segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Meia dúzia é melhor



Enquanto a curiosidade científica e a imaginação do Homem assim o permitirem, que não acabem as teorias e as conspirações sobre uma pseudo existência de vida (ou ex vida) em Marte. 
Excluindo, claro, alguns políticos e algumas pessoas que talvez até gostassemos de recambiar para longe; imaginemos um novo planeta... Um planeta a meia dúzia de passos (nunca de Coelho!!!!) deste. Um planeta perfeitamente habitável, apetecível e acessível a qualquer terráqueo.
Já pensaram quem e que objectos gostariam de levar convosco?... Eu já pensei mas não digo.
Smiley

Escolham meia dúzia de pessoas. Escolham meia dúzia de objectos e ala que se faz tarde!
Aguardamos todos por notícias vossas. :-)
 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"Não sei por onde andas..."

Chama-se:

Mal ao Longe
                 por Nuno Camarneiro

Não sei por onde andas agora 
lembro-te cada vez mais longe
em dias assim, de chuva, de noite
fechado nisto que não mudou
Vejo-te às vezes por essas ruas
se por acaso chega o Outono
ou dores antigas e maiores
vejo-te às vezes por essas ruas
E digo adeus, sincero, míope
as sílabas todas do teu nome
o único poema que sei de cor
e grito cada vez mais longe

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

For "The Man With The Child In His Eyes"

For the man with a child in his eyes... Maybe for the man with a smile in his face...
Where are the eyes? Where is the smile? Where is this man?


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Para os amigos, um relógio especial

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"

sábado, 21 de setembro de 2013

O Primeiro Outono

A 21 de Setembro é suposto começar uma nova estação: o Outono. 
Mas nem sempre a teoria se aplica à prática (pelo menos no imediato), portanto, resta-nos gozar, ainda, esta brasa de calor que o Verão deixou ficar, sabe-se lá porquê...
Talvez tenha partido, teoricamente, com saudade. À força, eu sei que partiu, porque a astronomia dita que assim seja. 
Seja como for, obrigada Verão por deixares esta réstea de brisa, de calor e de luz. 
Eu sei que vou ter saudades tuas também... Não te digo até sempre, porque sei que voltarás no tempo certo e na data marcada. Encontrar-nos-emos em Junho de 2014, se não houver azar...
E tal como no vídeo, o encontro de duas forças, sejam elas quais forem, originarão sempre algo de extraordinário e belo.
Bom fim-de-semana, e para vós, o meu até sempre.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Frases com pouco sentido

Haveremos sempre de servir para alguma coisa ao longo da vida. Tudo depende das suas fases e de cada um de nós. Acomodar-se à passagem do Tempo, dos anos, da idade... não é uma boa escolha.

«A partir dos 60 parece que já não servimos para nada»

          (Marinho Peres, treinador brasileiro de futebol)


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

16/9/2013: o dia D (e por que não um dia B, F, J, A...?)

É fantástica esta máquina do tempo.
Pudéssemos nós voltar atrás no tempo, para retocar, mudar, alterar... isto ou aquilo.
Votos de um bom ano lectivo para todos os professores deste país, e sobretudo não esquecer: há mais vida para além da escola! Mesmo que tenhamos pouco tempo de sobra para outras actividades.
Para aqueles que, infelizmente, não estão a exercer, fica uma mensagem de esperança: é urgente acreditar em melhores dias.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cartas a Sandra

O teu ar. O difuso da tua face. O teu olhar terno e triste. O teu ser. Muitas vezes quero ver-te assim e não vens ao meu querer. E às vezes vens sem te chamar.

                           Cartas a Sandra, Vergílio Ferreira - Edição Círculo de Leitores -

Tenham um excelente fim-de-semana.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Não me façam rir: Passos e Crato inauguram escolas já inauguradas?

Um título como este tem o q.b. de "graça". Mas pior do que esta graça sem graça nenhuma, é aquilo que está à vista de muitos: um governo desgovernado, desvairado, descoordenado, querendo à força toda agradar (já nem se sabe muito bem a quem...) e mostrar serviço feito semanas antes das eleições. 

É caricato. É vergonhoso. É ridículo mesmo!
Para quando um fim a toda esta palhaçada?

Passos e Crato inauguram escolas já inauguradas (10/09/2013)

http://expresso.sapo.pt/passos-e-crato-inauguram-escolas-ja-inauguradas=f829853 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vem andar e vooooaaa...........

Há um vilarejo ali 
Onde areja um vento bom
...
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
...
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Os estragos das tropas francesas em Alqueidão das Contas

Instalados na aldeia, os soldados franceses começaram a espalhar: morte, terror e fome.
Houve incêndios e saques indiscriminadamente nos locais de culto (a igreja foi transformada em cavalariça e dormitório), e nas humildes casas dos aldeãos, roubados os bens de maior valor.
Para o aconchego dos respectivos estômagos, e enquanto durou o cerco à aldeia, os invasores despojaram  casas, levando toda a espécie de géneres alimentares. Para outro tipo de "necessidades", serviram-se de algumas raparigas (e não só).
     «Escoltadas por quatro soldados chega ao quartel igual número de raparigas da aldeia para dar continuidade à festança...» - página 68
Das violações consumadas, nasceriam as tais crianças "russas" (loiras e de pele clara) que haveriam de perpetuar características fisionômicas nas gerações vindouras, em algumas famílias de Alqueidão das Contas.

Mas voltando ao invasor... Até na escolha da habitação que lhes serviu de quartel general, os franceses não se fizeram rogados:

     «Das casas que o comandante do esquadrão já inventariou, agrada-lhe para sua residência a enorme casa agrícola junto ao Prazo, situada no Fundo do Lugar a escassos quinhentos pés a norte da igreja paroquial. Na verdade, este edifício sobressai do pobre casario local por ser uma construção volumosa, de dois pisos, com avantajdo pé-direito, onde não falta uma grande varanda virada a norte, com degraus de calcário negro e um elegante alpendre. Esta casa, que já fez parte de uma granja dos frades de Alcobaça, é agora habitada por uma das famílias mais abastadas da freguesia. O tenente Rémy e seus homens expulsam os legítimos proprietários e tomam posse da residência» - página 44/45


                                     
 (Desenho e painel em azulejo, da autoria de Francisco Jorge Furriel)

No local escolhido para quartel general, existe actualmente uma casa onde se pode ver este painel evocativo da famosa granja dos frades de Alcobaça.

Foi a última publicação dedicada ao "Avô Capitão".
Espero ter despertado o interesse pela leitura do livro porque é de facto, uma história interessante; as aventuras do Manuel (o avô que se torna capitão) que é levado, criança ainda, pelas tropas francesas, largado em Biarritz e o que faz pela vida, até à sua morte...

De referir que este livro é todo ele made in Alq.das Contas.
Para além do autor que já conhecem, o irmão (Rui Gabriel) encarregou-se da capa e Jorge Reis Amado (um conterrâneo e primo afastado dos anteriores citados, presumo), o revisor.
Por mim, estão todos de parabéns! 

(Para aquisição do livro, seguir esta ligação)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

"A Manhã Vai Rindo": música pela Banda "Capitão"

A Banda "Capitão", ocasionalmente formada por netos (7ª geração) de Manuel Pereira Roque - o Avô Capitão - mostrou os seus dotes musicais por ocasião do lançamento do romance.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A aproximação das tropas de Massena

Escrever um livro não implica só, ter criatividade, gosto ou "queda" para a escrita. Por vezes, é necessário um grande trabalho de pesquisa. 
No "Avô Capitão", a pesquisa relativa ao período das Invasões Francesas em Portugal é bem evidente. 

    «Um exército de 60 mil homens, que conta com alguns oficiais portugueses, está motivado e preparado pas as manobras de invasão que já se iniciaram.
     Cercam a vila de Almeida, que se rende após a explosão do paiol das munições. A cidade de Viseu também não resiste à força militar de Masséna que parece imparável rumo à capital portuguesa. Só no Buçaco, após sangrenta batalha, é infringida uma primeira contrariedade ao exército invasor.
[...]
     Dirigindo-se para sul, o exército francês ocupa e saqueia a cidade de Coimbra, aumentando o espetro de destruição e pilhagem na terra queimada por Wellington» - (páginas 16/17 - Avô Capitão)

(Cont.)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sobre o autor de "Avô Capitão"



João Amado Gabriel nasceu em 1962 na aldeia referida no vídeo (omissão propositada para vos "obrigar" a ouvir a entrevista). Fez os estudos superiores em Coimbra, onde se licenciou em Engenharia Electrotécnica.
Foi professor na Escola Secundária de Porto de Mós, tendo mais tarde enveredado pelo jornalismo televisivo, "um sonho de criança", segundo o próprio.
É repórter de imagem na TVI desde a sua fundação, em 1993, sendo igualmente formador convidado no CENJOR, Centro Protocolar de Formação para Jornalistas, onde dá formação sobre operação de câmara e sensibilidade jornalística.
"Avô Capitão" é o seu romance de estreia.
(informação retirada da obra do autor)
                                                               (CONT.)