segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Suicídios e depressões: aumentam com a crise?

"Há uma clara relação entre a crise económica e o aumento dos suicídios", disse o especialista durante o encontro "Avanços e controvérsias em Psiquiatria", que termina hoje na Ericeira (Mafra). Dados divulgados pelo especialista apontam para que 90% dos mortos por suicídio tiveram previamente distúrbios mentais: 30% a 87% apresentaram um quadro depressivo e 42% tiveram antecedentes que motivaram uma intervenção psiquiátrica", refere  o psiquiatra espanhol José Luís Ayuso Mateos.
Ligado a uma unidade hospitalar da cidade de Madrid, alertou ainda que, perante os dados existentes, "está a assistir-se em Espanha a um aumento das necessidades de assistência aos problemas de saúde mental".
[...]
Por sua vez, "o psiquiatra António Reis Marques, da Universidade de Coimbra, adiantou que está a assistir-se, naquela zona do país, à diminuição da procura por cuidados de saúde mental, apontando a falta de dinheiro para as consultas, para os transportes e para os medicamentos como motivos.
Questionado pelo colega português, José Luís Ayuoso Mateos disse que em Espanha "se vive o oposto", com o aumento da procura pelas consultas nos cuidados primários de saúde, que são gratuitas". (sic)

(Leia esta notícia na íntegra aqui)
 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

“Para os bancos só milhões, para o ensino só tostões!"

O sociólogo António Barreto afirmou que os estudantes que boicotaram o discurso de Miguel Relvas, no ISCTE, em Lisboa, esta 3ª feira, têm direito de falar , mas o ministro também e que viu nessa manifestação, elementos de "instabilidade".

Relembro que o Ministro-Adjunto Miguel Relvas preparava-se para discursar no âmbito de uma Conferência organizada pela TVI sobre o futuro do jornalismo, acabando por sair mudo e calado, sob uma chuva de protestos e apupos.

Fixei-me nesta expressão "elementos" de "instabilidade".
"Elementos"???.... Estes "elementos" são jovens, têm cara, têm nome, têm o seu futuro comprometido num país que não lhes oferece esperança. 
Passam por dificuldades e apertos para se manterem num curso universitário porque não são filhos de pais ricos. Sabem perfeitamente que tudo aquilo que afecta negativamente as suas famílias, os afecta também. 
Como quer Sr António Barreto, que estes jovens tenham, aliás, estabilidade se em qualquer momento das suas vidas podem ser obrigados a desistir de um curso por falta (ou ausência total) de recursos económicos?! 
Estes "elementos" de que fala este sociólogo, são estudantes com mérito (ainda os há, felizmente!), cujas capacidades intelectuais e de esforço prescindirão de qualquer diploma manhoso para se apresentarem ao mundo como licenciados.

Nestes "elementos" de "instabilidade" como diz este Senhor Professor Doutor em Sociologia, estava a minha filha!!!! 20 anos... a frequentar o 2º ano de um curso de jornalismo... plenamente consciente de que poderá nunca exercer tal profissão. Vale-lhe a vontade de gostar "daquilo", apesar de tudo! 


Não admito portanto que, nem ela nem qualquer um dos seus colegas, sejam apelidados de "elementos" e muito menos, "elementos" de "instabilidade".
Quanto ao director de informação da TVI, justifica os acontecimentos como pode. O povo, porém, costuma dizer: "uma no cravo outra na ferradura"...

"José Alberto Carvalho considera mesmo que “o episódio tal como se passou acaba por transmitir ao ministro uma certa aura de injustiçado pelo episódio": "E não sei se era isso que os manifestantes pretendiam. Julgo que não.”
Mas diz que “é perfeitamente compreensível, face às dificuldades das pessoas”, que o Governo seja alvo de toda esta contestação. “Eu, enquanto português, acho que todos devemos pôr as mãos na consciência quando estamos directa ou indirectamente a dizer à geração que tem 20 anos ‘desculpem lá, não há lugar para vocês. No nosso projecto de país vocês ficaram de fora, não há horizonte de esperança.’”
“Eu, se tivesse 20 anos, acharia indigno ouvir ou sentir que era isso que me estavam a dizer”, reitera, lembrando que a TVI tem “dado conta, todos os dias, da indignação” que as pessoas sentem."        
                                           (Texto retirado daqui)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"The Harder They Come"

"The Harder They Come" não é só o título de um filme da década de 70 (ver aqui); foi considerado pela revista Rolling Stone, um dos 500 maiores albúns musicais de todos os tempos. 
Esta película cinematográfica (com Jimmy Cliff a interpretar um dos principais papéis) teria sido, segundo alguns críticos, uma das principais responsáveis pela divulgação e pelo êxito da música reggae nos EUA.
E porque o frio aperta, nada mais aconchegante do que um reggae e o calor jamaicano trazido por Jimmy Cliff. Em 1972 era assim ...
Bom fim-de-semana e bom Carnaval.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Da informática ao pensamento

Eu, usuária me confesso. Fiz o download de um "filme" invulgar: o filme da vida.
Por estranho que pareça, acabei por me dar conta de que, entre esta maquineta chamada computador e a máquina humana chamada Homem, existem analogias.
Nota) A ordem real dos procedimentos informáticos pode não ser a que se segue.

Comecei, eliminando o histórico. Actualizei ficheiros... Procedi ao scandisc. Quantos arquivos infectados!!!! E eu sem saber. Culpabilizei-me. Afinal, tinha o Firewall Pessoal desactualizado.
Vírus, warms, trojans... Toda a espécie de malware estava alojada no meu "PC" sob a forma de algo, que eu não consigo precisar no tempo e que por razões várias não posso revelar aqui. Eliminei-os um a um antes que causassem danos maiores.
Por momentos, fiquei perdida e consultei um mapa de bits, todos os periféricos e conexões.
Felizmente, fotos e alguns documentos permaneceram, graças a um bem sucedido backup.

Acabei acedendo às drives e ao windows... O caminho estava livre, rumo a um cleanup total. Guardar em pastas apenas o essencial e formatar o disco rígido, era agora imprescindível.
Resolvi então, fazer um upgrade, reinstalar tudo. Percebi quanto é importante a linguagem HTML entre computadores e entre users... Sem essa linguagem, a comunicação ficaria estranha, por vezes imperceptível.
Solicitei protocolos vários, mas foi através do POP3 que me iniciei na correspondência, via e-mail.
Os hackers poderão até invadir o sistema mas, Antispywares, Antivírus e outras protecções nunca estiveram tão activos como agora.
Sobre os e-mails que a vida vai enviando, passei a abrir apenas os que eu quero, de quem eu quero e quando eu quero. O mesmo se aplica às respostas. Tudo o resto é spam ou mero software inútil!
No fundo, tudo poderia resumir-se a um simples Delete com reencaminhamento quase certo para o caixote do lixo e sem qualquer hipótese de reciclagem!