quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Testamento do Gato

Da minha escritora infantil preferida:


                                   O Testamento do Gato
 Ai, se eu um dia morrer
não quero ser enterrado,
hei-de ficar ao solinho,
em cima do meu telhado.

Levem-me três carapaus
e um pratito de leite.
Comer sempre bons petiscos
é o meu grande deleite

Convidem três gatas pretas
com unhas bem afiadas,
Pois mesmo depois de morto
preciso de namoradas.

Ai, se eu um dia morrer
não me façam despedidas,
eu volto sempre de novo
que um gato tem sete vidas.
      
Luísa Ducla Soares (do livro "A Cavalo no Tempo" - Civilização Editora)
             

4 comentários:

  1. Vou ler à minha filha Mariana (7 anos).

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  2. Bonito poema.
    Este vale por muitos.
    Ai quem me dera ser gato...

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  3. Claro que tinha que vir aqui dar uma espreitadela. O tempo corre que se farta, cada vez parece que ele é mais pequeno, que não o encontramos, que não sabemos o que é que lhe andamos a fazer.

    Afinal andamos a fazer o quê, ao nosso tempo?!...

    Hoje, precisamente esta manhã, mais uma ninhada (quatro) de gatitos nasceram aqui no meu jardim/quintal. A gatita, apareceu por aqui há uns meses atrás, pequenina, muito arisca, extraordinariamente bonita (haverá gatos que não sejam catitas?). Habituou-se ao ambiente, comida, cama e roupa lavada, boa vida...a minha mulher não é capaz de espantar nenhum gato que por aqui apareça.

    Parece que são todos brancos...

    Bonito poema. Quem sabe a minha neta Carolina, hoje aqui em casa, também, goste do poema!? Vamos a ver. A Zaida tem um blogue sobre gatos, em stand-bye há já muitos meses, mas muito completo.
    gatimanhos.blogspot.com

    Um abraço amigo

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  4. PEÇO DESCULPA A QUEM FOR LER ISTO MAS FOI UM COLEGA MEU DA ESCOLA PEÇO IMENSA DESCULPA EU ADOREI O POEMA AJUDOU-ME NO MEU TRABALHO DE TIC.

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