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domingo, 28 de abril de 2013

"Ce que le jour doit à la nuit" (o filme)

"Ce que le jour doit à la nuit", Éditions Julliard, 2008, é um romance da autoria de Yasmina Khadra (pseudónimo do escritor argelino Mohammed Moulessehoul).
Passou da literatura para o cinema (2012) pela mão do realizador Alexandre Arcady mas diz quem conhece, que o livro é muito melhor (é sempre assim...).
A acção do filme desenrola-se no período de 1930 a 1962, época em que decorrem os conflitos que conduziriam à  indepedência da Argélia.
Jonas e Émilie são os personagens principais...

«Celui qui passe à côté de la plus belle histoire de sa vie n'aura que lâge de ses regrets et tous les soupirs du monde ne sauraient bercer son âme...»    
                                                                    Yasmina Khadra


segunda-feira, 12 de março de 2012

O "Palco do Tempo" no filme José e Pilar

Os Noiserv  participaram na banda sonora do filme/documentário sobre José Saramago e Pilar del Rio com este "Palco do Tempo".

«... Em 1986, Pilar del Río conhece o escritor português José Saramago, após ter lido todos os seus livros publicados em espanhol e ter pedido para o conhecer pessoalmente[1]
Dois anos mais tarde, em 1988, casam-se ...» - retirado de pt.wikipédia.org

Pilar, a mulher, foi indubitavelmente um pilar importante na vida de Saramago.
Gosto da letra desta música ... e gosto da última frase deste vídeo de apresentação.
Afinal, "... tudo pode ser contado de outra maneira."

 
É o palco do tempo
Sem tempo a mais
São voltas às voltas
Por querer sempre mais

É um verso atrás
Um degrau que não viu
São curvas as rectas
Num final não vazio

É o palco do tempo
Sobre o tempo a mais
São voltas à espera
Que não vivendo mais

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A Invenção do Amor

"Invention of Love" é um mini filme de animação produzido e realizado por Andrey Shushkov.
Para além da beleza visual, da banda sonora e da originalidade deste trabalho, deixo no ar algumas descabidas e sempre "inquietantes" questões; questões estas, aparentemente sem resposta ou de difícil resposta...
Quem inventou o amor? Como nasceu? Quando? Onde? Quanto tempo dura?...
Será um mecanismo (ver filme) susceptível a "avarias" e "reparações"? E se "avariar", e for "reparado", poderá ele funcionar como antes (ver filme)? O amor é um estado de alma? Uma sina ou uma fatalidade? Uma combinação de vários fatores? Uma reacção química?...
Teria sido o Paraíso, o berço do amor? E que papel tiveram Adão e Eva nesta matéria?...
Será o amor, uma dor de cabeça que se sente sem doer, um "fogo que arde sem se ver"?...
               (O S.Valentim de 2011 aqui)


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"O Homem que amava as mulheres"

François Truffaut (Paris, 6 de Fevereiro de 1932 — Neuilly-sur-Seine, 21 de Outubro de 1984) foi um cineasta francês. Um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX, em quase 25 anos de carreira como diretor Truffaut dirigiu 26 filmes. (Informação Wikipédia)
Deste realizador, recordemos este filme de 1977: "L' Homme qui aimait les femmes".

P.S.) Ao contrário da personagem principal do filme - Bertrand Morane interpretado por Charles Denner - já poucos homens, nos nossos dias, se dão ao trabalho (de tentar) compreender as mulheres. Como dizem os franceses, ça prend du temps et c'est trop compliqué.
Smiley

domingo, 29 de janeiro de 2012

A "Fractura"

Fractura é um telefilme francês (2010) que aborda de forma nua e crua, a miséria social dos subúrbios, o aumento dos fundamentalismos e a "importação" do conflito israelo-palestiniano pelos espíritos mais jovens.
Adaptado do mais recente romance de Thierry Jonquet, os realizadores Alain Tasma e Emmanuel Carrère optaram por atenuar parte da raiva presente na obra... para melhor se fazerem compreender...


Fractura conta a história de um miúdo muçulmano de 15 anos (Samy Seghir no papel de Lakdar Abdane) sobredotado para o desenho, que ambiciona seguir um futuro na B.D.
Mas infelizmente, uma queda acidental e na sequência de um gesso demasiado apertado, colocado nas urgências de um hospital parisiense, a sua mão direita ficará para sempre paralisada; mesmo depois de saber que uma cirurgia não lhe poderá devolver a tão desejada mobilidade.
O sonho de se tornar ilustrador desfaz-se, e, com ele se desfaz toda uma vida, como se verá.
A ficção deste telefilme descreve ainda o quotidiano de Anna kagan, uma jovem professora judia de História e Geografia que faz a sua estreia profissional como substituta, numa escola e numa turma problemáticas. 

P.S.) O texto (com supressões) que faz parte desta postagem foi retirado, em parte, do sítio Telerama.fr.
Foi traduzido para português pela minha pessoa, o melhor que me foi possível. Peço portanto, desculpa por qualquer gralha. 

Deixo-vos então, na companhia deste telefime (não tem legendas em português).
Apesar de polémico e dramático, espero que gostem.

 

domingo, 25 de dezembro de 2011

"I am Sam" - Sean Penn no papel de um deficiente com atraso mental

SINOPSE:
Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental de comportamento autístico que cria a sua filha Lucy (Dakota Fanning) com a ajuda dos seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos, Lucy começa a ultrapassar intelectualmente o seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer a menina internada numa instituição. 
A partir daqui, Sam disputa a guarda da filha na barra do tribunal contando para isso com a ajuda da problemática advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) que aceita o caso como desafio e graças ao qual repensará a sua vida e aprenderá a valorizar a relação com o seu filho. (informação Google)
Este é um filme magnificamente interpretado pelo actor Sean Penn; um filme que permite fugir um pouco à invasão cinematográfica dos filmes natalícios, tão habituais nesta época.
Nota) Chamo a atenção para possíveis pausas ou interrupções durante o filme (encontra-se também aqui).   Lamento igualmente a dobragem... Não consegui encontrá-lo em inglês com legendas em português.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

"O estranho caso de Benjamin Button" - o filme completo

"O estranho caso de Benjamin Button" é um filme de 2008, adaptado da obra de F. Scott Fitzgerald e já referenciado neste espaço, há algum tempo atrás.
É apenas mais uma história que o cinema imortalizou... Para ver, ou, simplesmente, rever.

SINOPSE:
"Eu nasci sob circunstâncias pouco habituais".
E assim começa O Estranho Caso de Benjamin Button, adaptado a partir da história de F. Scott Fitzgerald sobre um homem que nasce com oitenta anos e regride na sua idade: um homem, como qualquer um de nós, que é incapaz de parar o tempo.

O filme conta a história de Benjamin (Brad Pitt) e da sua incomum viagem, das pessoas e lugares que descobre ao longo do seu caminho, dos seus amores, das alegrias da vida e da tristeza da morte, e daquilo que dura para além do tempo.
http://putlocker.bz/watch-the-curious-case-of-benjamin-button-online-free-putlocker.html


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A propósito de loucura... "Os Deuses Devem Estar Loucos", lembram-se?

"Os Deuses devem estar loucos" surgiu na saudosa década de 80 e o sucesso foi tanto que decidiram dar continuidade à saga do nativo Xi, posteriormente, em aventuras pelo complicadíssimo mundo do homem civilizado.
Eu gostei particularmente do primeiro filme e sobretudo, de o recordar por estes dias.
Acreditar que uma garrafa de coca-cola é um presente enviado pelos deuses, é algo inconcebível. Cómico até.
Porém, ironicamente, não foi por acaso que escolheram "something made in USA". A intenção para esta escolha, estaria muito para além da publicidade à dita bebida acastanhada. Um produto e um símbolo do dito mundo civilizado, na origem da dor, da discórdia, da desunião, do conflito...
Vamos lá então recordar, "The Gods Must Be Crazy".

 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Deux Jours a TUER

Andei a namorar este filme - Deux jours à tuer - (em português, Dois dias para esquecer) desde que coloquei aqui, há cerca de um ano, a canção de Serge Reggiani, "Le temps qui reste" que é simultaneamente, a banda sonora deste drama realizado pelo francês, Jean Becker, em 2008. Finalmente consegui vê-lo!
Escusado será dizer que só vendo o filme, se pode compreender a escolha desta música, interpretada por Reggiani e menos escusado ainda, seria revelar, aqui, publicamente que esta história faz chorar e que eu chorei.
Na contracapa do DVD encontra-se um resumo que não corresponde totalmente à história...

"Antoine é um publicitário de 42 anos, bem sucedido. É casado, tem dois filhos, mora nos arredores de Paris, tens bons relacionamentos com os vizinhos e mantém um discreto affair.
De repente, numa manhã como as outras, a sua vida dá uma reviravolta. Arruína projectos no trabalho, zanga-se com o seu sócio, insulta os amigos e discute com a mulher e filhos.
No espaço de um fim-de-semana, Antoine destrói toda a sua vida. Será uma crise de meia-idade? Ou estará a perder o juízo? Ninguém consegue explicar..."

Na verdade, não havia affair nenhum nem qualquer crise de meia-idade ou perda de juízo. Antoine estava simplesmente, a preparar-se para a sua própria morte, depois de uma médica oncologista, sua amiga, lhe ter diagnosticado um cancro.
Egoísticamente, preferiu  fugir de tudo e de todos; a forma que encontrou para poupar o sofrimento aos seus amigos e às pessoas que amava.

 

 (à venda aqui - FNAC)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cinema e Dinheiro - "A Febre de Sábado à noite"

"Se se ganha dinheiro, o Cinema é uma indústria. Se se perde, é uma Arte"
                                         
                                                                     Millôr Fernandes

Nem a propósito! Embora não o considere propriamente uma obra de arte cinematográfica, este "Saturday Night Fever" saiu em 1977 quando eu, relogio.de.corda, apenas usava e abusava do meu Tempo para brincar e fazer os trabalhos de casa que trazia da escola. Aos 11 anos, outra coisa não seria de esperar.

Este filme teve o sucesso que se sabe e a minha casa, não foi decerto, a excepção relativamente a uma "febre" generalizada que afectou milhões de jovens um pouco por todo o mundo, naquela época.
Lembro-me dos meus irmãos e irmãs, tecerem comentários; do lado feminino, eram exaltados os dotes físicos do actor principal, John Travolta. Possivelmente, em 1977, o homem mais giro e sexy à face da terra.
No meio de tanta "felicidade" alheia e de tanta ingenuidade da minha parte, eu achava que aquela gente enlouquecera toda, à conta do raio do filme cuja banda sonora, comprada pelos fãs lá de casa, eu ouviria em fomato LP (disco de vinil) até enjoar.
Um dia, disse aos meus irmãos que também queria ver esse filme. A resposta que me deram: "não é  um filme para a tua idade!", deixou-me conformada mas não convencida. Entretanto, o Tempo passou...

Foram precisos 33 anos para ver finalmente, o tal "Febre de Sábado à Noite", que catapultou Travolta para a fama e pôs meio planeta a dançar, ao som da Disco Music engendrada pelas vozes esganiçadas dos irmãos Gibb.
Vi este "trailer" e consegui perceber melhor a razão do sucesso de um filme que é tão só, um retrato mais ou menos fiel, dos hábitos e da irreverência de uma juventude nos finais dos anos 70. Nada de especial, visto agora e passados estes anos todos.

Creio que esta história de termos o "Tempo à perna",  faz-nos andar numa roda viva, na procura inconsciente das memórias passadas, aqui e ali. Parece que isto, acontece-me com frequência. É uma tendência quase natural e confesso que não me dou mal com esta moda; a que muitos chamam: estilo ou tendência "revivalista".
Digam o que disserem, mas às vezes, sabe bem descermos às "caves da nossa memória" para irmos ao encontro daquilo que por lá, poderá andar esquecido, escondido, morto ou enterrado. Trata-se no fundo, das nossas viagens no tempo que servem para "ressuscitar" as nossas memórias... boas ou más. Afinal; não será esta, umas das qualidades e das grandes capacidades da mente humana?!...


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"Le temps qui reste" por Serge Reggiani

Uma das últimas interpretações de Serge Reggiani, incluída na banda sonora do filme francês "Deux jours à tuer" (2008).
A letra é comovente e quase nos deixa com uma lágrima ao canto do olho.
O peso do tempo sente-se na voz "arrastada" do cantor e a incerteza do tempo que ainda lhe resta - anos, dias ou horas - leva-me a perguntar : seria esta canção, a sua despedida à vida?




 LE TEMPS QUI RESTE

Combien de temps...
Combien de temps encore
Des années, des jours, des heures, combien ?
Quand j'y pense, mon coeur bat si fort...
Mon pays c'est la vie.
Combien de temps...
Combien ?

Je l'aime tant, le temps qui reste...
Je veux rire, courir, pleurer, parler,
Et voir, et croire
Et boire, danser,
Crier, manger, nager, bondir, désobéir
J'ai pas fini, j'ai pas fini
Voler, chanter, parti, repartir
Souffrir, aimer
Je l'aime tant le temps qui reste

Je ne sais plus où je suis né, ni quand
Je sais qu'il n'y a pas longtemps...
Et que mon pays c'est la vie
Je sais aussi que mon père disait :
Le temps c'est comme ton pain...
Gardes-en pour demain...

J'ai encore du pain
Encore du temps, mais combien ?
Je veux jouer encore...
Je veux rire des montagnes de rires,
Je veux pleurer des torrents de larmes,
Je veux boire des bateaux entiers de vin
De Bordeaux et d'Italie
Et danser, crier, voler, nager dans tous les océans
J'ai pas fini, j'ai pas fini
Je veux chanter
Je veux parler jusqu'à la fin de ma voix...
Je l'aime tant le temps qui reste...

Combien de temps...
Combien de temps encore ?
Des années, des jours, des heures, combien ?
Je veux des histoires, des voyages...
J'ai tant de gens à voir, tant d'images..
Des enfants, des femmes, des grands hommes,
Des petits hommes, des marrants, des tristes,
Des très intelligents et des cons,
C'est drôle, les cons ça repose,
C'est comme le feuillage au milieu des roses...

Combien de temps...
Combien de temps encore ?
Des années, des jours, des heures, combien ?
Je m'en fous mon amour...
Quand l'orchestre s'arrêtera, je danserai encore...
Quand les avions ne voleront plus, je volerai tout seul...
Quand le temps s'arrêtera..
Je t'aimerai encore
Je ne sais pas où, je ne sais pas comment...
Mais je t'aimerai encore...
D'accord ?