quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Parvoíces de um poeta

Parvoíces de um poeta

Sinto uma necessidade extrema de amar alguém
como não me atrevo amar-me a mim mesmo.
Sinto fisgadas de ansiedade.
Sinto necessidade de momentos loucos
com quem tenha necessidade de ser tão louco como eu.
Esta ânsia, esta fome!...
Mas não me afocinho no desejo da carne
ou de fazer de uma mulher carne para sobreviver.
não sou nem preciso de nada disso
prefiro sonhar em jogos loucos do que jogar com a vida de alguém.
Sinto-me como não fosse daqui!
Não me sinto desta terra, deste lugar nem mesmo do meu próprio eu.
Um estranho no meio de tantos estranhos.
Sei que sou um ser lavado e que já fui levado desta vida há muito
mas não sou um ser estranho por mais estranho que pareça.
Sei que existo no meu mundo. Um mundo que é só meu
que só eu entendo e que só o entende quem quer.
Escondo-me sob a vontade louca que tenho:
O sonho de ser sedutor!
Amante da razão de querer amar alguém.
Mesmo escondendo-me nas minhas palavras
não escondo que o meu sangue fervilha por jogos loucos de amor.
Sinto-me fora da minha vontade
sou um menino fora de validade
sou um homem sem vaidade
e sou um poeta louco que não respeita as leis da gravidade…
Sentimentos que se deslocam!
Sentimentos que me colocam com vontade de amar
que me confundem e destabilizam na minha maneira de ser.
Sentimentos fotografados
tempos esgotados na minha fertilidade.
Razão do que sou, sentimentos espelhados
por quem se quer ver mas não em mim .
Pergunto-me se o sentimento existe.
Pergunto-me se o amor existe.
Pergunto-me todos os dias se eu próprio existo
e cada vez mais tenho a certeza de que não.
Mas vender-me nunca!
Por isso quero entregar-me a quem me ame
a quem consiga desfolhar todas as páginas de quem sou.
Não sou exemplo para ninguém
e muito menos me aproximo do exemplo de alguém
pergunto-me o porquê de ter o direito a ter sentimentos
pergunto-me o porquê de me sentir obrigado a ser quem sou
quando só quero ser um menino.
Sou um poeta cheio de sentimentos por alguém
que simplesmente tenha a humildade de ser simples.
Não quero viver só por viver
não quero ter só por ter
não quero ser só por ser
não quero estar aqui só para aqui viver
mas sim em todo lado e em todo o lugar
em toda a terra semelhante ao pensamento que me leva
a escrever o que sou.

Poeta do silencio (com link)
(Todos os direitos reservados)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Whatever it Takes

A cada dia que passa muitos dos nossos neurônios morrem. Faz parte, ou como diria o meu pêndulo mor: "É a vida!!".
Processo involutivo, irreversível, porém tramado. A velocidade das conexões entre neurónios altera-se. Cognitivamente, ficamos menos agéis, o que é naturalmente lógico tendo em conta o cômputo geral das restantes capacidades.
Talvez nos apercebamos então, que poderemos estar no começo de uma caminhada (caminhada na melhor das hipóteses. Pois antes isso do que uma doença neurodegenerativa), sendo certo e sabido que a dita caminhada terminará com o ingresso de todos nós na faixa etária dos novos-velhos do século XXI. 
Se viveremos melhor ou pior, como e onde, ou quem nos aturará (prefiro cuidará que é bem mais simpático), são questões às quais somente o Sr Tempo saberá responder.
Whatever it takes, custe o que custar, não me incomoda, nem me assusta fazer parte dos novos-velhos do século XXI, desde que consiga envelhecer com algum espírito jovem, alguma saúde e uma razoável capacidade auditiva para ouvir esta e outras músicas.
Frankie Chavez, é um músico português, e toca, e canta assim. 


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Made in... Marinha Grande (Leiria), Portugal

Porque é importante divulgar o que de bom se faz por cá...

André Barros nasceu a 26 de Outubro de 1984, na Marinha Grande, Portugal. Formado em Direito e sem qualquer anterior experiência ou estudo de teoria musical, pelo verão de 2006 começa uma viagem que lhe dá hoje os primeiros resultados musicais, com os quais pretende contribuir para uma carreira longa na arte de compor e interpretar músicas originais.

Boas músicas e boa semana!



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Onde reside a beleza

Não tem de estar necessariamente num homem, mulher, jovem ou idoso; num metro e tantos de altura; num tal belíssimo par de olhos azuis ou verdes; naquele corpo esbelto ou numa tal toilette ... 
Falo da beleza que escapa aos clichés, da beleza genuína. Aquela que caminha naturalmente ao lado e para lá do Tempo. Aquela que não se vê, mas que se sente. 

De há um Tempo para cá, sem dia nem hora marcada, cruzo-me frequentemente com ela - a beleza -. E eu gosto deste encontro.

Curvada pelo peso dos anos, talvez mais de oitenta, traz no pescoço um colar de proeminentes pérolas brancas.
Leva a sua malinha preta na mão, a mesma que cruza com a outra, mais ou menos à altura do peito. E vai seguindo devagar, serena e segura, pelas bermas e ruas da vila. 
Julgo que viverá para os lados do castelo e que gosta de passear na companhia de outra amiga, também ela rapariga do seu tempo.

Hoje voltei a vê-la, sozinha. Empurrava um cesto de compras com rodas.
Trazia um cachecol verde vivo, saia e botinhas pretas "a condizer" com um casaco azul escuro. O cabelo curto, branco, penteado para trás, realçava-lhe as faces rosadas e aquele ar ternurento e simpático que tem.
Atravessava a ponte. A certa altura parou. Presumo que o fez para contemplar a paisagem, apesar do frio...
Mas eu... Prossegui, pensativa, a minha viagem dentro do carro.  


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

"O infinito é o verbo fora do espaço e do tempo"

Falando de gente imortal que vai desaparecendo...
Luísa Dacosta e esta excelente entrevista.

"Acho que temos uma língua privilegiada. É uma língua que tem dois tempos. Um para o tempo que se gasta, que é o estar, e um tempo para a eternidade, que é o ser. É das poucas línguas no mundo que tem isso. Depois temos uma coisa espantosa, miraculosa, que é poder conjugar pessoalmente o verbo no infinito. O infinito é o verbo fora do espaço e do tempo. Penso que é a única língua do mundo que consegue meter o tu dentro do eu. Quando digo "eu amar-te-ei", mete o "tu" e depois é que fecha o verbo. Temos essa possibilidade espantosa. A nossa língua é mitológica"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Amorr Amorr

Parece-me bem um blablabla alusivo ao Dia dos (E)Namorados, que fale do Amor Amor - um perfume da Cacharel - e do cheiro bom que tem. Parece-me bem mas não sei se isto sairá assim tão bem.
O blablabla de hoje poderá ser uma treta qualquer, como provavelmente o restante conteúdo deste post. No entanto, acabei por esbarrar num artigo que me despertou a atenção. E não tardou que o meu pensamento esquecesse o perfume da Cacharel para se debruçar sobre o tal sentimento que, não só move a maioria dos relacionamentos entre humanos, como o dos negócios da perfumaria, da floricultura, da joalharia, entre outros, sobretudo nestes Dias.

Este artigo  faz uma antevisão de como poderá ser o amor no futuro; o amor na era do "Homo Internauticus". Interessante e divertido, há nele algumas verdades.  
É agradável afirmar (e sempre com convicção) que, sim, o amor existe. Sempre existiu e existirá de todas as formas possíveis e imaginárias, nas alturas certas e/ou com as pessoas certas. Se porventura for o contrário (isto é, com as pessoas erradas)... Mais cedo ou mais tarde, o tempo encarregar-se-á de as desvendar e lhes indicar um caminho novo, quiçá novas oportunidades. 

Como é de tempo que fala este Tempo, nada como uma viagem através dele para trazer à memória alguns pares românticos da Humanidade: Tristão e Isolda, Pedro e Inês, Romeu e Julieta, Adão e Eva...
Em relação ao último par, não devia considerar-se válido para efeitos desta estatística cor-de-rosa, uma vez que -dizem- foram os primeros (e únicos) habitantes na terra. Não tiveram concorrência, foram os precursores do nudismo, e ainda por cima tiveram uma sorte bestial: viveram num paraíso sem voyeurs, sem câmaras, sem tv's, sem net's e sem shoppings por perto! 
Perderem-se de amores um pelo outro, era o cenário mais provável. Contudo, o que é bom, como se sabe, é pecado, faz mal ou acaba.
Oh sina triste, a do Adão e da Eva!

De regresso ao presente.
Existirão sempre homens e mulheres, amores e desamores, ilusões e desilusões, vidas difíceis decorrentes deste corre-corre incerto de uma sociedade onde impera o individualismo, a mentira e a futilidade. 
Uma coisa parece certa; o amor não perde a sua nobreza, apesar de ter perdido uma mais-valia: a eternidade.

Sejam felizes, independentemente do Dia!
Little Bird..., I love you.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

António Homem

"Não comprometas o teu presente por causa do futuro, porque o futuro é sempre surpreendente. Procura fazer uma coisa que não fazes para ser pago; faz uma coisa que pagarias para fazer. Foi a minha vida. Passei-a a fazer uma coisa que eu pagaria para fazer."
                                               António Homem (com link)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A borracha Apaga-Tudo

O último grito em material de desgaste para adultos tem estado a fazer grande sucesso na faixa etária,  entre os 30 e os 70 anos.
A borracha Apaga-Tudo faz desaparecer até os traços mais indesejáveis da sua vida. Com qualidades inegáveis, esta borracha apagadora de vivências e outras experiências, tem a particularidade de não deixar marcas, ao contrário das borrachas convencionais.
A eficácia desta borracha continua até hoje no segredo dos Deuses, não se conhecendo quais os compostos químicos que fazem parte da sua composição.
A borracha Apaga-Tudo encontra-se disponível numa esquina da sua memória, com a vantagem de ser totalmente inócua para o meio ambiente.
Use e abuse dela!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Fintar o medo

A prova de que medo nem sempre leva a melhor e consegue ser vencido, é enfrentá-lo. Diria mais; é fintá-lo. 
Fintar, agir para enganar ou ludibriar alguém. Fintar, levedar, fazer crescer. Fintar, acreditar, confiar.
Não sei como se finta o medo no sentido de o enganar. Nunca tive jeito para certo tipo de jogadas. Nunca fui hábil na arte de ludibriar. Mas sei que "levedando" o medo, crescem medos sem fim que se propagam que nem ervas daninhas. 
Prefiro portanto, o último dos significados: fintar, acreditar, confiar. 

 

Portugal: Beira]  Levedar, fazer fermentar.

"fintar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fintar [consultado em 02-02-2015].
Portugal: Beira]  Levedar, fazer fermentar.

"fintar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fintar [consultado em 02-02-2