quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"LIVRO MEU MUITO AMADO" - Livro de leitura da segunda classe

Há pensamentos que nos passam pela cabeça, aparentemente, sem qualquer lógica.
Todos os dias, quase que travo uma batalha com a minha consciência para saber, se o dia me correu bem ou mal, se fiz ou não fiz o que devia, se podia ter feito isto ou aquilo de outra forma... Ao fim de um dia, é a frustração que tantas vezes, toma conta de nós porque não conseguimos obter os resultados que desejaríamos, porque o trabalho rendeu pouco, porque não se conseguiu dar a matéria planeada... porque...
Mas depois, lembro-me que não estou a lidar com máquinas, com números ou estatísticas; é necessário "fazer uma aterragem à superfície" e pensar novamente que estou a lidar com gente, com seres humanos em miniatura que precisam de TEMPO para chegarem onde nós adultos, queremos. A eles, falta-lhes muitas vezes, a ambição e a mim, a paciência.
Dou por mim, então, a pensar... stressar com os insucessos dos outros não ajuda em nada e sigo em frente, pensando no caminho que há para percorrer com insistência, com paciência e com esperança  porque, alguma vez aquela criança com mais dificuldade, há-de conseguir ler e escrever, interpretar, contar, raciocinar ou perceber que uma dezena é o mesmo que ter 10 berlindes e que um professor deseja apenas o sucesso educativo dos seus alunos.
Um dos pensamentos que tem passado pela minha cabeça ultimamente e para o qual não consigo ter resposta, é este: como é que eu aprendi a ler e a escrever?!?? Gostava de me lembrar disto e não consigo.

A única certeza que eu tenho, é que foi diferente dos métodos actuais.
Será que me obrigaram primeiro a conhecer todas as letras do alfabeto, escrevê-las, juntá-las para formar sílabas, depois palavras e ler assim de uma "revoada" tudo o que me aparecesse pela frente?!

Guardei o meu livro de leitura da 1ª classe e quando olho para ele, lembro-me dos textos enormes que líamos ao longo do ano, o que me leva a crer que, no primeiro trimestre, um aluno com um percurso normal de aprendizagem, já saberia ler qualquer texto.
Por mais estranho que pareça, o meu livro de leitura até era da 2ª classe (não sei se era uma prática recorrente na época) mas, comparando os manuais do século XXI com este livro de leitura ... não têm rigorosamente nada a ver!
Aos olhos das metodologias actuais e da pedagogia moderna, este livro do antigo regime, chumbaria certamente numa qualquer comissão de avaliação na matéria. Contudo, era o que existia naquele TEMPO e, estamos a falar de 1974 em que, muitos dos textos remetiam para a doutrina política vigente e o país era o que era.
Recordar é viver, por isso, deixo-vos uma pequena amostra do meu livro de leitura da 2ª classe que custou naquela época, 22 escudos e 50 centavos. Era um livro sem graça, pouco atractivo se o compararmos aos actuais, que são coloridos, apelativos e cheios de "nove horas". Mesmo assim, não parecem apelar o suficiente, a atenção e o interesse das nossas crianças ... Vá lá uma pessoa perceber isto!







segunda-feira, 18 de outubro de 2010

OS "VIRA-CASACAS"

Esta espécime de pessoa caracteriza-se fundamentalmente, por revelar um carácter altamente influenciável e alguma (se não muita) incoerência nas ideias que defende. Porventura, julgar-se-á um "crente" inabalável e inatingível por nada ou coisa alguma.


Se me perguntarem hoje,  e, relativamente ao passado, se existem mais ou menos "vira-casacas"... não sei responder. Creio que, em todos os TEMPOS, houve homens e mulheres a vestirem a camisola para o lado que mais lhes convinha.

Se me perguntarem se, estas pessoas são inofensivas... não sei responder. Aparentemente, não "farão mal a uma mosca", mas... lá diz o povo; "não ponho as mãos no lume por ninguém".

Se me perguntarem se, são os ricos ou os pobres quem mais viram a casaca... Também não sei responder. Os pobres, viram a casaca tendo em conta os seus interesses, quiçá pensando na melhoria da sua condição de vida enquanto que, o rico virará a sua por outros motivos, quem sabe,  para se tornar ainda mais rico ou poderoso.

Se me perguntarem se,  são os da Esquerda ou os da Direita que viram mais a casaca... não sei responder.
Os da Esquerda viram à Direita e os da Direita viram à Esquerda; se tiverem o azar de se cruzarem, chocam uns contra os outros e há confusão na certa.

Hoje, tive esta reflexão a propósito de tudo e de nada (deve ser a influência do O.E. - Orçamento de Estado). Apeteceu-me "virar a casaca", só isso; é daquelas coisas que acontecem sem explicação aparente. E, não só virei a minha casaca para o lado mais quentinho como ainda, fui arranjar outra para me agasalhar, porque o frio nesta altura, em zona serrana, entranha-se nos ossos de uma pessoa, tornando-se numa sensação um tanto desagradável.
Ainda sobre os "vira-casacas... será correcto chamar-lhes "oportunistas"? Jacques Dutronc "homenageou" em 1968, este tipo de pessoa, ao som da música que se segue.
Há letras musicais que o TEMPO não deixa passar de moda.

Jacques Dutronc
L'OPPORTUNISTE



Je suis pour le communisme
Je suis pour le socialisme
Et pour le capitalisme
Parce que je suis opportuniste

Il y en a qui conteste
Qui revendique et qui proteste
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté

Je n'ai pas peur des profiteurs
Ni même des agitateurs
Je fais confiance aux électeurs
Et j'en profite pour faire mon beurre

Il y en a qui conteste
Qui revendique et qui proteste
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté

Je suis de tous les partis
Je suis de toutes les patries
Je suis de toutes les coteries
Je suis le roi des convertis

Il y en a qui conteste
Qui revendique et qui proteste
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté

Je crie vive la révolution
Je crie vive les institutions
Je crie vive les manifestations
Je crie vive la collaboration

Non jamais je ne conteste
Ni revendique ni ne proteste
Je ne sais faire qu'un seul geste
Celui de retourner ma veste, de retourner ma veste
Toujours du bon côté

Je l'ai tellement retournée
Qu'elle craque de tous côtés
A la prochaine révolution
Je retourne mon pantalon




domingo, 17 de outubro de 2010

Diz-me que música ouves e eu te direi quem és

Eu não aprecio mesmo nada música metálica, no entanto, gostei da imagem sobre a "anatomia do metaleiro" e do artigo que tece algumas considerações interessantes sobre "Os estereótipos e a música".
Aquilo que vou escrever a seguir, é da minha inteira responsabilidade, daí que, se melindrar algum metaleiro, já sei que corro o risco de ficar com a folha de serviço feita, em três TEMPOS.
Raios... mas é que o diabo da música deles é, simplesmente horrível!!! Aliás, eu considero aquilo, mais um conjunto de sons ruidosos e histéricos do que música propriamente dita. Mas já se sabe; gostos não se discutem e, como eu sei que nestas coisas, é sempre bom provar o que se diz, escolhi uma música ao acaso para vos mostrar, o nível de poluição sonora da dita música metálica.
Eu cá, só consegui ouvir os primeiros segundos.

Este artigo da Blitz vem ilustrado com esta brincadeira gráfica. Após a sua leitura, veio-me à cabeça esta frase: diz-me que música ouves e eu te direi quem és. 
Seria tudo muito mais simples nesta vida se, conhecêssemos as pessoas só pelo tipo de música que ouvem...



Os estereótipos e a música
Algo que se nota muito na nossa sociedade e especialmente aqui no fórum são os estereótipos que se criam consoante o tipo de música que uma pessoa ouve. Quem ouve pop não merece viver, quem houve rock é bué cool .
O que não deixa de ser engraçado. Imagino um encontro: duas pessoas chegam ao seu destino e trocam os seus Ipods, mp3, whatever e assim se deixam conhecer. A música é quem vai decidir de são aborrecidos, atraentes, inteligentes, nerds, etc. 
Um exemplo um pouco radical admito. Mas a questão dos estereótipos e a música estarem relacionados todos nós sabemos que é algo óbvio. E assim o diz também uma pesquisa elaborada pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
O estudo confirmou que as pessoas fazem suposições sobre a personalidade e valores dos outros com base nas suas preferências musicais. Aqueles que gostam de música clássica são vistos como feios e tediosos, enquanto os roqueiros são considerados emocionalmente instáveis, e os fãs de pop são vistos como pessoas "genéricas".
Jason Rentfrow, autor do estudo, afirma que examinar a lista de músicas de uma pessoa pode reforçar estereótipos e até mesmo preconceitos sociais. De acordo com Rentfrow, "a pesquisa sugere que, mesmo quando as nossas suposições não são correctas, temos uma impressão muito forte quando perguntamos a uma pessoa que tipo de música ela gosta", diz.
Os participantes da pesquisa responderam sobre o que achavam a respeito de seis tipos de géneros musicais: rock, pop, clássica, jazz, rap e electrónica. Os fãs de jazz receberam as considerações mais positivas: foram descritos como imaginativos, liberais, amigáveis e extrovertidos. Os que preferem a música clássica foram percebidos como quietos, amigáveis, responsáveis e inteligentes, mas também pouco atraentes e tediosos.
Aqueles que gostam de rock são considerados rebeldes, irresponsáveis e emocionalmente instáveis, enquanto os fãs de pop são vistos como convencionais e calmos, mas também pouco inteligentes. Já quem gosta de rap é visto como atlético e mais hostil do que os outros fãs de música. Os amantes da música eletrónica, por sua vez, são considerados um pouco neuróticos.

Depois disto fiquei com uma crise de personalidade, who the fuck I am? Eclética digo eu.
Artigo escrito por Rockabilly80 Domingo 10, às 5:11       Fonte: BLITZ

E uma vez que o assunto é música...
Uma música francesa dos anos 70. Quem se lembra desta? (clique para ver)
Big Bazar, uma banda liderada naquele TEMPO por Michel Fugain (apesar dos seus 60 e tais anos, permanece  bem conversado, diga-se de passagem) que continua a cantar assim:
                                           Ça dure un jour (ao minuto 13.07) 
                                                            Ça dure un jour
Ça dure cent jours
Jamais ça ne dure toujours
Ça dure un temps
Un certain temps
Jamais ça ne dure longtemps









sábado, 16 de outubro de 2010

Olhou mesmo pelas suas costas? - Considerações finais

Pois é... A maioria da população (incluindo eu) não sabia da existência deste Dia Mundial dedicado  à coluna vertebral que é comemorado, hoje, dia 16 de Outubro.
Ter aproveitado o espaço virtual de um blogue para escrever sobre a coluna vertebral não foi uma paranóia minha, não foi uma obsessão, nem tão pouco se trata de um "fetiche" da minha parte.
Pode parecer estranho... mas a minha explicação é muito simples: comecei a familiarizar-me com a coluna vertebral a partir do momento em que ela afectou negativamente o crescimento de uma pessoa cá de casa (ver RX do post anterior). Desde então (e já lá vão 6/7 anos), "ela" e eu, passámos a ser uma espécie de "amigas" para o bem e para o mal.
Vejamos... estima-se que entre 65% a 80% da população mundial desenvolva uma qualquer dor nas costas, como queixa mais frequente, em alguma fase da sua vida. Sabe-se também que estas dores podem ter as mais variadas origens, contudo, o desgaste das vértebras, dos discos e dos ligamentos da coluna, é um acontecimento natural que faz parte do processo de envelhecimento do ser humano... (O tempo e a idade não perdoam!)
Provavelmente será feito um balanço desta campanha; porém, o caminho a percorrer continua por outros percursos, fora destes Dias Mundiais.
Esta iniciativa "Olhe pelas suas costas ", foi lançada pela Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral em parceria com a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, a Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia e pela SPOT (Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia)

Talvez faça sentido esta sensibilização, tendo em conta o futuro e o crescente número de pessoas que sofrerão de patologias várias, devido a estilos de vida cada vez mais sedentários e à inexistência de hábitos alimentares saudáveis (celebra-se, hoje também, o Dia Mundial da Alimentação).
Depois de tanta informação, não consegui obter resposta para esta dúvida: que especialista devemos consultar quando surgem (e persistem) as primeiras dores nas costas; um reumatologista, um neurocirurgião ou um ortopedista? 
(Entretanto, chegou uma resposta e parece que é, um ortopedista)

Para terminar esta semana dedicada à coluna, deixo-vos uma entrevista dada em Outubro de 2009 e os esclarecimentos sempre úteis de um conceituado ortopedista, também especialista na coluna vertebral - Dr José Guimarães Consciência.
E já agora... agradecida pela vossa paciência.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A escoliose


                                                         (Março 2009)
A escoliose (com link) é um termo de origem grega e consiste na rotação tridimensional da coluna vertebral com curvatura para um dos lados.
Uma escoliose pode ter diversas origens, contudo, a mais comum, é a escoliose idiopática que se desenvolve normalmente, entre os 10 e os 12 anos de idade com uma maior incidência no sexo feminino.
Idiopática porque, aparentemente, é uma deformidade da coluna que surge sem causa conhecida.
Embora os estudos nesta matéria pareçam inconclusivos, há fortes indícios de que um factor genético, possa estar na origem do desenvolvimento das escolioses idiopáticas em crianças saudáveis.
E por falar em crianças... existe uma tendência para se associar, erradamente, uma relação de causa/efeito entre o peso das mochilas transportadas pelas crianças em idade escolar e uma possível deformação (ou qualquer outra lesão grave), ao nível da sua coluna.
Neste artigo (com link), divulgado em alguns meios de comunicação social escrita, numa altura em que iniciava mais um ano escolar, um conceituado médico especialista (link com vídeo) em ortopedia infantil do Hospital Pediátrico de Coimbra, esclareceu o necessário sobre esta problemática.

Mais informações sobre escoliose:

    quinta-feira, 14 de outubro de 2010

    Sabiam que os dinossauros sofriam também de dores de costas?

    Este é mais um achado virtual interessante. Os cientistas necessitam de ter a sua mente ocupada e, os estudos realizados aos vestígios ósseos que os dinossauros deixaram por cá, há milhões de anos, servem agora para concluir que, estes bichos que "todos nós" admiramos pela sua robustez e porte, afinal, eram uns "infelizes" e "desgraçados" seres vivos que, sofriam tal como nós, com dores nas costas. Quem diria?!...



    "bicos de papagaio", hérnias discais e outras coisas que tais

    Quanto aos "bicos de papagaio", consta que são saliências ósseas formadas em torno dos discos da coluna vertebral. Existe, no entanto, uma outra designação para estes "bicos de papagaio" (eu, pessoalmente, acho este nome feio para designar uma patologia mas... os especialistas na matéria, lá viram umas semelhanças entre as ditas formações ósseas e os bicos destas aves raras... portanto,  quem sou eu para contestar?!), osteófitos. Este sim; um nome bem mais sonante e bonito para um problema de saúde que atinge essencialmente, as pessoas com mais idade.
    Para saber mais sobre este assunto, encontrarão informação aqui e aqui 

    Sobre as hérnias discais, poderão sempre ver e ouvir esta peça do programa "Praça da Alegria" da RTP1 que há dias, se debruçou também sobre esta iniciativa, "Olhe pelas suas costas".
    Esta emissão contou com a presença do coordenador nacional desta campanha que é, simultaneamente médico neurocirurgião, Dr Paulo Pereira. Para além dos seus esclarecimentos sobre esta patologia da coluna,  o programa contou ainda, com o testemunho de um doente operado à hérnia discal, testemunho este, que veio reforçar a ideia de que as dores nas costas são mesmo, para serem levadas a sério.

           

    quarta-feira, 13 de outubro de 2010

    "Falar nas costas dos outros" e outras ironias vertebrais

    O povo lá terá a sua razão quando decide tornar frases como esta, em verdadeiras máximas.
    "Falar nas costas dos outros", pode ter algum sentido pejorativo porque, a esta expressão, se associa muitas vezes, a ideia de que duas pessoas estão a falar de uma terceira, eventualmente, "coisas" menos agradáveis.
    E nós sabemos bem que falar (sobretudo mal) dos outros é coisa feia, ainda por cima, nas suas costas.
    Portanto; o melhor a fazer nestas situações é, dizermos directamente, cara a cara e sem rodeios o que tem de ser dito porque, mesmo tendo  "as costas largas" nem sempre aguentamos tudo.


    Encontrei também, por mero acaso, este artigo que me mereceu a maior "consideração". Não pelo Pedro Santana Lopes, como é óbvio, mas pelo facto do autor do texto usar a coluna vertebral do dito, para criticar ironizando, as suas (e também as de outros) posições políticas.
    Querem saber onde foi parar a coluna vertebral do Santana Lopes? Leiam! Vale a pena.



    NOTA) Fiquei admirada com as visitas durante estes dois dias. Imaginei que, vir para aqui escrever sobre a coluna vertebral ao longo de uma semana, espantaria qualquer um deste blogue mas... parece-me que isso não aconteceu.
    Só posso agradecer a quem tornou possível uma eventual divulgação deste espaço e agradecer também, aos meus caríssimos e habituais leitores/seguidores.

    terça-feira, 12 de outubro de 2010

    O que dizem os manuais escolares sobre a coluna vertebral


    O estudo do corpo e concretamente, o estudo do esqueleto humano, insere-se num conteúdo programático denominado "À descoberta de si mesmo" que por sua vez, faz parte da área curricular do Estudo do Meio (noutros TEMPOS designado por Meio Físico e Social).
    Chegados ao 4º ano de escolaridade, os alunos devem identificar e localizar as partes principais do corpo humano (cabeça, tronco e membros) e o nome dos ossos que as compõem. Devem igualmente, reconhecer as funções e a importância do esqueleto humano, assim como, alguns cuidados a ter com ele.
    Há manuais (uma minoria) que passa ao lado deste tema. No entanto, a maioria aborda-o e fá-lo de formas diferentes; uns são mais superficiais, outros vão ao pormenor das costelas flutuantes. As crianças, por aproximação sonora, preferem dar-lhe outro nome: costeletas.
    Ficam alguns exemplos da abordagem da coluna vertebral em alguns manuais escolares.
    (clicar para aumentar)




    E provavelmente, o mais completo de todos...

    segunda-feira, 11 de outubro de 2010

    Portugal assinala a semana de sensibilização para a coluna vertebral

    (foto Google) ...porque a nossa coluna é preciosa

    Começa hoje e até ao próximo dia 16 de Outubro, a semana dedicada à coluna vertebral.
    Uma iniciativa inserida no âmbito de uma campanha nacional  "olhe pelas suas costas" (título com link) que visa alertar e sensibilizar a população para os problemas de saúde, causados por esta importante estrutura óssea, nem sempre tratada com o devido cuidado por todos nós.
    Desta forma e à semelhança do que aconteceu, aqui, com outro assunto há uns meses atrás (o 25 de Abril de 2010), as mensagens inseridas neste espaço, ao longo desta semana, estarão de alguma forma relacionadas com este tema.
    Chamo a atenção para a eventualidade de alguns artigos, não estarem actualizados no TEMPO, contudo, a informação neles contidos, continuarão válidos e actuais (penso eu). É o caso deste, com a data de 2009:

    http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35955&op=all

    quarta-feira, 6 de outubro de 2010

    Arte infantil

    Ainda a propósito do Dia Mundial do Professor, tentar compreender o que vai na cabeça de um menino de 7/8 anos, é, e, será sempre, uma tarefa impossível.
    A "noção do corpo" está representada nesta obra de arte em miniatura, embora o autor da dita, lhe tenha dado um toque pessoal, como aliás, qualquer artista que se preze. A originalidade acima de tudo!
    Neste caso; e, porque a vontade, por vezes, é mais para chorar do que para rir, tendo em conta o grupo de "diabinhos" que põe a cabeça de qualquer profissional desta área "em água", todos os dias; não pude deixar de rir com este boneco de plasticina e o nome que o seu autor segredava ao colega do lado. Para boa ouvinte uma fotografia bastou.

    "O boneco das mamas grandes"!!!! Meus caros... palavras... para quê?!

    domingo, 3 de outubro de 2010

    O novo Mercedes do Governo em troca da velha carroça do meu avô

    Pronto! Eu prometo que só volto a escrever "posts" daqui a uns dias mas, deixem-me ser mazinha só mais esta vez.
    A notícia deste fim de semana relativamente à aquisição de uma bomba de quatro rodas chamada "Mercedes S450 CDI", no valor de 141 000€, passava-me ao lado, não fosse o facto de sentir que este carro, também é meu porque, foi comprado com os impostos que eu pago, fruto do meu trabalho.
    Anda o pessoal a contar tostões (cêntimos), tiram-nos não sei quantos por cento do salário para estes "gajos" andarem a comprar carros topo de gama?!... E para quê?! Só para receberem as altas individualidades! Ainda se fosse, para viajarem em alta velocidade para bem longe e nunca mais aparecerem por cá, ainda se justificava esta compra.

    Ao Sócrates & Companhia Lda, proponho o seguinte:

    Que tal uma carroça conduzida por um burro?!... É romântico, é mais económico, tem tracção às quatro patas, é descapotável e tem uma vantagem, pois, sendo um meio de transporte ecológico, não polui o meio ambiente. 
    E, se porventura,  provocar alguma espécie de "poluição", só tem que mandar limpar e aproveitar o produto dessa "poluição" para fazer estrume (é um excelente fertilizante). Poderá posteriormente, mandar aplicar esta oferta promocional do animal em questão, como adubo, por aí, nos jardins da residência oficial de V. Exª .
    Em troca, devolve o Mercedes S450 CDI e repõe os 141 000€  nos cofres do Estado, porque caso não saiba, as altas individualidades estão-se nas tintas para a marca do carro que as transporta.
    Só em Portugal, é que existe esta mania de mostrar BMW e MERCEDES. Olhe lá... os franceses?!... Apesar de serem governados por outro asno... só utilizam Renault's, Peugeot's ou Citroën's, pah!
    E pronto, se um dia ficar desempregada, já sabem a razão...


    sábado, 2 de outubro de 2010

    Lápis de cor

    São cada vez mais as atitudes tomadas pelas crianças que me deixam boquiaberta e sem saber o que pensar.
    É um facto constatado e mais do que evidente de que, o material escolar, nas mãos dos meninos e das meninas do século XXI, é um mero e insignificante "apetrecho", um material ultra descartável que ao mínimo defeito (a maioria das vezes nem precisa de ter) é "renegado" e posto de lado como se, de uma doença contagiosa se tratasse.

    Antigamente, um lápis de carvão daria para muitas cópias, ditados e inúmeras contas. Lápis de cor, seria possivelmente um material precioso e raro para muitos de nós.
    O meu TEMPO não será porventura, o mesmo de alguns dos meus caros leitores, mas mesmo assim, não me lembro de ter tido abundância no que toca ao  material escolar.
    Lembro-me, por exemplo, de alguém me ter
    oferecido um estojo com muitas canetas de feltro; um presente invulgar para aquela época, oferecido por um familiar que vivia no estrangeiro. Aquelas cores todas, tão bonitas... deixava-as ficar em casa e acho que mal as usava com pena de as gastar. Aos 7/8 anos, era assim a minha mentalidade...

    Presentemente, salvo raras excepções, não há material que dure mais do que umas semanas nas mãos destas crianças, pois, o lema desta gente mais pequena é "estragar porque os pais compram outro".
    Ontem, posso afirmar que me senti "chocada" ao apanhar em flagrante, uma criança com 7 anos, deitando para o caixote do lixo com  toda a naturalidade, os seus lápis de cor, uns mais pequenos e outros completamente novos!!!
    Não estive com meias medidas.
    Logo ali, responsabilizei o menino pelo seu gesto, dizendo-lhe que o mínimo a fazer, se não quisesse os lápis, seria dar a um colega que não tivesse; contei-lhe que, havia muitos meninos, no mundo, sem possibilidades para frequentar a escola e muitos, nem lápis de cor tinham para desenhar ou pintar como ele; por isso, não estava correcto deitar no lixo, uma coisa nova que faria falta a alguns, e, faria decerto, a alegria de outros tantos.
    Perante o embaraço da criança, perguntei-lhe a razão daquela atitude. Saiu-se com esta resposta:
    - Então... não quero estes... porque eu tenho aqui outros novos e estes...alguns já "tão" muito pequenos!"