domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os "Chibos sabichões"

"Chibos sabichões" é um conto popular galego adaptado por Olalla González com ilustrações de Federico Fernández. É um livro que integra a lista Ler + do Plano Nacional de Leitura para o ensino pré-escolar. A tradução portuguesa é de Dora Isabel Batalim (2004).
Uma história de chibos espertos e de um ogre avarento que ao querer um grande repasto, acaba por passar fome e voar pelos ares!

             Chibos Sabichões

Era uma vez três chibos
que viviam no cimo de uma montanha:

um chibinho sabichão pequeno
um chibo sabichão médio 
e um chibão sabichão grande.

O chibinho sabichão pequeno
tinha uma barbicha pequena
   e uns chifres curtinhos.

O chibo sabichão médio
tinha uma barbicha que não era grande nem pequena
e uns chifres que não eram curtos nem compridos.

O chibo sabichão grande
tinha uma barbicha grande
e uns chifres compridos e retorcidos.

Certo dia,
o chibinho, o chibo e o chibão desceram da montanha
porque na outra margem do rio cresciam umas ervas frescas e viçosas.

Mas, para lá chegar
era preciso atravessar uma ponte.

Debaixo da ponte vivia um ogre terrível.
Tinha os pés peludos,
os barços grossos como troncos
e o nariz cheio de verrugas.

Era tão malvado
que vigiava a ponte dia e noite.
Ninguém se atrevia a passar por ali.

Os chibos sabichões tinham ouvido falar do ogre,
mas a erva era tão apetitosa
que decidiram enfrentá-lo.
(...)
Primeiro chegou a chibinho sabichão pequeno
com a sua barbicha pequena e chifres curtinhos,
    avançando decidido pela ponte... patati   patati

Quando estava a chegar ao meio da ponte, 
apareceu o ogre:

Quem faz patati, patati, patati na minha ponte?
O chibinho sabichão. 
Pois vou-te comer...!
Ai, não, que ainda sou muito pequeno!
Espera pelo chibo sabichão médio,
que é mais gordo do que eu.


               O ogre,
               coçando a orelha, disse:

Por aqui nunca ninguém atravessou,
mas com esse chibo sabichão médio
ficarei melhor servido. Passa, passa...!

     E o chibinho 
            sabichão 
               pequeno atravessou a ponte. 

Logo depois, chegou o chibo sabichão médio, com a sua meia-barbicha e chifres pouco compridos,
  avançando decidico pela ponte...
     patatã   patatã   patatã

Quem faz patatã, patatã, patatã na minha ponte?
O chibo sabichão médio. 
Pois vou-te comer...!

Ai, não, que eu ainda não sou crescido!
Espera pelo chibão sabichão grande, 
que é muito mais gordo do que eu. 

             O ogre grunhiu:
         Tenho muita fome,
         mas esperarei
         por esse chibão
         sabichão grande
    para comer até me fartar.
         Passa, passa...!

E chegou o chibão sabichão grande, com a sua barbicha grande e chifres compridos
avançando decidido pela ponte... patatão  patatão  patatão

O ogre surgiu imediatamente:
         Quem faz patatão, patatão, patatão 
                            na minha ponte?

     O chibo sabichão grande! 
 Pois vou-te comer...!
  Pois a ver se te atreves! 

O agre,furioso, desatou aos saltos pela ponte.

E o chibo sabichão grande baixou a cabeça, bufou...
    E marrou no ogre 
          com todas as suas forças!

Tal cornada lhe deu
que o fez voar pelos ares. E o ogre nunca mais voltou!

O chibão sabichão grande
foi juntar-se ao chibo sabichão médio
e ao chibinho sabichão pequeno.

E tanta erva comeram
que se transformaram 
em três chibos sabichões...
ENORMES! 
 "Chibos Sabichões" faz parte da colecção LIVROS PARA SONHAR (2004) da Editora Kalandraka

                                 (à venda aqui ou aqui)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

"Don't Go"... fiquem para ouvir - Sugestão musical

A banda francesa Nouvelle Vague, inspirada no movimento artístico do cinema francês dos anos 60 com o mesmo nome, especializou-se na reedição (covers) de músicas pertencentes a vários estilos músicais dos anos 80 (punk, pop, rock...).
As versões produzidas pelos Nouvelle Vague têm um estilo inconfundível, onde a  fonte da inspiração continua a ser, a da Bossa Nova. O certo é, que as suas melodias têm feito a delícia de muitos ouvidos por esse mundo fora.
Gostos são gostos, como é óbvio, mas eu gosto especialmente desta...
Se querem sair desta mensagem, Don't Go, sem ouvir primeiro esta música.
Bom fim-de-semana.


( Para compararem as sonoridades, deixo-vos com os Yazoo e o seu "Don't Go", um sucesso dos anos 80 que nunca fez parte dos meus gostos musicais ) 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Arte Infantil - A profª pelos olhos de uma aluna

Quando somos portadores de certos e determinados nomes, dá nisto: desenhos floridos com pessoas, igualmente floridas.  
Na realidade, não sou assim tão alta e toda esta elegância, é apenas uma miragem. 
Gostei sobretudo, do pormenor das flores no cabelo e das flores no lugar das mãos. Muito giro...

                             (legenda do desenho - "A aluna e a professora")

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A ocupação do Tempo na velhice: será assim?

Possivelmente, poderá ser...
Eu gosto do ar de felicidade desta velhinha simpática que está com o tricôt... não desculpem, eu queria escrever; que está com o comando nas mãos! Dá-lhe um ar tão à frente, não dá?!

                                                                                (Google cartoon)
PS) E os homens?!... Smiley Que tipo de jogo poderão eles fazer?!...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

No Tempo em que não havia água engarrafada

Não deixa de ser interessante conhecermos a forma como há uns anos atrás, se fazia o aproveitamento das águas da chuva, numa época em que não havia água canalizada e água engarrafada.
Numa pequena localidade do concelho de Porto de Mós, corria o início da década de 60, homens preocupados com o bem estar da população e com os recursos que a mãe natureza lhes dava, resolveram transformar a água do céu, em  água para as pessoas, na terra, beberem sem constrangimentos.
Assim, nasceu a denominada e popular "barragem" pluvial, cujo aproveitamento da chuva (ainda hoje) é feito através destas gigantescas pedras de calcário naturalmente ali colocadas, na encosta da serra.
Desaguam num pequeno canal que posteriormente, a depositará nuns reservatórios onde será filtrada, e, distribuída pelas fontes existentes na aldeia.
As gentes da terra não querem outra água. Sabem que  asssim, não poluem o meio ambiente com os milhares de garrafas, garrafinhas e garrafões que costumam encher o ecoponto amarelo.
E garanto-vos: a água é mesmo boa!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

E se São Valentim, voltasse, hoje, à terra ?

Valentim, foi como se sabe, um bispo romano que se tornou santo depois de preso e condenado à morte.
Na origem desta tão curta e trágica passagem pela vida terrena, esteve uma desobediência às ordens do ambicioso e insensível Imperador Claúdio II, que proibiu o casamento entre os soldados do seu Império, julgando ele que desta forma, conseguiria um exército mais poderoso e concentrado no combate ao inimigo.
Creio que este sacerdote já teria naquele tempo, uma personalidade com 99,9% de hipóteses de ser do contra, pois não se conformando perante tal injustiça, fez o que achou que devia ser feito, casando os jovens soldados nas costas do insensível Imperador.
A descoberta destes casamentos celebrados às escondidas, custou-lhe a vida mas, pelo menos, morreu de consciência tranquila, de acordo com os seus princípios e os do amor (é que o amor, às vezes, também tem bons princípios).
Se o Bispo Valentim vivesse nos tempos modernos estaria nas primeiras capas dos jornais, e tão certinho como eu estar aqui  a escrever isto, estaria a circular a velocidades supersónicas em certas redes sociais, com milhares de "gostos" e de opiniões para todos os gostos.
Para além de levar com uma série de nomes em cima - comunista, herege, traidor da Pátria, perigoso inimigo da ordem pública - não tardaria quem arranjasse maneira de travar as suas supostas boas acções.
As lendas valem o que valem, como é sabido. Porém, tiro o chapéu ao santo padroeiro dos namorados por ter desafiado o poder e ter tido a ousadia de acreditar no amor. 

Se São Valentim resolvesse voltar à terra dos mortais, ficaria perplexo com as coisas que estão a acontecer em pleno século XXI, no reino do muy nobre sentimento.
Possivelmente, teria algumas enxaquecas ao tentar encontrar respostas para a fugacidade do amor. Ou quem sabe, fazendo um estudo mais aprofundado desta sociedade? E para isso...
1º - Teria que frequentar uma Faculdade, fazer uma licenciatura em Sociologia (ou Psicologia) ou whatever, e  munir-se de teorias que o ajudassem a perceber melhor o fenómeno...
1º - Teria que abrir uma conta no Facebook...(parte prática)
1º - Fazer um doutoramento em relações humanas para aprofundar o assunto, e estudar se o fenómeno Facebook, crises económicas ou outros factores, influenciam ou não, o sucesso das relações amorosas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Sem rede" é mais um texto reflexivo sobre todos nós...

Isto de nos seguirmos uns aos outros, traz a vantagem de podermos ser os primeiros a deitar o olho às leituras dos blogues vizinhos. Porém, quando os "parceiros do lado" escrevem como o autor deste blogue, reflexões espantosas e profundas, como aquela que se segue, só temos mesmo uma saída: o dever de as divulgar para que outros, as possam igualmente ler ou apreciar.
Deixo-vos a mensagem escrita pelo Fernando Baptista, devidamente identificada no Tempo.
Boa semana.


Quarta-feira, Fevereiro 09, 2011


Sem rede

No meio do tempo em que pouco acontece, surge por vezes um estremecimento que convida à paragem. Mediaticamente é dos instantes em que se convidam professores especalistas a comentar o acontecimento, se entrevistam populares emocionados e se fazem mais uns lamentos. Depois de uns dias tudo vai passar e continuar a estar como estava. Sem importância, porque nos habituámos a apenas vlorizar o instante das surpresas!
Que parvos que somos!!!
Somos parvos porque andamos a maior parte do tempo com falta de tempo na lufa-lufa da geração de valor para os poucos que todo o tempo têm e nos esquecemos de desfrutar o nosso tempo e depois, como não bastasse o desperdício, vem o tempo que não tem fim, o da solidão da sobrevivência sem esperança nem objectivo em que se somam aos dias outros dias. É a altura em que os milhares de amigos do facebook se sumem e pouco mais se soma à vida, porque no tempo que se perdeu a adicionar amigos que mal conhecemos, fomos ficando vazios dos amigos reais, dos que têm físico e alma. Anda-se nas nuvens numa sociedade sem rede, num exercício de equilibrismo, começamdo a perceber-se que as redes sociais irão ser completamente inúteis na altura do trambolhão. Esta terra não está feita para velhos. Aceita-se como um fado a que se não pode fugir, que um qualquer poder não bem percebido, meio oculto e inevitável, nos comande e nos deixe ficar fechados, literalmente mortos, durante anos, no prolongamento de uma vida que já há muito estava morta.
Parvos que somos, quando não reivindicamos a nós próprios uma vida diferente da morte. De que se está à espera?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Arte Infantil

É bom saber que também tenho crianças com aspirações criativas e artísticas.
O autor deste desenho tem 8 anos e diz que quando for grande quer ser pintor... de quadros!
Nunca se sabe...
Smiley 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"O passado fica, nós passamos" por José Jorge Letria

Uma poesia destas, tinha mesmo de passar por aqui.
Linda...e acompanhada pelo violino de David Garrett (La Califfa), fica melhor ainda.


O PASSADO FICA, NÓS PASSAMOS

O passado é sempre um destroço fumegante,
uma sombra que nos persegue, uma pele da nossa pele
que não aceita compromissos ou rupturas.
Irá connosco até ao fim, como as tatuagens
e as cicatrizes, como uma ferida incurável na voz.
O passado desagua no delta das nossas incertezas,
fantasma omnipresente do que deixámos por cumprir.
Lembras-te de mim neste retrato, tapando o rosto
com medo do vento e com vergonha de ter medo?
Lembras-te de nós tão longe de casa
a passearmos pelas ruas íngremes de uma cidade
sem nome mas de perfume intenso? Lembras-te de ti 
a morrer aos poucos dentro de mim
com a serena indiferença de quem imagina
que tudo é imutável só porque o queremos imutável?
É isso o passado: o sentimento por trás da imagem,
a recordação colada à fotografia, o aroma 
de uma despedida que ficou para sempre inconfessada.
Nós passamos, mas o passado fica, teimosamente, 
a lembrar-nos que ainda temos muito de passar,
sorriso asfixiado contra um vidro fosco
onde os pássaros embatem e morrem, arquejantes, 
vitimados pela armadilha do fulgor do sol.

                           JOSÉ JORGE LETRIA (in Produto Interno Lírico)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sintomas (da) PDI

                                                 (Fonte Google)

As mulheres são abençoadas pela mãe Natureza com o dom da maternidade, por exemplo, e, são igualmente bafejadas pelo pai Tempo que lhes transmite um conjunto de maleitas próprias do desgaste dos anos.
Quando chegam à meia idade, os seres da espécie feminina, começam um longo périplo por várias especialidades da medicina. Talvez, a trilogia médica mais comum, seja aquela, a que eu pomposamente, baptizei por EGR (endocrinologia/ginecologia e reumatologia).

"Eu fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue; nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra". 
Para mim, chegou a altura deste encontro. Algum dia teria que acontecer, não é verdade?!
Um encontro que nós os dois (eu e o Tempo), andamos há uns meses a adiar... porque na verdade, queremos sempre que as notícias menos agradáveis cheguem, quanto mais tarde melhor.
Eu e Ele, tivemos um encontro imediato de terceiro grau, hoje, 2ª f, em plena luz do dia, mesmo na hora do almoço. Deste "encontro", fiquei a saber que o sintoma PDI está a atingir-me a olhos vistos. Impressionante...
E ainda me faltam 21 anos para a reforma!!! Estou feita. Acho que não aguento até lá.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O que pensa Pedro Abrunhosa sobre os professores

Pedro Abrunhosa, o cantor com o estilo que todos conhecemos, surpreendeu-me! E surpreendeu-me pela positiva.
Nunca imaginei que este cantor/compositor usasse a sua capacidade crítica para escrever sobre temas de inegável estima para o relogio.de.corda: educação e professores!
Afinal, até é compreensível a abordagem; o avô do músico foi um mestre, daqueles à antiga portuguesa, e, pelos vistos, bastante estimado.
Agradeço, portanto, a mais uma, das minhas queridas colegas, que fez o favor de me enviar via e-mail, este texto fantástico e que passo a transcrever.
O diabo no corpo, título da canção interpretada pelo Abrunhosa, não é um mal que me afecte. Porém, algumas vezes, chego a pensar que as Ministras da Educação deste país, tiveram todas (ou quase todas) um pacto qualquer com o raio do diabo!! Não sei porquê...


"A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos, vai acabar por levar cada vez mais pais a recorrer ao privado, mais caro e nem sempre tão bem equipado, mas com uma estabilidade garantida ao nível da conflitualidade laboral. 
O problema é que esta tendência neo-liberal escamoteada da privatização do bem público, leva a uma abdicação por parte do estado do seu papel moderador entre, precisamente, essa conflitualidade laboral latente, transversal à actividade humana, a desmotivação de uma classe fundamental na construção de princípios e valores, e a formação pura e dura, desafectada de interesses particulares, de gerações articuladas no equilíbrio entre o saber e o ter. 
O trabalho dos professores, desde há muito, vem sendo desacreditado pelas sucessivas tutelas, numa incompreensível espiral de má gestão que levará um dia a que os docentes sejam apenas administradores de horários e reprodutores de programas impostos cegamente. (…) 
O que eu gostaria de dizer é que o meu avô, pai do meu pai, era um modesto, mas, segundo rezam as estórias que cruzam gerações, muito bom professor e, sobretudo, um ser humano dotado de rara paciência e bonomia. Leccionava na província, nos anos 30 e 40, tarefa que não deveria ser fácil à altura: Salazar nunca considerou a educação uma prioridade e, muito menos, uma mais-valia, fora dos eixo Estoril-Lisboa, pelo que, para pessoas como o meu avô, dar aulas deveria ser algo entre o místico e o militante. Pois nessa altura, em que os poucos alunos caminhavam uma, duas horas, descalços, chovesse ou nevasse, para assistir às aulas na vila mais próxima, em que o material escolar era uma lousa e uma pedaço de giz eternamente gasto, o meu avô retirava-se com toda a turma para o monte onde, entre o tojo e rosmaninho, lhes ensinava a posição dos astros, o movimento da terra, a forma variada das folhas, flores e árvores, a sagacidade da raposa ou a rapidez do lagarto. Tudo isto entrecortado por Camões, Eça e Aquilino. Hoje, chamaríamos a isto ‘aula de campo’. E se as houvesse ainda, não sei a que alínea na avaliação docente corresponderia esta inusitada actividade. 
O meu avô nunca foi avaliado como deveria. Senão deveria pertencer ao escalão 18 da função pública, o máximo, claro, como aquele senhor Armando Vara que se reformou da CGD e não consta que tivesse tido anos de ‘trabalho de campo’. E o problema é que esta falta de seriedade do estado-novo no reconhecimento daqueles que sustentaram Portugal, é uma história que se repete interminavelmente até que alguém ponha cobro nas urnas a tais abusos de autoridade. Perante José Sócrates somos todos um número: as polícias as multas que passam, os magistrados os processos que aviam, os professores as notas que dão e os alunos que passam. Os critérios de qualidade foram ultrapassados pelas estatísticas que interessa exibir em missas onde o primeiro-ministro debita e o poviléu absorve. (…)"
                                                                      PEDRO ABRUNHOSA

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

As mulheres são umas medricas?

Hoje, uma parte da tarde foi dedicada aos seres vivos. Em estudo, estavam os animais selvagens versus animais domésticos. Para ajudar à "festa", recorreu-se ao quadro interactivo e à INTERNET (YouTube) que, contrariando as manias tecnológicas do sr engenheiro José Sócrates, não vale um tostão furado!
A internet existente na maioria das escolas do 1º ciclo do Ensino Básico, é um FIASCO!!!
Ligações hiper lentas com constantes quebras; acabam por ser mais uma prova de fogo à paciência do professor que tem de aguentar estas mentes tecnocraticamente evoluídas que aparecem nos telejornais, tentando convencer o povo sobre as patranhas da implementação e do funcionamento do tal Plano Tecnológico, na Educação.

Mas, passemos ao que intressa. Um pequeno documentário mostrava a viagem de uma manada de elefantes desesperados, à procura de água. Pelo caminho, cruzaram-se com os destemidos e ferozes leões que vendo tamanha correria, se retiraram assustados para ceder a passagem.
Perante a debandada dos felinos, um dos alunos vira-se para o companheiro do lado (que entretanto comentava qualquer coisa), afirmando num tom de sapiência absoluta, inquestionável, e, com um ar de seriedade invejável, isto:
              "NÃO VÊS QUE ..."

Ser machista logo de pequenino, deverá fazer parte da filosofia de vida e dos valores educacionais deste petiz. Escusado será dizer que o cachopo levou o troco e escusado será, igualmente reafirmar, que às vezes, quem precisava de um valente "puxão de orelhas", não eram os filhos mas sim, os pais! 
Não sei se me fiz entender...


Bom fim-de-semana

Raízes geográficas - continuação (4)

E chega ao fim, esta pequena mostra turística por algumas aldeias integradas no maciço calcário estremenho, perdidas por uns e achadas por outros. Numa delas, nasceu e vive orgulhosamente, o relogio.de.corda. Perdoem-me se não mencionei aqui, as restantes, mas, poderão sempre visualizar as outras nove freguesias, seguindo este link.
Para quem desconhece, convém esclarecer que apesar da envolvência da serra, estamos perto do Oceano Atlântico (cerca de 30/35 km). A "A1", é uma das auto-estradas que serve esta região, cujo acesso mais próximo (em Fátima) dista uns 15/20 km aproximadamente. Através desta importante via de comunicação, estas localidades serranas, têm um acesso relativamente facilitado e rápido, às principais urbes do país (Lisboa, Santarém ou Coimbra).
Alcaria, é a mais pequena das freguesias do concelho do Porto de Mós e conta com pouco mais de duas centenas e meia de habitantes. Alguns, não sendo naturais da aldeia, adquiriram e restauraram as velhas casas de pedra, a maioria, em ruínas. Agora, é sem qualquer dúvida, um óptimo refúgio de fim-de-semana ou simplesmente, a merecida fuga ao reboliço e à confusão das grandes cidades.
E já agora... quem vier para estes lados, não se esqueça de parar na "tasca" da Ti Maria dos queijos, onde se come a mais saborosa carne assada na brasa, a melhor morcela assada, o melhor pudim caseiro e o melhor de tudo.
          


As fotos foram retiradas deste site, onde poderá obter mais informações sobre esta localidade.
 
http://alcariacasadarosa.blogspot.com/2008/05/blog-alcaria-concelho-porto-de-ms.html

                                        ALCARIA
http://www.zonatv.org/index2.php?option=com_seyret&no_html=1&task=embedpopup&vcode=25ja25mambots25ja25content25ja25playerflv25ja25ALCARIA_FINALp_p_pflv&servertype=localvideo&vidwindow=popup

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Raízes geográficas - continuação (3)

Dando continuidade às mensagens anteriores, hoje, dou a conhecer mais uma aldeia. Algures situada num vale com a serra sempre à espreita, Alvados também tem as suas grutas, embora a escassos quilómetros, esteja uma "rival" à altura, não fosse ela, uma das Sete Maravilhas de Portugal: as Grutas de Mira de Aire.
De todas as freguesias do concelho, Alvados tem sido a que mais tem apostado em infraestruturas turísticas, nomeadamente, na criação de alojamento para os seus visitantes. Para além da Pousada da Juventude, existe esta bonita casa de turismo rural, recuperada do velho casario de pedra, tão característico por aqui.
 
              Mais informações em http://www.casadosmatos.com/

                                           ALVADOS
http://www.zonatv.org/index2.php?option=com_seyret&no_html=1&task=embedpopup&vcode=25ja25mambots25ja25content25ja25playerflv25ja25alvados_reporp_p_pflv&servertype=localvideo&vidwindow=popup

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Raízes geográficas - continuação (2)

Foi local de passagem das tropas de Napoleão Bonaparte e dos monges de Císter mas, foram os romanos que mais Tempo permaneceram na localidade. Na mira deste povo, estariam as riquezas naturais existentes no subsolo (minério de ferro e barro), exploradas e transportadas para vários pontos do país, através das vias romanas estrategicamente construídas.

                                        ALQUEIDÃO DA SERRA

http://www.zonatv.org/index2.php?option=com_seyret&no_html=1&task=embedpopup&vcode=25ja25mambots25ja25content25ja25playerflv25ja25alq_reporp_p_pflv&servertype=localvideo&vidwindow=popup 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Raízes geográficas 1 - o concelho de Porto de Mós -

A partir de hoje e até 6ª feira, faço questão de abordar, as raízes geográficas do relogio.de.corda
Um serviço de utilidade pública prestado ao meu concelho, através da divulgação de alguns lugares "perdidos", no meio das pedras calcárias, das serras e do alecrim. 
Todas estas beldades naturais integram o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), sendo 13, o número de freguesias que formam o concelho de Porto de Mós. No entanto, divulgarei apenas, as quatro primeiras, iniciadas pela letra A. 
Aos leitores mais atentos deste "passatempo" blogosférico, caberá a missão, no final, e, se assim o entenderem, descobrirem em qual das referidas freguesias está inserida a "famosa" "Parvolândia" de onde saem (quase diariamente) estas tontarias todas, sobre o Tempo e afins.
 
Porto de Mós

Brasão de Porto de MósTerra milenar, Porto de Mós (Portus de Molis) possui vestígios de várias civilizações, seja de
Roma (Estrada Romana de Alqueidão da Serra), de muçulmanos, e até mesmo fósseis e ossadas de Dinossauros, expostos no Museu Municipal.

Como figura notável da História Nacional, surge-nos D. Fuas Roupinho, primeiro alcaide do castelo, o qual defendeu com feitos heróicos, imortalizados nos Lusíadas de Luís de Camões.
O castelo de feições palacianas e planta quadrangular possui quatro torreões do reinado de D. Afonso - Conde de Ourém.     (Informação retirada do Google)

ARRIMAL