domingo, 26 de dezembro de 2010

Era uma vez um caroço de azeitona preta

Falo-vos, neste dia, de caroços de azeitona. Um assunto aparentemente parvo e sem jeito nenhum, ainda por cima, um dia depois de grande parte do planeta, ter celebrado uma festividade tão virada para a família, para a amizade e para a solidariedade.
Mas se eu vos falar de um caroço de azeitona que um dia deitei num vaso (isto, para não ter que o mandar ao chão) e que germinou passado algum Tempo... O caso muda de figura.
As leis da Natureza bem podem aplicar-se ao Homem; na espécie humana também encontramos amizades, fruto do acaso; nascem sem serem semeadas e prolongam-se no Tempo, se soubermos cuidar delas. 
Quanto ao meu caroço de azeitona preta, foi cresendo (já não sei precisar quando aconteceu aquele lançamento fortuita à terra, mas foi seguramente, há uns 3/4 anos).
Para que a minha oliveira da serra não crescesse atrofiada dentro de um vaso, mudei-a para um espaço livre e maior do quintal.
Entretanto, achei que seria melhor dar-lhe um pequeno apoio para se desenvolver mais direitinha e ficar mais resistente ao vento.
Hoje, fui vê-la. Lá está... Coitado do meu pé de oliveira... fez-me pena vê-lo ali, braças abertas como se pedisse ajuda, rodeado de ervas daninhas e  com tanto frio ...


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"A Cavalo no Tempo"

É o título do livro que comprei, hoje, numa autêntica corrida contra-relógio para que, numa hora e meia de almoço, pudesse ter tempo de dar umas quantas voltas imprescindíveis e inadiáveis.
Já nem me lembro há quanto Tempo sigo as "pegadas" literárias desta senhora: Luísa Ducla Soares.  A única certeza, é que eu sou uma fã incondicional da sua escrita e serão pouquíssimas, as obras desta escritora de literatura infantil que eu não aprecie. Hoje, juntei mais esta à minha colecção.


"A Cavalo no Tempo" é um livro de poemas, todos eles, dedicados ao meu "amigo" TEMPO. As ilustrações são da autoria de Teresa Lima e são lindas!
Perdoem-me as artistas mas não resisto em fazer aqui, uma pequena publicidade ao livro. Se estiver a violar os direitos de autor, é por uma boa causa, acreditem.
Deixo-vos uma amostra escrita e gráfica da referida obra.
Já agora, pensem aonde querem que a Máquina do Tempo vos leve...
Eu já pensei.

 Na Máquina do Tempo
                               
Ah, se eu pudesse andar
na máquina do tempo!
Quebrava esse horror
que é o despertador.
Só saía ao meio-dia
para a escola que abria
às oito da manhã,
sem ralhos da mamã...

Ah, se eu pudesse andar
na máquina do tempo!
Correndo em marcha atrás
caçava lá atrás
um dinossauro anão
que seria o meu cão.
Pois grande, francamente,
metia medo à gente...

Ah, se eu pudesse andar
na máquina do tempo!
Punha-me a acelerar
para só aterrar
em distantes planetas,
que estão por descobrir.
Aonde eu havia de ir...

Quando eu puder andar
na máquina do tempo,
hei-de te convidar
para também passear,
E se tiveres coragem,
será longa a viagem...
Aonde queres vir comigo?
Vai já pensando, amigo...

            Luísa Ducla Soares, A Cavalo no Tempo - Civilização Editora 2003

Não, não me eclipsei

Por estes dias, alguém com muita vontade de brincar com as palavras e com a minha pessoa, perguntava se eu me tinha "eclipsado", desaparecido, fugido, sei lá!!!...
Não, não me "eclipsei"! Simplesmente, não tenho tido TEMPO nem INSPIRAÇÃO para escrever NADA.
O MOTIVO?!... é esse mesmo em que estão a pensar: trabalho e mais trabalho! Ao ponto de apetecer-me, às vezes, fazer isto a esta máquina.
Smiley 
Talvez regresse na Sexta-feira, no Sábado ou no Domingo...ou ... no dia de "São Nunca à Tarde" assim... com mais calma.

Smiley

domingo, 12 de dezembro de 2010

Um "eclipse literário" nas mãos

Coimbra, Centro Cultural D. Dinis, ontem, dia 11 de Dezembro e o lançamento da versão revista, melhorada e aumentada do romance "ANOS DE ECLIPSE".

Cirurgião-ortopedista mas também escritor por gosto, Jorge Seabra, reeditou o seu primeiro livro de ficção dez anos depois, agora com a chancela da editora "Calendário de Letras" .
O evento contou com as presenças e os testemunhos de Adelino Castro (editor) e de Manuel Freire (músico e amigo pessoal de JS).
No final, foi o autor quem usou da palavra. Não faltaram algumas referências ao passado da sua infância, mas foi, porém, o presente que deu o mote para um encontro breve com amigos, leitores e conhecidos.
"... o lançamento de um livro é um local ideal para encontrar aqueles com quem tantas vezes queremos estar e nunca estamos, sem o inconveniente de aqui haver desgostos ou arrependimento...".
O discurso foi revelador de um ser humano amigo do seu amigo, simples, consciente da imperfeição da sua obra, embora tudo tenha feito para a melhorar. Referindo-se às alterações relativamente ao texto original, fez saber que "... a linha mestra da narrativa permanece a mesma, sem desvios, nem surpresas (...) A minha arte é a arte da emenda e nunca o escrevinhar acaba, até o tempo se acabar... "
Jorge Seabra termina com uma intenção subjacente e justa a qualquer escritor, uma vez que quem escreve gosta de ser lido, "... é esse o meu desejo, que o leiam e que gostem, ou, que o releiam e se possível, gostem mais..." 

                                          (Peço desculpa pela falta de qualidade das fotografias interiores)

(à venda aqui, aqui, aqui e aqui)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Em tempos foi jogo , hoje é música: "Cabra Cega"

Depois de ouvir (a custo, diga-se.) este senhor discursar (link) cheio da sua habitual presunção, irritantemente demagógica, acerca dos resultados 2010 do Programa Internaciinal de Avaliação de Alunos (PISA), não tive outra solução, a seguir, que não fosse: "despoluir" os meus ricos ouvidos com algo mais agradável!
Tenho a maior desconsideração por estas pessoas, que passam a vida fazendo crer aos outros que são os melhores, que devemos dar-lhes muitos "amens" porque até parece que graças a ELES, passámos a ser um país de gente mais esperta (e somos espertos, sim senhor!!! Mas não é graças ao José Sócrates nem à Isabel Alçada!!!!).
Bem... onde é que eu ia!? Ah! Já me lembro... estava a escrever sobre "despoluir" os meus ouvidos... Assim pensei, assim o fiz! Fui ao YouTube "sacar" aquela música da Márcia Santos (pintora de formação) que ouvi hoje de manhã, na Antena 3.

"... sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta e olha quem, tem fome de sinceridade ao menos não te dê a volta..." é o que diz a letra desta música