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sábado, 1 de junho de 2013

A Bruxa Gilberta

A minha contribuição para homenagear este Dia Internacional da Criança, que é nosso também, pela criança que vive em cada um de nós. 
A história é da minha autoria. Surgiu-me há pouco enquanto jantava.
 Smiley
      
      A Gilberta era uma bruxa muito distraída. Era tão cabeça no ar que os seus maiores disparates aconteciam sempre em terra bem firme.
     Um dia esqueceu-se da vassoura voadora não sabe onde, e quando precisou de sair, numa emergência (tinham-se-lhe acabado os fios de teia de aranha que usava para secar a sua verruga), ligou aflita para a praça de vassouras-táxi.
Pediu urgentemente a vassoura mais rápida que havia, pois os tratamentos de beleza de uma bruxa eram levados muito a sério e tinham prazos de tempo bastante rigorosos.
Foi então que em minutos, junto ao casebre, apareceu a bomba de uma vassoura, último modelo de fábrica, o top das vassouras voadoras - uma VXW100 - modelo supersónico movida a xixi de morcego. 
Porém, a bruxa Gilberta, cabeça-no-ar como sabem, saiu apressadíssima, esquecendo-se da janela aberta...
      Na volta, deparou-se com o casebre revirado do avesso. 
A Gilberta, bruxa de profissão, cabeça-no-ar por sistema e pouco esperta por opção, acabava de ser vítima de um assalto!
     Valeu-lhe o "chauffeur", que é a bem dizer em português significa condutor da vassoura modelo supersónico ter-lhe dado uma mãozinha.  
Quando digo mãozinha, quero dizer que o bruxo Katespero e a bruxa Gilberta deram mesmo as mãos e se apaixonaram bruxamente um pelo outro. 
Voaram sem destino, montados na VXW100, numa noite estrelada de Verão.
E como eu sei que gostaram desta história, imaginem agora, o resto.
..                 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma história de feijões e gorgulhos.

Certo gorgulho passava a vida a encher o bandulho na loja de sementes do Sr João.
Como não gostava de barulho, o gorgulho costumava andar em bicos de pés, de feijão em feijão, fazendo aquilo que todos os insectos da sua espécie fazem em qualquer parte do mundo: gorgulhar!
O gorgulho não fazia barulho porque não era da sua condição, comer e falar ao mesmo tempo.
Era um bicharoco que comia pela calada. Ninguém dava por nada, a não ser o gorgulhão-capitão, o único que conhecia muito bem os costumes e os vícios desta bicharada.
O gorgulhão pertencia à espécie das feijocas, e, por ser maior que os outros, só podia viver num feijão de dimensões igualmente avantajadas. Era ele quem decidia como, quando e quem atacar.
A "gorgulhagem" sentia-se protegida, com um futuro que julgava farto e bem seguro. Enquanto houvesse feijões, havia sustento.
Porém...
Um dia, os feijões decidiram fazer uma revolução. Reuniram em plenário com o feijão-catarino - um feijão fino e respeitado por todos.
Os feijões reclamavam, pois estavam fartos de serem comidos pelos gorgulhos e pior ainda, de ficarem reduzidos a pó. Um  feijão em pó, fosse ele qual fosse, não servia para nada e isso aborrecia-os imenso:
- Eu estou farto de ser mole e de derreter por tudo e por nada! A partir de hoje, quero ser rijo e forte! - exclamou o feijão-manteiga.
No meio da confusão, dos sacos no meio do chão, salta um feijão-preto:
- E eu?! Já pensaram?... Estou farto de ser discriminado. Sou preto mas sou como os outros. Também tenho direitos!
O feijão-preto não se entendia com o feijão-branco. Um tinha a mania que era mais saboroso do que o outro; logo, passavam a vida a discutir sobre quais os pratos em que cada um devia ou não devia entrar.
O gorgulho, entretanto, apreciava esta discussão escondido, e ria a bom rir:
- ... estes feijões desunidos vão acabar todos cozidos num panelão! Para quê tanta discussão?... - pensava ele, imaginando já, o respectivo bandulho vazio, à conta desta contestação.
Para apaziguar a discussão, eis que entra o feijão-frade em acção........................................................

E, meus caros amigos, acabou-se-me a minha inspiração!
Lembrei-me do gorgulho, não sei ao certo muito bem porquê. Talvez porque nos sentimos todos, nesta altura da vida, como que... uns "feijões". Uns "feijões" comidos a cada dia que passa por certos e determinados "gorgulhos". 

Enfim... Haja paciência!

Bom fim-de-semana

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"In the pink of the night" - uma história de relógios... despertadores

A pantera cor-de-rosa é elegante, fina, manhosa e tem um coração de ouro.
Vou tentar resumir-vos a história.

Era uma vez uma pantera dorminhoca.
Era tão dorminhoca que arranjava sempre maneira de dar sumiço aos relógios, despertadores e tudo quanto tocasse. 
Cansada da vida de dorminhoquice que levava e após ter perdido, uma vez mais o comboio, resolveu arranjar uma nova estratégia para os seus despertares matinais custasse o que custasse.
- Arranje-me aí, um relógio despertador eficaz, senhor! Uma coisa que me faça dar um pulo da cama em menos de um segundo. - Exigiu a Pantera cor-de-rosa.
- Pois com certeza! Tenho aqui um relógio de cuco que é um espanto! Ficará bem servida. - Respondeu o "relojoeiro" de quem a pantera era já cliente habitual.
Chegada a casa, instalou o novo contador do tempo e "deu corda ao relógio" para que o cuco entrasse em acção.
E ele, de facto, desempenhou a sua função, e tocou, e cucou mas a pantera dorminhoca, continuava viciada nuns minutos de sono extra.
Furiosa, decidiu ver-se livre daquele maldito relógio de cuco e em especial, daquele cuco malino e irritante.  
Porém, numa noite... 
A elegante pantera, atormentada pela sua consciência, voltou atrás, na tentativa de remediar o mal que fizera ...

Moral da história: A coisa mais irritante deste mundo pode sempre revelar-se mais útil do que imaginas.
Haveria outras mas eu fico-me por esta.
Espero que apreciem este desenho animado da Pink Panther porque é excelente.
Nota) Liguem o som. É essencial.
Bom fim-de-semana.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sim Não

O Sim é o oposto do Não
O Não é o oposto do Sim
Se um diz Sim
há sempre um que diz Não
Se todos dissessem Sim e Não 
O mundo seria uma confusão, Não acham Não?!
Não tem três letras
Sim três letras tem
Sim - (N) + (ão) dá Simão
O Simão é adepto do Sim
Quando está em dias Não
E eu, escrevi este poema do Sim e do Não
Para que os dois sejam amigos assim:
Umas vezes Sim
Outras vezes Não
Tudo depende da nossa disposição!
                    relogio.de.corda (Tentativas poéticas para a pequenada)

Nota) Numa sala de aula, vale tudo para tentar captar o gosto pela escrita. Eu bem tento, mas... a tarefa Não se avizinha fácil.

domingo, 16 de janeiro de 2011

HISTÓRIA DA CAROCHINHA - VERSÂO PRESIDENCIAL para gente crescida

Uma história tradicional reinventada que este espaço virtual, dedica ao actual momento político do país.
Daqui a uma semana, da esquerda à direita, pede-se uma eleição participativa e consciente.
Vença quem vencer; nós, por cá, estaremos para o quer e vier, com uma certeza: o trombone estará sempre a postos para tocar.
Nota) Na imagem, falta o candidato da Madeira, José Manuel Coelho.

                                               (Foto Google)

A história da Carochinha

Numa tarde de calor, uma Carochinha arrumava a sua casa quando se deparou com um cheque de grande valor.
Desconhecendo que pedaço de papel era aquele, correu a perguntar ao vizinho:
- Vizinho, vizinho!... No meio dos papéis e dos jornais, encontrei isto!! O que é? - perguntou.
Por momentos, pensou se seria mais um papel que o desafortunado João Ratão, deixara pela casa, como fazia com todas as outras coisas. Animal mais desorganizado, não havia! Tanto que, a viúva, dava frequentemente graças ao Divino pelo acto misericordioso que o soube levar, desta para melhor.

- Carochinha, minha vizinha. Você está riquinha!! Com este papel, vá ao banco mais próximo. Em troca, hão-de dar-lhe dinheiro. - disse.
Assim que o sol nasceu, bem cedo, se apresentou D. Carochinha, viúva e boa pessoa, numa agência (não sei se era do BPN...) pronta para "aviar" o cheque no valor de 100.000€. 
Regressou a casa, mais pesada e satisfeita do que nunca. Utilizaria a sua pequena fortuna em coisas de que realmente necessitasse. 
O primeiro gasto, destinou-se ao arranjo do buraquito onde morava desde os tempos em que o João Ratão era vivo. Os anos tinham passado e entretanto, a casa encontrava-se cada vez mais deteriorada devido aos Invernos muito chuvosos e húmidos.
(Depois... vem aquela parte da história que todos conhecemos)
A Carochinha, enfeitou-se e com um visual arrasador, foi para a janela, na esperança de encontrar um candidato/companheiro, à sua altura. 

- Quem quer casar com a Carochinha que é simpática, viúva e formosinha? 
- Quero eu, quero eu!- respondeu o primeiro candidato a pretendente. 
- Hum... diz-me lá... o que fazes na vida?
- Sou político e dizem que tenho atitudes e manias pseudonazistas mas é tudo mentira! Sou o José Manuel Coelho e estou aqui, para astear uma bandeira em tua honra.
- Não. Não me serves. Um candidato com atitudes dessas, não serve para a minha casa. Vai embora e não voltes mais!

Esperou pelo seguinte.

- Quem quer casar com a Carochinha que é simpática, viúva e formosinha? 
- Quero eu, quero eu! - respondeu o segundo candidato de papel na mão, declamando uns versos que ninguém percebia.
- Hum... diz-me lá... o que fazes na vida?  
- Sou político e poeta. Chamam-me Manuel Alegre e quero proporcionar-te momentos de inefável alegria. Toma lá esta rosa, minha linda e bela Carochinha que...
- Não. Não me serves. Pensas que me enganas com essa rosa?! As rosas têm espinhos... Vai embora e não voltes mais! 

- Quem quer casar com a Carochinha que é simpática, viúva e formosinha? 
- Quero eu, quero eu! - respondeu o terceiro candidato munido de um calhamaço sobre economia debaixo do braço. 
- Hum... interessante... vejo que estudas muito e sabes muitas coisas. O que fazes na vida? - quis saber a Carochinha.
- Sou político a tempo inteiro e economista nas horas vagas. Aníbal ao teu dispôr. Sei tudo o que se passa nos mercados financeiros, estudo-os e analiso-os mas, no fundo, não resolvo nada porque não gosto de prejudicar e ser contra ninguém, sobretudo se forem meus amigos. Carochinha minha linda, comigo saberás investir a tua fortuna e ficarás ainda mais rica!
- Não. Não me serves. Desaparece seu malvado interesseiro. Para quê querer alguém que sabe tanto e depois nem a gestão da casa sabe fazer?! Ainda davas tudo aos teus amigos e eu ficava de mãos a abanar...Vai embora e não voltes mais!

A mesma ladainha, e, nisto, surgem dois candidatos vestidos de bata branca e estetoscópio ao pescoço. Discutindo um com ou outro, param e respondem:
- Quero eu, quero eu. Respondeu um, enquanto o outro, continuava a demarcar território com empurrões.
- Mau Maria!... Estou a ver que os dois são parecidos. O que fazem na vida?
- Somos médicos e queremos ser políticos a tempo inteiro. Cuidamos da saúde dos outros e estamos felizes e prontos para tratar da tua também, minha saudável e formosa Carochinha.
- Hum... que gesto tão Nobre e agradeço o Defensor cuidado da vossa parte mas, não preciso que me tratem da saúde, desta maneira. Vão e não voltem mais!

- Quem quer casar com a Carochinha que é simpática, viúva e formosinha? 
- Quero eu, quero eu! - respondeu o último pretendente a candidato.
De pisca polos, luzes, lâmpadas e fios aos montões, perguntou a Carochinha cheia de interrogações:
- Hum... és estranho... e trazes tantas ferramentas... O que fazes na vida? 
- Sou técnico electricista e político. Sou conhecido pelo nome de Francisco Lopes mas, na terra, todos me tratam por "Chico da Luz". Estou aqui para te guiar, minha cara e simpática Carochinha. Quero dar-te os melhores conselhos; dizer-te que nunca entregues a tua fortuna nas mãos dos grandes capitalistas e desses banqueiros corruptos e ladrões. Eles levam tudo e nunca deixam nada!
A Carochinha parecia encantada com aquele discurso...
- Pois... Vejo que pareces preocupado com a minha situação. Gosto do teu falar... Quererás ser tu, aquele que iluminará o meu caminho?

Nisto, a faísca da paixão (amor... ou o que lhe quiserem chamar), despertou entre os dois. 
A Carochinha, guiada pela permanente luz do seu amado, viveu feliz para sempre. 
Escusado será dizer que os dois, aplicaram com um sucesso estrondoso, a fortuna dos 100.000€, numa exploração de pirilampos que passou a produzir electricidade a um custo mais baixo, levando  a sua concorrente à falência.
                                 FIM

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O tempo, o vento e a menina

Ontem, foi dia de visitas. Dificilmente uma pessoa consegue desligar-se da profissão, até mesmo nas férias. Devia ser proíbido pensar em "trabalho" num TEMPO supostamente reservado ao lazer e ao descanso. 
Mas bom... podia acontecer algo bem pior do que receber a visita de uma criança (ex aluna) e divertir-me com ela a fazer uns poemas e uns desenhos sem pés nem cabeça...

Nota) O desenho é da minha autoria, apenas fui desenhando aquilo que me foi pedido, mas atenção!... Não tenho o mínimo jeito para desenhar!!! Na melhor das hipóteses, estaremos perante uma espécie de pintura muito naif  que é, neste caso concreto, uma forma de desenhar também muito influenciada pela profissão.




                                                                    Poema                                                                   
           O tempo e o vento


Tempo que deixa uma menina pendurada
é tempo que não vale nada.
Tempo, hoje vi-te fugir de mim 
não gostas de mim, assim?!
Tempo , tempo, tempo
por três vezes a menina te chamou,
tu, embalado no vento que te levou
nunca mais voltaste
Tempo, tempo...
 mas que grande traste!


Eis o desenho da verdadeira artista