Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de julho de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Zeitgeist: o filme que todos deviam ver

O filme/documentário lançado pelo Movimento Zeitgeist é um dos mais vistos em todo o planeta. 
Basta olharmos para as milionárias visualizações no youtube, sem esquecer, porém, que os temas abordados neste filme justificam esse número.
Em causa, e devidamente explicitados, estão os principais - se não mesmo os únicos - mecanismos ou fenómenos (ou que lhe queiram chamar) responsáveis pela situação actual de pobreza  e empobrecimento, de desemprego, de crise socio-económica, etc, etc, que atingem países no mundo inteiro, incuindo os respectivos cidadãos.
Zeitgeist tem a duração de 2:41:25. É verdade... É muito Tempo!
Basta ver um pouco em cada dia e perceberão o quão maquiavélicos são os sistemas, económico e capitalista, que (des)governam a humanidade.

 


Terminam por ora, estas postagens de carácter mais cívico. Agradeço a atenção, bem como a compreensão dos leitores deste espaço. Não esqueçamos que o Tempo serve para tudo; até para lutar. 
Amanhã é sábado, dia 2 de Março...
Bom fim-de-semana

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Suicídios e depressões: aumentam com a crise?

"Há uma clara relação entre a crise económica e o aumento dos suicídios", disse o especialista durante o encontro "Avanços e controvérsias em Psiquiatria", que termina hoje na Ericeira (Mafra). Dados divulgados pelo especialista apontam para que 90% dos mortos por suicídio tiveram previamente distúrbios mentais: 30% a 87% apresentaram um quadro depressivo e 42% tiveram antecedentes que motivaram uma intervenção psiquiátrica", refere  o psiquiatra espanhol José Luís Ayuso Mateos.
Ligado a uma unidade hospitalar da cidade de Madrid, alertou ainda que, perante os dados existentes, "está a assistir-se em Espanha a um aumento das necessidades de assistência aos problemas de saúde mental".
[...]
Por sua vez, "o psiquiatra António Reis Marques, da Universidade de Coimbra, adiantou que está a assistir-se, naquela zona do país, à diminuição da procura por cuidados de saúde mental, apontando a falta de dinheiro para as consultas, para os transportes e para os medicamentos como motivos.
Questionado pelo colega português, José Luís Ayuoso Mateos disse que em Espanha "se vive o oposto", com o aumento da procura pelas consultas nos cuidados primários de saúde, que são gratuitas". (sic)

(Leia esta notícia na íntegra aqui)
 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

“Para os bancos só milhões, para o ensino só tostões!"

O sociólogo António Barreto afirmou que os estudantes que boicotaram o discurso de Miguel Relvas, no ISCTE, em Lisboa, esta 3ª feira, têm direito de falar , mas o ministro também e que viu nessa manifestação, elementos de "instabilidade".

Relembro que o Ministro-Adjunto Miguel Relvas preparava-se para discursar no âmbito de uma Conferência organizada pela TVI sobre o futuro do jornalismo, acabando por sair mudo e calado, sob uma chuva de protestos e apupos.

Fixei-me nesta expressão "elementos" de "instabilidade".
"Elementos"???.... Estes "elementos" são jovens, têm cara, têm nome, têm o seu futuro comprometido num país que não lhes oferece esperança. 
Passam por dificuldades e apertos para se manterem num curso universitário porque não são filhos de pais ricos. Sabem perfeitamente que tudo aquilo que afecta negativamente as suas famílias, os afecta também. 
Como quer Sr António Barreto, que estes jovens tenham, aliás, estabilidade se em qualquer momento das suas vidas podem ser obrigados a desistir de um curso por falta (ou ausência total) de recursos económicos?! 
Estes "elementos" de que fala este sociólogo, são estudantes com mérito (ainda os há, felizmente!), cujas capacidades intelectuais e de esforço prescindirão de qualquer diploma manhoso para se apresentarem ao mundo como licenciados.

Nestes "elementos" de "instabilidade" como diz este Senhor Professor Doutor em Sociologia, estava a minha filha!!!! 20 anos... a frequentar o 2º ano de um curso de jornalismo... plenamente consciente de que poderá nunca exercer tal profissão. Vale-lhe a vontade de gostar "daquilo", apesar de tudo! 


Não admito portanto que, nem ela nem qualquer um dos seus colegas, sejam apelidados de "elementos" e muito menos, "elementos" de "instabilidade".
Quanto ao director de informação da TVI, justifica os acontecimentos como pode. O povo, porém, costuma dizer: "uma no cravo outra na ferradura"...

"José Alberto Carvalho considera mesmo que “o episódio tal como se passou acaba por transmitir ao ministro uma certa aura de injustiçado pelo episódio": "E não sei se era isso que os manifestantes pretendiam. Julgo que não.”
Mas diz que “é perfeitamente compreensível, face às dificuldades das pessoas”, que o Governo seja alvo de toda esta contestação. “Eu, enquanto português, acho que todos devemos pôr as mãos na consciência quando estamos directa ou indirectamente a dizer à geração que tem 20 anos ‘desculpem lá, não há lugar para vocês. No nosso projecto de país vocês ficaram de fora, não há horizonte de esperança.’”
“Eu, se tivesse 20 anos, acharia indigno ouvir ou sentir que era isso que me estavam a dizer”, reitera, lembrando que a TVI tem “dado conta, todos os dias, da indignação” que as pessoas sentem."        
                                           (Texto retirado daqui)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Um povo de bem consigo não vive a dominar os outros", mas há quem não queira saber...


No Médio Oriente a matança continua. Os alvos (humanos) a abater pouco importam porque outros interesses se levantam. 
O HOMEM É SEM DÚVIDA O SER VIVO MAIS ESTÚPIDO À FACE DA TERRA! 
Questiono-me algumas vezes se a espécie humana merece a inteligência que a mãe natureza lhe deu... 
E como dizia um escritor que eu muito admiro: "um povo de bem consigo não vive a dominar os outros", mas há quem não queira saber disto para nada.
Enfim... Volto um dia destes.


 (Le Trio Joubran é formado por três irmãos palestinos. Mais informação aqui)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Monte Branco: a receita

Vem aí mais uma (um) "casonovela" para entreter os apreciadores destes folhetins que têm sempre um "je ne sais quoi" de política à mistura com o grande capital.
A operação "Monte Branco" tem os ingredientes do costume: aldrabice q.b., muita lata, alguma pitada de falsa ingenuidade (eles nunca sabem nada, nunca temem nada, nunca tiveram nada a ver com nada...). Não vai ao forno! E muito menos ao frio, apesar de remeter para uma célebre montanha com o mesmo nome.
Presume-se que este "Monte Branco" vá a julgamento durante uns bons anos (se for), sendo servido posteriormente consoante a sentença do momento.
A receita culinária que se segue chama-se também "Monte branco" e parece-me mais saborosa do que a anterior; pelo menos mais digerível. Leva o fruto desta época: a castanha e para não deixar crescer água na boca de ninguém, fica a receita aqui.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

"A maioria dos homens não gosta de mulheres inteligentes"

Viajar pelo mundo de mochila às costas e aos 68 anos?... Só pode ser ma mulher cheia de energia, aventureira e ... inteligente (?!).
O texto, ou melhor, parte dele, é da autoria de Paula Cosme Pinto e atrevo-me a transcrever esta parte.

"A maioria dos homens não gosta de mulheres inteligentes"

No dia seguinte combinámos lanchar novamente. À hora marcada ela estava lá com o seu sorriso. Duas gerações distintas à conversa, mas uma sinceridade estrondosa. "És casada?", perguntou-me. Pensei por momentos que na Turquia o casamento é uma questão de honra e estava preparada para o discurso tradicional quando fui novamente surpreendida. "A maioria dos homens não gosta de mulheres inteligentes, fazem-lhes sombra e isso dá-lhes cabo do ego. Não te prendas", alertou-me. "Só um homem inteligente sabe o bom que é ter uma mulher inteligente ao lado". Anos mais tarde vim a perceber o verdadeiro sentido disto e, mais uma vez, dei-lhe razão.
Mas entre todas as coisas sobre as quais falámos, houve uma que até hoje não me saiu da cabeça: o quão precioso é ter tempo. "Gosto de viajar sem pressa. Não há liberdade maior do que ter tempo, sem um bilhete de volta no bolso". Pensei nas demasiadas horas que passava a trabalhar, em todas pressões dos prazos sempre apertados, nas férias que passam a correr e que são sempre difíceis de marcar e dei-lhe razão. Sem ser nos tempos de criança, a realidade é que nunca soube o que é ser livre. Não, daquela forma. Mas, um dia, espero vir a saber.

sábado, 6 de outubro de 2012

"Portugal.The Man": o orgulho nacional para lá do oceano

Da muita informação que cai nesta rede chamada internet e tantas vezes por mero acaso, eis o que me calhou na "pescaria": "Portugal.The Man".
Pensando eu que se trataria de mais uma musiquinha pimba ou mais um nome de uma qualquer banda, aproveitando-se do nome Portugal para ajudar à festa dos que, teimosamente tentam deitar-nos ainda mais para baixo... Não! Não foi nada disso que encontrei. O que eu encontrei deixou-me surpreendida pela positiva e até orgulhosa de ser portuguesa. "Portugal.The Man" é um grupo de rock americano sedeado em Portland (Oregon) com raizes em Wasilla, Alaska. 
Que músicos americanos se lembrariam de dar tão invulgar nome à sua banda se não tivessem qualquer elo ou ligação com o nosso país? Fui investigar... Acho que a resposta pode estar no excerto desta entrevista dos "Portugal.The Man".

“We made this alter ego [Portugal.The Man] and we decided to name this person after a country because it’s a group of people with a singular voice in the world,” Gourley explains, “Portugal pretty much sounded the best, but it’s a really beautiful place and I’m really glad we picked it. The people do have a lot of pride in their country and it’s not something you find all the time anymore.” 
(Mais informação sobre esta banda americana aqui.)

Enquanto lá longe, bem longe, uma geração de jovens americanos tenta levar a sua música e o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo;  por cá, deparamo-nos com uns certos senhores que insistem em pôr o país de pernas para o ar com atitudes que a nós, "o melhor povo do mundo", só nos envergonha.  
Palmas merecidas portanto, para os "Portugal.The Man". Espero que gostem e que divulguem.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O Homo cuniculis. Sabeis quem é?

Descobri que o boasnotícias.pt é uma lufada de ar fresco no que se refere a notícias, que são geralmente más e deprimentes noutros sites.
A descoberta vem do Quénia e refere agora, dois milhões de anos depois, que o Homo erectus não viveu sozinho, e ainda bem!
Sem centros comercias, cinema, música, satélites, consolas de jogos, internet, livros e sem a capacidade de comunicação verbal ainda desenvolvida, como poderia o Homo erectus, ou outro qualquer, sozinho, aguentar tal pasmaceira de vida?! 
Análises e estudos efectuados aos ossos fossilizados de um crânio ajudaram a montar o puzzle há muito por completar. As conclusões parecem dar como certa, a presença de mais duas espécies de Homos no planeta: o Homo habilis e o Homo rudolfensis
Creio que estamos agora mais perspicazes e informados. Não serão precisos dois milhões de anos para concluirmos relativamente à existência de outras espécies de Homos...
Refiro-me em concreto ao Homo oryctopassus cuniculis - clicar para ver foto (oryctolagus cuniculus é o termo científico correcto) e o Homo latronis troikis (ver foto).
E escrever mais para quê?!

                                             (foto retirada do google)

Votos de um bom fim-de-semana.




quarta-feira, 18 de julho de 2012

A educação de um país não vai lá com fórmulas matemáticas

É o que eu penso, embora neste país considerem que multiplicar X cabeças por Y resultados sobre K não sei das quantas, resolve aquilo a que eles denominam por uma maior eficácia e rentabilidade nos recursos educativos, nomeadamente, nos recursos humanos. 
Confesso: ainda não percebi como é que as mentes brilhantes do MEC conseguem a tal eficácia e rentabilidade pedagógica numa turma com 30 alunos ou numa turma do 1º ano de escolaridade com 26 criancinhas de 5 e 6 anos, muitas delas, ou a grande maioria, a necessitarem de apoio directo e indivualizado do professor. Não percebo... E se há momentos na vida em que aspiramos a seres superiormente dotados de super poderes, este seria um deles.
Ora, está visto e revisto que eles estão-se "marimbando" para alunos e professores.
É quase certo que ninguém, a médio ou a longo prazo, aguentará o sistema tal como está; o pessoal docente será cada vez mais a classe presente nos consultórios de psiquiatria.
Mais; o sistema de ensino que estão a criar, é selectivo. Só os bons alunos (porventura, os médios) atingirão as metas curriculares agora introduzidas (metas estas que alguns organismos científicos nas áreas da Matemática e do Português já vieram contestar).
O feitiço poderá virar-se contra o feiticeiro e o sucesso que o MEC tanto ambiciona, poderá não passar de um pesadelo. Pena que esta ambição esteja a acontecer à custa de mão-de-obra humana.
Um ministro da Educação formado e doutorado na área da Matemática faz toda a diferença. Ele pensa em matematiquês. Nós pensamos, ainda, em português. E por este andar, qualquer dia já ninguém sabe o que pensar.
Do Despacho normativo nº 13-A/2012 de 5 de Junho de 2012, registei algumas fórmulas matemáticas que regem a organização curricular do ano lectivo 2012-2013.
Ao fazermos a leitura deste documento, fica a ideia de que somos números, nada mais do que números!


 
 



terça-feira, 15 de maio de 2012

"Se pensas que és pequeno demais para mudar o mundo, experimenta dormir com uma melga no quarto".

Numa das paredes do Tribunal de Leiria pode ler-se o seguinte:


"Se pensas que és pequeno demais para mudar o mundo, experimenta dormir com uma melga no quarto"

Há muito que andava de olho neste "pensamento". O autor, à semelhança de outros actos do género, expressa o que lhe vai na alma utlizando, como mural real e improvisado, mais um edifício público (ver também aqui). 
Faz tempo, meses ou anos talvez, que esta frase se encontra ali. Ora, se o Tribunal não se importa com o facto, eu também não.
Ah! Resta saber que tipo de melga será esta...  Smiley

sexta-feira, 11 de maio de 2012

"A vida é uma passagem" (HR)

Todas as perdas humanas são tristes; umas mais do que outras, talvez.
Fica a homenagem a Bernardo Sasseti, múscico hoje desaparecido...
Bom fim-de-semana.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Um Doce Pingo de cinismo na cara

E depois do Doce caos no dia de ontem, que tal um Pingo de cinismo na boca dos nossos governantes neste dia 2 de Maio?!
Então, mas... o Governo ainda não sabia disto?
Um Governo que está sempre tão preocupado com números; como é possível, a seguir ao feriado do 1 de Maio, aparecer com o discurso cínico de que está "surpreendido com os números do desemprego" ?!?!?!?
Esta surpresa governativa "surpreendeu-me" e nunca a expressão popular "é preciso ter lata" assentou tão bem nesta gente que, pelos vistos, "não sabe da missa a metade" ou faz que não sabe.
Já agora, seria melhor que a surpresa deles começasse o quanto antes a dar lugar a preocupação.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O verdadeiro significado da corrida às compras no dia 1 de Maio de 2012

Era suposto o dia 1 de Maio, um feriado mundialmente reconhecido e cuja origem remonta ao século XIX nos Estados Unidos, ser o Dia do Trabalhador; não o Dia do Escravo ou o Dia do Estúpido.
Em Portugal, é costume a malta brincar com coisas sérias e depois andar a queixar-se que a brincadeira correu mal.
Ou melhor, em Portugal, é costume a malta revelar (ou não) uma educação de bradar aos céus; demonstrar (ou não) uma cultura cívica de bradar aos céus mas também de bradar para lá dos confins dos infernos.
Entre uma corja de grupos económicos ávidos de lucros, prontinhos a boicotar o Dia do Trabalhador e uma maioria de cidadãos que nem se digna sair à rua em dia de eleições para exercer um dever cívico como o de votar... Não sei o que pense, não sei o que diga. Entre uns e outros que venha o diabo e escolha.
O mundo até parecia que ia acabar nas próximas horas, mas não. O que verdadeiramente ia acabar, eram as promoções do grupo JM e algumas dezenas de euros nas carteiras dos consumidores enlouquecidos. 
A corrida cega aos hiper; a prontidão com que o povo diz "Amen" aos senhores do dinheiro; a pressa de gastar dinheiro; a insconciência das compras desnecessárias; as filas, o tempo de espera e a paciência; as zaragatas no meio das lojas e tudo aquilo que os telejornais noticiaram hoje, fizeram-me, pela primeira vez na vida, sentir vergonha de ser portuguesa.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Reavivar espaços que o Estado encerrou

 
(A vista sobre a Serra de Santo António captada de um alpendre, em Alcaria. Foto retirada daqui)

Chama-se Benvinda Januário.
Dedicou a sua vida profissional ao então denominado ex ensino "primário". Depois da aposentação, não cruzou os braços e candidatou-se à Junta de Freguesia da sua terra natal. 
Alcaria é pois, a mais pequena freguesia do concelho de Porto de Mós e por isso, uma das que tem os dias contados enquanto tal.
Foi das primeiras localidades a encerrar a sua escola por falta de crianças (já lá vão uns anos) e em contrapartida viu a população idosa aumentar drasticamente mas, nem tudo é mau. 
A aldeia tornou-se na última década e meia, refúgio para muitos citadinos oriundos das mais variadas urbes portuguesas, pela paz e sossego que proporciona, em pleno Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros.
Convém referir que a cor política desta ainda Presidente de Junta não tem qualquer relevância para o caso. Para o caso, importa sim, referir que esta ex colega meteu mãos à obra, reaproveitando, revitalizando  espaços públicos que o Estado foi encerrando ao longo dos anos.
Assim, o antigo Posto Médico daquela freguesia reabriu com algumas mais-valias, sobretudo para os habitantes mais idosos: serviços médicos prestados em regime de voluntariado é apenas uma dessas mais-valias.
A iniciativa foi notícia de jornal e acredito que o empenho, contrariamente ao protagonismo de muito boa gente de renome por este país fora, teve como única e real intenção a de servir e ajudar a população local.
São pequenos grandes gestos como este que nos enchem de orgulho e seria óptimo que este exemplo se repetisse noutros recantos do país.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

As vias rápidas do desenvolvimento (?)

Trinta e oito anos depois, este país está, aparentemente, mais desenvolvido; um desenvolvimento calculado em quilómetros de auto-estradas, claro está.
Portugal tem uma rede rodoviária (de AE's, IP's, IC's) de fazer inveja aos restantes países da Europa. "Somos" assim. Sempre "fomos" assim. Construíram-se "mundos e fundos" para depois acabarem "às moscas". 
Há dias, numa reportagem de televisão sobre o asssunto, ouviu-se a expressão "auto-estradas fantasmas". Afinal, tantos quilómetros de vias rápidas e não haver quem queira circular nelas, é deveras fantasmagórico. É como ter um Mercedes topo de gama fechado numa garagem e não poder andar nele, porque afinal o carro até é bom, vistoso e tal, mas consome que se farta.

Assisti ao nascimento e ao crescimento do troço desta via rápida que passa a poucos quilómetros do local onde me encontro.


O IC9 desfigurou paisagens, deitou abaixo casas que me habituei a ver ao longo dos anos, criou o caos nas estradas municipais, obrigou os residentes a grandes desvios, mas a obra aqui está!


Faça chuva ou faça sol, num sábado de nevoeiro, ultimam-se os preparativos para a abertura deste troço do IC9, previsto para 15 de Maio.
Sem pompa nem circunstância não terá honras de inaugurações como noutros tempos, mas...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O que faz feliz uma galinha portuguesa? Bruxelas empenhou-se nesta questão


Porque é que uma notícia sobre galinhas despertou a minha atenção? Simples. Na minha escola vive uma galinha Ruiva e um galo Galaró, ambos integrados num projecto pedagógico para o ano lectivo que se apresenta.
A Autarquia local apoiou este projecto com a construção do galinheiro, tendo o resto ficado por conta da escola. Boa comida (pão, arroz, massa, couve cozida - sobras dos almoços - água, poleiro improvisado, palha, rede e um resguardo contra a chuva e o vento).

Estava eu convencida que estes dois galináceos tinham uma vida farta e despreocupada. Pensava assim, até ler esta notícia, hoje: Bruxelas está preocupada com as galinhas portuguesas e o modo como estão a ser tratadas (nem a porra das galinhas, estes gajos deixam em paz?! - pensei) e isto deixou-me algo apreensiva.
Concluo portanto, que os portugueses, donos de galinhas, não estão a fazer, nem poleiros nem galinheiros, à altura! E eu que sempre achei o contrário...

Compreendo que estejam em causa os direitos e o respectivo bem-estar dos animais.
Dificilmente me oporia à criação de melhorias nos galinheiros, nas pocilgas ou em qualquer outro local habitável por um animal, muito embora me preocupem mais, confesso, as condições de habitabilidade de inúmeros cidadãos nacionais e europeus. Mas bom... isso seria outra conversa. 

"... As galinhas precisam de espaço e tranquilidade para pôr ovos, mas os galinheiros portugueses não oferecem as condições desejadas...".

"Segundo a União Europeia, caso se trate de uma galinha poedeira, o seu bem-estar só pode ser garantido com uma gaiola dita “melhorada”, com mais espaço para fazer ninho, esgravatar e empoleirar-se."                                   
                                   (notícia aqui)

É verdade que os nossos dois galináceos não têm muita tranquilidade (viver paredes meias com uma escola e com o barulho das crianças, não é o melhor) e já que a capoeira da minha escola está na mira da Comissão Europeia, gostava de esclarecer o seguinte:
1º - Apesar do nosso galinheiro não ter os tais 750 cm2 por ave e não possuir o tal dispositivo para desgastar as garras, a nossa galinha põe um ovo por dia.
2º - A galinha e o galo desgastam as garras na terra e nas pedras do chão, empoleiram-se num pau, estão-se nas tintas para a legislação de Bruxelas e vivem felizes na mesma.
3º - As crianças, embora familiarizadas com o campo, tomam consciência da origem daquilo que comem e ficam a saber que os ovos não nascem nas árvores ou nas caixas dos supermercados e que a canja de galinha se faz à custa de um corpinho igual ao da Ruiva, sem corantes nem conservantes.
Pergunta para uma resposta que se adivinha difícil: afinal, o que faz feliz uma galinha portuguesa?

Bom fim-de-semana

("Une petite poule grise" para embalar as cerca de 47 milhões de galinhas europeias com ordem de despejo iminente)

 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O que tem o sistema de ensino finlandês que o nosso não tem?

Agradeço ao meu conterrâneo, Jorge A. , o envio desta reportagem transmitida pela SIC e que eu não tive oportunidade de ver.
É sempre com alguma tristeza e desagrado que (re)lembramos o que nos distingue pela negativa de alguns países, em  matéria de educação.
Por cá, houve alguma evolução mas ainda há muito caminho por percorrer.

 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Tiagolas e outras estórias"- um livro de Manuel Miranda

Já é tempo de dar continuidade ao rascunho desta mensagem, iniciada em Julho do ano que agora termina (mais vale tarde do que nunca).
Tomei conhecimento do livro que hoje vos trago aqui, através de referências blogosféricas ligadas à educação (mais precisamente aqui). Trata-se de um livro que acabei de ler há dias.
Se dúvidas houvesse relativamente à utilidade deste universo virtual (blogues) - "passatempo" para muitos, onde também me incluo - de imediato seriam esclarecidas com esta incontornável verdade: os blogues são de facto, meios priviligiados para a divulgação de tudo e mais alguma coisa.
E é graças aos "passatempos" existentes por "estas bandas" que vamos descobrindo o que de outra forma seria (mais) díficil encontrar. Eis um exemplo.

Tiagolas e outras estórias, não é um livro qualquer, não é um livro que possa enquadrar-se em qualquer um destes géneros literários: romance, banda desenhada, poesia, ficção ou aventuras; porém, parece ter características de todos eles.
Não é um romance, mas ficamos a conhecer uma relação de afectos entre um pai (pais) - Manuel Miranda e o filho deficiente mental profundo - o Tiago, Tiagolas como é carinhosamente tratado.
Não é uma banda desenhada, mas tem pensamentos, comentários e diálogos.
Não é um livro de poesia, mas na capa final, pode ler-se o poema das mãos... mãos paternas que sentem, "falam" e "vêem" aquilo que os nossos orgãos dos sentidos todos juntos, dificilmente consegueriam captar ou sentir. 
Não é ficção, porque retrata a dura e por vezes complexa realidade, que é nascer "diferente" dos demais.
Não é um livro de aventuras, daquelas que qualquer um de nós gostaria de viver; é um livro de aventuras de carne e osso, tantas vezes tristes e dramáticas, que o autor Manuel Miranda com a participação de mais três autoras, nos dão a conhecer através das estórias do Tiagolas, da Sara, do Zé Cadilhas, da Gracinha, do Garrancha, do Jorge, do António, do Ti Cocho Anica, do Carlitos...

Quando alguém decide abrir o coração, escrevendo de uma forma clara, directa e transparente sobre um assunto que para muitos ainda permanece tabu ou vergonha, fá-lo garantidamente por coragem, por amor,  mas fá-lo certamente, por solidariedade para com as outras pessoas que vivem as mesmas angústias e as mesmas preocupações que este pai.

Tiagolas e outras estórias é para além de um testemunho, um apelo à sensibilidade da sociedade em geral para a problemática das pessoas com deficiência e do futuro incerto que preocupa os familiares destas crianças e adultos, condicionados das mais variadas formas.
Se o futuro é um tempo de incerteza para a maioria de nós, o que dizer destas pessoas quando progenitores ou familiares lhes faltarem?

Nota) Os proveitos da venda deste livro revertem para a Associação de famílias solidárias com a deficiência (A.F.S.D), Projecto Cavalo Azul, cujo objectivo é a construção de uma residência e um centro de actividades ocupacionais para pessoas com deficiência. Mais informações aqui ou aqui.
Para aquisição do livro, poderá contactar o autor através de miranda.manel@gmail.com


«Quando sinto a tua mão na minha mão, eu sei se estás bem ou estás mal.
Quando a tua mão agarra a minha roupa, eu sei que precisas de mim para te levar pelos caminhos do nosso bairro.
Quando tu apertas com força as mãos, eu sei que tu estás aflito, ansioso.
Quando tu com a tua mão puxas a minha mão, eu sei que tu queres de mim que te resolva aquilo de que tu não és capaz.
Quando tu com a tua mão bates na tua cabeça, eu sei que tu estás com dores.
Quando tu com a tua mão agarras o meu braço e até me fazes sangue com as unhas da tua mão, eu sei que tu estás inseguro, inquieto, aflito.
Quando tu poisas tua mão suavemente na minha mão, eu sei que tu me queres junto de ti numa conversa em silêncio que nós os dois bem compreendemos sem palavras inúteis.
Pela tua mão tu passas-me o que tu sentes, o que tu de mim queres e precisas.
A tua mão fala-me sem palavras.
A tua mão é a tua linguagem, a tua fala sem palavras.»
                               
                                Manuel Miranda

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Imagens que falam por si.

Domingo de sol, 27 de Novembro de 2011 junto ao poço do Arneiro (Aljustrel - Fátima).
Estas fotos são tão expressivas e profundas que dispensam quaisquer comentários.