quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Avô Capitão e o prefácio de António Luis Marinho

António Luis Marinho (Director-Geral de Conteúdos da RTP) escreveu o prefácio do livro em destaque nas minhas próximas publicações.




Um livro especial, não só por razões pessoais, mas fundamentalmente, porque é uma narrativa bem estruturada, baseada e construída a partir de factos históricos e reais, que ocorreram numa aldeia da Serra d'Aire e Candeeiros, no século XIX, durante uma das invasões napoleónicas em Portugal.
Caros amigos, conhecidos, leitores e seguidores.
Tenho o prazer de vos dar a conhecer o "Avô Capitão" de João Amado Gabriel, o autor, que virá "apresentar-se" na próxima mensagem blogosférica.
Por agora, fiquem com um excerto da apresentação pública do livro, no passado dia 27 de Julho, e as considerações de António Luis Marinho.

(O "Avó Capitão" pode ser adquirido aqui)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Assim me explico"

Assim me explico
           Celina da Piedade

«Asim me explico
Assim me fico
Assim me entrego
Assim te espero...»


E assim me vou, ao som do acordeão, do metalofone e da voz bonita de mais uma artista portuguesa.


Mais informações sobre Celina da Piedade, aqui (sapo.visão), na página oficial ou no facebook da artista.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Canção à ausente, por Pedro Homem de Mello

Não façamos dos braços mudos ciprestes... para não deixarmos passar a vida.

BOM FIM-DE-SEMANA!

Canção à Ausente  

Para te amar ensaiei os meus lábios...
Deixei de pronunciar palavras duras.
Para te amar ensaiei os meus lábios!

Para tocar-te ensaiei os meus dedos...
Banhei-os na água límpida das fontes.
Para tocar-te ensaiei os meus dedos!

Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!

E a vida foi passando, foi passando...
E, à força de esperar a tua vinda,
De cada braço fiz mudo cipreste.

A vida foi passando, foi passando...
E nunca mais vieste!

Pedro Homem de Mello, in "Segredo"

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Histórias Desencontradas II


«O jantar às 8 horas da noite debaixo dum silêncio sepulcral era interrompido por um ou outro comentário fútil.
- Como passaste o teu dia?... Saíste hoje?
- Sim, sim... Estive com a Ticha e fomos ao Centro Comercial. Comprei aquela t-shirt lindíssima de que te falei, lembras-te?... Estava em saldo e sabes como eu sou. Não podia perder a oportunidade.
[...]
Em boa verdade, e já não era de agora que Manu - como era conhecido no círculo de amigos mais chegados - começava a sentir-se melhor fora daquele ambiente do top do chic-lique e do socialmente correcto. Refugiava-se no seu gabinete, onde criava e projectava vivendas de luxo, incapaz, porém, de projectar a sua própria vida, os seus próprios sentimentos.
Era um arquitecto de renome, bem sucedido profissionalmente. Os seus quase 60 anos e os trinta e cinco de profissão permitiam-lhe uma vida sem preocupações financeiras de maior. O filho, o único que tinha, vivia nos Estados Unidos para onde fora trabalhar como investigador, numa conhecida marca farmacêutica. A mulher, Rosane, mais velha três anos, gozava agora a aposentação, fruto da sua actividade profissional enquanto engenheira do ambiente, no Ministério da Agricultura.

Havia dias que Manu abominava as conversas culturais, a política, a economia, o seu trabalho, a sua vida, as visitas e os encontros de amigos, quase sempre os mesmos, quase sempre os da Rosane.
Sentia-se out, fora, desajustado. Por uma vez na vida encheu-se de coragem e resolver afastar-se. 
O fim-de-semana era prolongado. Seria agora ou nunca.
Levantou-se na madrugada de Sábado, após umas horas de sono mal dormidas. Olhou para o rosto displicente de Rosane, que dormia profundamente graças aos ansiolíticos que tomava desde a partida do filho, ia para três anos.
Antes de sair, Manuel colou um daqueles papéis autocolantes na porta. Sabia que a mulher o iria ler assim que saísse para mais um daqueles encontros matinais, com as habituais amigas no café do costume.

                                            Rosane
Sei que vais ficar preocupada... Mas preciso de me afastar por uns dias.
Conto regressar na Segunda-feira à noite. O telemóvel fica. Depois conversamos.

                                          Desculpa-me. Gosto muito de ti.
                                                 Manu »

                                                   In Histórias Desencontradas, Perpétua Perez

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Educação Proibida: um documentário a não perder

Eis um vídeo que todos deveriam ver e ouvir, principalmente professores.
Os novos paradigmas da Educação; um paradigma que lembra e se parece cada vez com uma linha de montagem.

Chama-se Educação Proibida e é para ver do princípio ao fim.
(Se as legendas em português não estiverem activadas, poderá fazê-lo no vídeo, no canto inferior direito, no rectângulo das Legendas)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O primeiro voo

Da Dreamworks...
Uma curta para reflectir e as tais Little things ... 
Ao Homem, o que lhe falta, talvez, seja "perder" um pouco mais do seu "precioso" tempo, apreciando  as coisas simples que passam ao seu lado, e poder tirar algum proveito pessoal positivo disso.
O resto?! O resto... pode ser apenas um amontoado de papelada aborrecida, esvoaçante ao mais pequeno sopro de um vento qualquer.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Relógio despertador fora de serviço


Relógio despertador fora de serviço é sossego garantido para qualquer dorminhoco(a) que se preze.
Antes, não dava muita importância, porém, à medida que os anos passam e pesam, parece-me bem valorizar o Tempo que nos permite, ainda, podermos escrever assim...

É bom ver o irritante "a - pi pi-pi-pi - tador" matinal a um canto, na estante; ter tempo e não ter de o contar para isto e aquilo. 
É bom perder a noção do tempo e não saber qual é o dia da semana; não ter hora marcada para deitar e acordar.
A verdadeira essência das férias é aquela que cada um quiser que seja. Por mim, pode ser esta: o tempo que faltou, que agora temos e, que podemos "desprezar" por prazer.
E quando tudo isto deixar de ser assim, será mau sinal...

Não vou sem antes dedicar esta musiquinha (em português "Não toques na minha escola" por Les Ogres de Barback) ao "meu" ministro, e obviamente, ao "excelente" trabalho que tem feito em prol da melhoria do sistema educativo nacional.
(Eu cá, vou mas volto. Bom descanso e bom fim-de-semana)
                     Mais s'il continue à toucher à notre école
                     Le ............ à la casserole .
                                                                                                      (restante letra, aqui)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Pessoas com vidas interessantes

Apenas uma questão de tempo e saberia de que obra foi extraído este texto de Martha Medeiros (c/link), jornalista e escritora brasileira. Sinceramente, não estive com paciência para fazer essa pesquisa. Que se dane o tempo e as pesquisas! Estou de férias.
Mas voltando ao texto, também gostei do termo "fricote"...
Smiley


terça-feira, 13 de agosto de 2013

O síndrome do Grito do Gato

É uma doença genética rara. O choro emitido pela criança à nascença, fazendo lembrar o miado do gato, é um dos principais indícios. A criança afectada por esta anomalia cromossômica, apresenta atrasos no desenvolvimento mental e psicomotor, entre outros, como revela esta reportagem apresentada num programa de TV francesa, em 2010.

(Para mais informações, consultar este sítio virtual: http://cri-du-chat.valentin-apac.org/)


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A Impossível Evasão - Urbano Tavares Rodrigues (1972)

A melhor forma de homenagearmos a memória e a obra do escritor e professor hoje desaparecido, é divulgarmos a sua obra, o seu nome. 
A Impossível Evasão é uma novela escrita, da autoria de Urbano Tavares Rodrigues (1972), que o realizador Eduardo Geada adaptou mais tarde para telefilme. Do elenco, destaque para os actores, Artur Semedo e Maria do Céu Guerra.
Votos de boas memórias, se for o caso, e óptimo fim-de-semana.

Ligação para o filme:

QU' EST-CE QU'ILS SONT CONS

Sinto cada vez mais dificuldade (neste país, infelizmente, presumo que não serei a única) em controlar o mau-estar e a "raiva" que invade o meu pensamento. Pragueja-se para dentro para não ferir sensibilidades ou susceptibilidades, sobretudo quando passamos os olhos por notícias como esta.
Custa acreditar. Palavra que custa!

«Esta terça-feira, o secretário de Estado Hélder Rosalino anunciou que as pensões de aposentação, de reforma e de invalidez dos ex-funcionários públicos acima de 600 euros ilíquidos vão sofrer um corte até 10%. A medida abrange as pensões que já estão a ser pagas, ainda que haja nuances relativamente à fórmula a aplicar.
De fora da proposta do corte de 10% nas pensões que o Governo quer aprovar ficam os juízes, os diplomatas, as subvenções de antigos titulares de cargos políticos e os reformados da Caixa Geral de Depósitos»

    (excerto retirado do sítio da internet http://rr.sapo.pt/informacao. Escreveu Eunice Lourenço - jornalista)

Subscrevo publicamente e sem reservas, a letra da canção que se segue. No fundo, uma música de intervenção com uma forte componente crítica... a todos nós.
Mais do que resistir, está mais do que na hora de reagir.

"QU' EST-CE QU'ILS SONT CONS" (ligação para aceder à letra)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

"Soulève-moi"

Jorge Bompart realizou este vídeo e Pauline Croze interpretou este "Soulève-moi".
Apetece escrever isto: c'est joli et puis c'est tout! 
Free Smilies courtesy of www.GreenSmilies.com


"Soulève-moi"
(letra)

A tous petis pas
je m'approche de toi
je me mets au chaud
lovée sous ton cuir
je te dévoile tout
dans un silence
qui n'est plus à traduire

sans aucun combat
dégagés et délestés
nous portons en nous
l'autre vainqueur
heureux et désarmés
nous nous ennivrons
de cette liqueur

soulève-moi
rends-moi légère
soulève-moi
fais-moi bulle d'air
soulève-moi

un certain regard
un sourire et tu as
jeté sur ma vie
ce sort magnifique
quelques mots et tu as
fait de moi
ta sirène aux cheveux d'encre

soulève-moi
rends-moi légère
soulève-moi
fais moi bulle d'air
soulève-moi


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A arte de ser feliz


A arte de ser feliz 
 por Cecília Meireles



Houve um tempo em que a minha janela
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz.
Perto da janela havia um
pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.

Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde e, em silêncio, ia atirando
com a mão umas gotas de água sobre
as plantas. Não era uma rega: era uma
espécie de aspersão ritual, para que o
jardim não morresse. E eu olhava para
as plantas, para o homem, para as gotas
de água que caíam de seus dedos
magros e meu coração ficava
completamente feliz. 
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes
encontro nuvens espessas. Avisto
crinças que vão para a escola. Pardais
que pulam pelo muro. Gatos que abrem
e fecham os olhos, sonhando com
pardais. Borboletas brancas, duas a
duas, como refelectidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem
personagens de Lope de Vega. Às
vezes um galo canta. Às vezes um
avião passa. Tudo está certo, no seu
lugar, cumprindo o seu destino. E eu me
sinto completamente feliz. 
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante de
cada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem
diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a
olhar, para poder vê-las assim.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CRIME E CASTIGO no país dos brandos costumes, de Pedro Almeida Vieira

Título: CRIME e CASTIGO no país dos brandos costumes.
Autor: Pedro Almeida Vieira. 
Editora: Planeta (primeira edição, abril de 2011)
Género literário: narrativa histórica.

Pedro Almeida Vieira é um escritor e jornalista português. Nasceu na cidade de Coimbra a 17 de Novembro de 1969, viveu a infância e a juventude no concelho de Anadia, tendo-se licenciado em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora em 1993. (Para mais informação sobre o escritor, abrir esta ligação)

Citando o sítio, portalivros.wordpress.com, ... Crime e Castigo no País dos Brandos Costumes integra um conjunto de 30 narrativas que retratam crimes passionais, banditismo e associação criminosa, homicídios repugnantes, assaltos a igrejas e outros crimes religiosos (Inquisição), com o denominador comum da condenação à pena capital dos seus autores.

Se estão a pensar que este é um livro repleto de descrições horríveis e de barbaridades várias, tirem o cavalinho da chuva. O escritor soube tratar do assunto com engenho e arte.
Sem chocar a sensibilidade do leitor, relata os factos tal como eles aconteciam na época, dando até um cunho humorístico à sua narrativa.
Em lista de espera para leitura futura fica então, CRIME E CASTIGO o povo não é sereno, o 2º volume desta saga sobre crimes e castigos.