segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

ANOS NOVOS

Abrindo um pouco a janela sobre o que vai acontecendo de "interessante" pelo mundo.

A Miss Universo envia mensagem a Miss Colômbia (fica sempre bem entre beldades e rivais); o novo Star Wars chega aos mil milhões em tempo recorde; a Samsung aposta em força nos smartphones mais baratos; o Kentucki multa dona do Pokerstars em 870 milhões de doláres;...
"É a vida", dirão alguns. 
Na verdade é mesmo: a "Vida"; a secção de uma página informativa online, conhecida no universo batráquio pelo nome de "Sapo". 
Ao deslizarmos pelo dito site, damos de caras com a "Opinião", deles evidentemente - VIP's colunáveis -.
Eis pois então, na secção em causa, Catarina Furtado opinando sobre "O ano que não acaba aqui"
E eu, que até estou sem vontade nenhuma de ler qualquer uma das referidas secções, pus-me a matutar...
Pois não acaba, Catarina! Depende do ano (se é civil, judicial, fiscal ou escolar, por exemplo). Também dependerá de um cem número de fatores, que dirão respeito a cada um. 
Eu por mim, os anos (civis, fiscais, etc) podem terminar sem problemas de maior. Não faço questão de me chatear mais do que já me chateei; nem que me chateiem mais do que já me chatearam.
Mas pensando bem. Tens razão, Catarina! Nada acaba, só porque o ano mudou para um dígito acima. A Vida, a nossa, a real, continua.
Sem ganhos milionários, sem apostas em força no que quer que seja.
Lá fora, a terra continua a girar. São 15h30 da tarde e o dia escureceu devido ao mau tempo. 
A chuva irrequieta, bate fortemente nos vidros. O vento desalmado, sopra em todas as direções. 
Mesmo assim, a vida há-de continuar; um dia atrás do outro.


Voltarei para o ano. BOM 2016!
 


 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Sonhos de Natal (não provocam danos colaterais na dieta)

Sonhos de Natal: receita

Juntam-se os seguintes ingredientes:
- "Peace & Love" à discrição,
- Criatividade e imaginação em doses razoáveis,
- Passeios aqui e acolá (não precisam ser passeios dispendiosos),
- Tempere com perseverança à discrição. Abuse da lealdade.
Verifique os ingredientes e os temperos, e retempere as vezes necessárias.
Polvilhe estes sonhos com esperança e paciência misturados.
O resultado final será um estado de bem-estar interior que fará inveja a qualquer gourmet, apreciador desta iguaria dita natalícia.
Uma vez que estes "sonhos" não prejudicam a saúde, nem a dieta, faça-os sempre que lhe apetecer, independentemente de ser Natal ou não.
Boas Festas a todos os meus amigos e amigas!


 














quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

In Certezas

    Era uma vez um homem; um homem que podia ser qualquer um, mas este, era certamente diferente.
Era um homem com ocupação incerta, idade incerta, nome incerto, estado civil incerto,... Tudo nele era mais do que incerto e improvável.
Defendia com garras de leão, a incerteza. 
Comemorava uma efeméride que mais ninguém conhecia: o Dia Mundial da Incerteza, com a firme certeza de que era o dia mais importante para a humanidade. 
Detestava naturalmente aquilo que outros apreciavam artificialmente.
Como incerto que era, preferia não comemorar aniversários. Nunca conseguira averiguar ao certo, o dia em que a sua mãe, também ela em parte incerta há muito tempo, o dera à luz.
A incerteza dominava-o. A certeza amedrontava-o.
Este homem que até podia ser qualquer um, morava na cidade. Num apartamento, mais precisamente.
Sonhava viver - era certo- numa casa de madeira junto ao mar, onde ouvisse o marulhar das ondas.
Era uma vez este homem. Esperava sempre pelo irritante "pi-pi-pi" do camião do lixo, que passava religiosamente à mesma hora, todas as noites na sua rua. Só depois recolhia ao vale dos lençóis.
E continuava a sonhar.
     Era uma vez uma mulher que podia ser qualquer uma. Talvez fosse certamente diferente.
Tudo nela era incerto e improvável; até a sua peculiar distração.
Estaria de certeza só, também... Comemorava o Dia Mundial da Incerteza, num fim de tarde, em pleno Outono de 2030...
 
 Cumbia Sobre el Mar - Quantic & Flowering.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ano sexto

Estive para desistir, mas nunca consegui. Sentia pena de deitar fora algumas (bastantes) horas de pensamentos, de pesquisas guardadas sobre assuntos que tanto me interessavam. 
Da prosa à poesia, passando pela informação, foi assim durante dias, semanas, meses. Deste passatempo virtual nasceu um grupo com o mesmo nome, e nele conheci pessoas reais que ainda hoje dão horas certeiras na minha consideração.
Este é o bloque que conta o que não tem contagem possível.
Mas agora que seis anos passaram, confesso.
Que o Tempo é importante  (já sabíamos). Que o Tempo continua a ser tudo o que nós quisermos que seja (também sabemos), embora nem sempre o punhamos em prática para benefício próprio.
Que o Tempo pode ser o tudo ou o nada; o absoluto ou o relativo; aquilo que nos torna pessoas felizes, de bem connosco e com os outros;  mas também pessoas infelizes, vazias e revoltadas contra tudo e todos.
Este é o espaço que fez companhia ao Relógio de Corda ao longo desta meia dúzia de anos.
Um Relógio de Corda que é voz de mulher, mas também de homem, e outras vezes de criança.
Foi companhia e companheiro nas horas de solidão, de tristeza e de alegria.
O tique taque silencioso e solitário que me ajudou, verdadeiramente, a ultrapassar alguns momentos menos bons da vida.
Para ele e para mim, que continuamos a dar corda à vida, parabéns!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Jogos

Dos jogos da infância, relembro com saudade, o jogo das escondidas e a sensação única que tínhamos quando alguém nos encontrava. 
O jogo das escondidas adaptava-se às condições físicas, consoante o local: no recreio ou num largo, ou dentro de casa. 
Em casa, onde o espaço nem sempre dava para grandes esconderijos, escondíamo-nos debaixo das camas. E sentíamos ganhar o mundo quando se ouviam passos e ninguém nos encontrava.
Porém, com a continuidade, os escondedouros tornavam-se demasiado óbvios. Cantos e recantos, fossem da casa ou do recreio, ficavam mais do que explorados, e o jogo das escondidas rapidamente deixava de ter a graça inicial. Era chegada a hora para desmobilizar. Inventar novas brincadeiras, era preciso!
E os anos passaram.
E com os tempos, outros jogos foram sendo descobertos; brincadeiras de todo o tipo e com os mais diversos meios.
E com o tempo também, nos tornámos adultos, por vezes, adultos egoístas com resquícios e comportamentos de crianças. 
E pese a infância vá lá longe, é como se aquela adrenalina provocada pelo ingénuo esconderijo debaixo da cama, extravasasse para outras dimensões; para outro tipo de brincadeira, que, ao contrário do jogo das escondidas da nossa infância, usa meios mais sofisticados, mais dissimulados. 
Estes sim, os jogos que de uma forma ou outra, consciente ou inconscientemente, jogamos, tão cobardemente mais perigosos, às escondidas ...  


sábado, 5 de dezembro de 2015

Sem título

Para onde quer que aquele menino dócil tenha ido, que tenha seguido direitinho por um caminho doirado (les chemins dorés, como na canção), para um paraíso onde possa continuar a ser feliz com outros meninos iguais a ele.
E já que a morte é certa e tão dolorosa, aproveitem a vida e as pessoas que vos são mais caras.

Bom fim-de-semana!