terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Possessivos

Nem sempre a utilização dos possessivos é sinónimo de posse (no sentido de ser propriedade de) de algo ou de alguém.
A minha ou o meu poderão apenas significar afeto, carinho, amizade, amor,... e serem apenas usados como tal.
Lembro-me dos professores, por exemplo, que se referem muito aos alunos como sendo SEUS.
O MEU JOÃO.
A MINHA MARIA.
O MEU isto.
O MEU aquilo.
E não sendo deles, os alunos pertencem-lhes através dos laços da afetividade. 
E é assim que deveriam funcionar estas palavras e todas as outras.
Do meu ao teu. Do meu ao nosso. 
É bom ter este sentido de "posse". Ao mesmo tempo despretensioso. Ao mesmo tempo libertador e ao mesmo tempo tão reconfortante.
É bom quando se pertence a alguém que nos quer bem, sempre.

 


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 - 2017

Dou por mim uma vez mais, talvez inconscientemente, a fazer este desnecessário, mas quiçá útil, exercício de memória barra/ retrospectiva barra/ balanço, sobre os restantes 364 dias deste ano que está prestes a terminar.
O usual nestas datas já todos sabem como é. 
São votos e mais votos.
Muita saúde (de facto sem ela dificilmente teremos o que se segue), trabalho, paz, e mais o resto. Incluo neste "resto" também, as expectativas que temos em relação ao futuro e às pessoas. 
Sobre pessoas refiro-me, claro, às mais chegadas; familiares, companheiro/a, amigos, colegas, entre outros.  
É nosso desejo que as expectativas não saiam defraudadas, sob pena de levarmos com uma grande decepção na tola, e a desdita nos apoquente o coração durante uns bons tempos. 
Este sistema rodopiante de vivências fugazes, superficiais e libertalistas no qual estamos envolvidos enquanto membros da sociedade, não é fácil e traz responsabilidades acrescidas, seja na vida pessoal, seja na vida social.
É preciso cada vez mais ser uma espécie de super homem ou de super mulher para que nos ENTENDAMOS DE VERDADE, sem filtros, sem medo de reclamar, sem medo de dizer, sem medo de opinar ou perguntar.   
Pessoas, cuja paciência é de curta duração. Pessoas que se cansam de outras demasiado depressa. Pessoas egocêntricas. Pessoas insatisfeitas. Pessoas irresolutas. Pessoas dissimuladas. Pessoas falsas. Pessoas violentas. E a lista continuaria por aí fora... 
Por todos os motivos, gostaríamos de manter distância de pessoas que possuam algumas destas características em doses potencialmente perigosas para a nossa saúde e bem-estar físico e mental. 
Que 2017 seja diferente para melhor! Que 2017 seja um dos melhores das vossas vidas!

sábado, 19 de novembro de 2016

domingo, 13 de novembro de 2016

Renascer

Por vezes nascemos, mas com uma necessidade urgente de renascer.
E renasce-se para se ser a mesma pessoa, apenas com um colorido ligeiramente diferente e poder pintar com as cores do arco íris, um futuro que queremos melhor. Foi assim que se sentiu o Relógio de Corda há dois anos.

«Era um relogio de corda que, parado, esperava por quem o pusesse a medir o tempo. Porque ele gostava de medir o tempo. De ouvir o discreto tic-tac do seu mecanismo quando trabalhava. Parecia-lhe que assim o tempo custava menos a passar. Estranha idiossincrasia de quem, assim parado, estava condenado a medir eternidades. E angustiava-se por depender de quem lhe desse corda para poder ser efectivamente um medidor de tempo. Então, farto de esperar, concentrou energias e tic atrás de tac começou a funcionar sozinho. E nunca mais parou de medir o tempo.»

David Teles Ferreira
In Crónica de um renascimento e outras escritas de bolso, página 40.
 (Edição de Autor – 1ª Edição – junho 2016)


 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

So long, Leonard.

Há os que partem e deixam marcas e inspiram os que ficam.
A Marianne que inspirou a letra desta canção morreu em Agosto de 2016...
Não serão necessárias mais palavras, pois não?! 


terça-feira, 8 de novembro de 2016

50

O Tempo é assim, não perdoa.
Já não passamos sem eles. Enxergamos mal ao perto e o longe torna-se impreciso. 
Os óculos! "Onde deixei os óculos?!"
A culpa destes e de outros esquecimentos é da outra. Da memória! São falhas cada vez mais frequentes. Dizem que um dia receberemos a visita do "alemão" nosso amigo, o Al ZEI qualquer coisa... Porra, pah!!! Quem disse que esse tipo era meu amigo e que eu queria a visita dele?!
O Tempo flacidez.
Flácidos! Rugas! Ficam os seios, a pele. 
Tempo descompensação. Hormonas a menos. Cabelo que sofre com quedas. Ciclos menstruais irregulares. Alterações do humor. Tomam-se doses extra de substâncias para compensar.  
E há os pêlos também. A mais. A menos. Tudo depende.
Hormonas que já não andam aos saltos como antes. Contidas, sim, que a idade é a de ter juízo.
Somos cotas. Somos Velhos. A cabeleira branca não engana. Mas sentimo-nos bem dentro da pele que é nossa ainda.
Feliz aniversário para todos os ESCORPIÕES!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

5:55

Não importa a hora. O importante é fazê-lo. Seja lá isso o que for, mas faça-o.

Há nesta canção da Charlotte, filha de seu pai Gainsbourg e de sua mãe Birkin, algo que nos transporta para uma magia qualquer inexplicável.
E já agora, façam o favor de ter um bom final de semana!