quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O cobertor de papa

Lembro-me dos cobertores de papa quando era criança. Lembro-me o quanto eram pesados e felpudos. Alguns já com marcas das traças, tinham aquele cheiro característico que eu detestava, porém, cumpriam na perfeição o papel para o qual estavam destinados: proteger do tempo frio.
A noite passada, a cama ganhou mais um cobertor... não de papa... porque o frio, esse, começou.


A história deste famoso cobertor encontra-se nestes dois sítios virtuais.
aqui ou aqui

Percentagens...

Liberdade...
Liberdade a 60%, deixando espaço aos restantes 40% para serem repartidos da seguinte forma:
10% de saudade, 5% de amizade, 5% de cumplicidade, 3% de indefinição, 2% daquilo que bem entenderem, 1% de tristeza e 14 de paciência.
Liberdade a 100%... não tenho. Mas se tivesse, enviaria este post publicamente para os tais 3% ...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Gramanços...

E ter a noção de que podemos ser lidos por pessoas que não nos gramam, que nos detestam ou que não gostam de nós, é proporcionalmente tão emociante como sermos lidos por pessoas que nos gramam, que nos amam ou que gostam de nós.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os sentidos únicos, obrigatórios e proibidos

A vida é um texto escrito que reformulamos incessantemente.
Acrescenta-se, retira-se ou altera-se a ordem das palavras ou das frases, e estas ganham outros sentidos: sentidos únicos, sentidos proibidos, sentidos obrigatórios, sentidos sentimentos.
A vida é um texto escrito cheio de interrogações, cheio de exclamações.
Pode acabar com reticências...
Pode acabar com um ponto final parágrafo; ou não.
  

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Farta, fartinha desta fartura de gente

Se os cidadãos de um país continuarem amochados perante tantas injustiças cometidas contra os seus direitos, contra a sua profissão, contra a sua saúde, contra a sua dignidade enquanto seres humanos... Se quiserem mudar alguma coisa, só existem dois caminhos: ou nos revoltamos a sério e vamos todos para a rua fazer barulho, ou continuamos estupidamente mansos, tansos, uns meros espectadores deprimidos e insatisfeitos, vendo uma cambada de imbecis destruírem vidas e um país inteiro.
Não me conformo. Nunca me conformarei com injustiças. Está-me no sangue! Por isso, deixo aqui este apelo.
Você? Tu, aí desse lado?... Do que estás à espera para te revoltares também? Eles continuam a comer tudo, a não deixarem nada e tu vais deixar que isso aconteça? 
Revolta-te, intervém, sê crítico e mostra-o a toda a gente. Quem cala consente.

Bom fim-de-semana, na mesma!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

George, the little pig

Peppa pig é uma série animada britânica cujos protagonistas são os membros de uma simpática família de porcos. Aliás, uma série muito boa (eu acho).
A Peppa tem um irmão, o porquinho George, e o George não chega a tempo para ouvir e ver o cuco do relógio...  
(Good night my little piggies)

Smiley



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sou, de Jorge Luis Borges

Sou  

Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.

Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

sábado, 12 de outubro de 2013

Happy


Motivos para batermos palmas... parece que não temos, e cada vez temos menos.
Mas que estes simpáticos bonequinhos e esta musiquinha me deixam instantaneamente e momentaneamente bem disposta, é uma verdade, malgré tout.
Sendo assim, votos de bom fim-de-semana para todos os "tempistas" e para os outros que o não são.

  Smiley

                         Clap along if you know what happiness is to you.  



terça-feira, 8 de outubro de 2013

"En faisant glisser du sable, J'écris un poème contre le temps".

Si je fais couler du sable
De ma main gauche à ma paume droite,

C'est bien sûr pour le plaisir
De toucher la pierre devenue poudre,

Mais c'est aussi et davantage
Pour donner du corps au temps,

Pour ainsi sentir le temps
Couler, s'écouler

Et aussi le faire
Revenir en arrière, se renier.

En faisant glisser du sable,
J'écris un poème contre le temps".

Eugène Guillevic dans Art Poétique, Editions Gallimard, page 223.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013