uma espécie de "amigas" para o bem e para o mal.
Vejamos... estima-se que entre 65% a 80% da população mundial desenvolva uma qualquer dor nas costas, como queixa mais frequente, em alguma fase da sua vida. Sabe-se também que estas dores podem ter as mais variadas origens, contudo, o desgaste das vértebras, dos discos e dos ligamentos da coluna, é um acontecimento natural que faz parte do processo de envelhecimento do ser humano... (O tempo e a idade não perdoam!)
Provavelmente será feito um balanço desta campanha; porém, o caminho a percorrer continua por outros percursos, fora destes Dias Mundiais.
Esta iniciativa "Olhe pelas suas costas ", foi lançada pela Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral em parceria com a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, a Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia e pela SPOT (Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia)

Talvez faça sentido esta sensibilização, tendo em conta o futuro e o crescente número de pessoas que sofrerão de patologias várias, devido a estilos de vida cada vez mais sedentários e à inexistência de hábitos alimentares saudáveis (celebra-se, hoje também, o Dia Mundial da Alimentação).
Depois de tanta informação, não consegui obter resposta para esta dúvida: que especialista devemos consultar quando surgem (e persistem) as primeiras dores nas costas; um reumatologista, um neurocirurgião ou um ortopedista? 
(Entretanto, chegou uma resposta e parece que é, um ortopedista)

Para terminar esta semana dedicada à coluna, deixo-vos uma entrevista dada em Outubro de 2009 e os esclarecimentos sempre úteis de um conceituado ortopedista, também especialista na coluna vertebral - Dr José Guimarães Consciência.
E já agora... agradecida pela vossa paciência.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A escoliose


                                                         (Março 2009)
A escoliose (com link) é um termo de origem grega e consiste na rotação tridimensional da coluna vertebral com curvatura para um dos lados.
Uma escoliose pode ter diversas origens, contudo, a mais comum, é a escoliose idiopática que se desenvolve normalmente, entre os 10 e os 12 anos de idade com uma maior incidência no sexo feminino.
Idiopática porque, aparentemente, é uma deformidade da coluna que surge sem causa conhecida.
Embora os estudos nesta matéria pareçam inconclusivos, há fortes indícios de que um factor genético, possa estar na origem do desenvolvimento das escolioses idiopáticas em crianças saudáveis.
E por falar em crianças... existe uma tendência para se associar, erradamente, uma relação de causa/efeito entre o peso das mochilas transportadas pelas crianças em idade escolar e uma possível deformação (ou qualquer outra lesão grave), ao nível da sua coluna.
Neste artigo (com link), divulgado em alguns meios de comunicação social escrita, numa altura em que iniciava mais um ano escolar, um conceituado médico especialista (link com vídeo) em ortopedia infantil do Hospital Pediátrico de Coimbra, esclareceu o necessário sobre esta problemática.

Mais informações sobre escoliose:

    quinta-feira, 14 de outubro de 2010

    Sabiam que os dinossauros sofriam também de dores de costas?

    Este é mais um achado virtual interessante. Os cientistas necessitam de ter a sua mente ocupada e, os estudos realizados aos vestígios ósseos que os dinossauros deixaram por cá, há milhões de anos, servem agora para concluir que, estes bichos que "todos nós" admiramos pela sua robustez e porte, afinal, eram uns "infelizes" e "desgraçados" seres vivos que, sofriam tal como nós, com dores nas costas. Quem diria?!...



    "bicos de papagaio", hérnias discais e outras coisas que tais

    Quanto aos "bicos de papagaio", consta que são saliências ósseas formadas em torno dos discos da coluna vertebral. Existe, no entanto, uma outra designação para estes "bicos de papagaio" (eu, pessoalmente, acho este nome feio para designar uma patologia mas... os especialistas na matéria, lá viram umas semelhanças entre as ditas formações ósseas e os bicos destas aves raras... portanto,  quem sou eu para contestar?!), osteófitos. Este sim; um nome bem mais sonante e bonito para um problema de saúde que atinge essencialmente, as pessoas com mais idade.
    Para saber mais sobre este assunto, encontrarão informação aqui e aqui 

    Sobre as hérnias discais, poderão sempre ver e ouvir esta peça do programa "Praça da Alegria" da RTP1 que há dias, se debruçou também sobre esta iniciativa, "Olhe pelas suas costas".
    Esta emissão contou com a presença do coordenador nacional desta campanha que é, simultaneamente médico neurocirurgião, Dr Paulo Pereira. Para além dos seus esclarecimentos sobre esta patologia da coluna,  o programa contou ainda, com o testemunho de um doente operado à hérnia discal, testemunho este, que veio reforçar a ideia de que as dores nas costas são mesmo, para serem levadas a sério.