sábado, 20 de março de 2010

A estrela de QUANTO TEMPO TEM O TEMPO? Um pouco de história e mais umas fotos

Prometo um destes dias, quando tiver mais TEMPO, colocar todas as fotos desta casa (pelos vistos não tem passado despercebida ...) num Picasa ou algo semelhante.
Devo esclarecer que estas fotografias foram tiradas há mais de 20 anos. A qualidade da digitalização poderá não ser a melhor, mas é, a possível. Um dos meus irmãos teve o cuidado de registar para a posteridade, a casa mais emblemática deste lugar e arredores, e ainda bem!
Esta casa data do século XIX (1800 e tantos). Pertencia a um Padre proveniente do lugar de Alcaria que a deixaria posteriormente, ao Padre Rosa, o pároco da aldeia. Este, por sua vez, oriundo de uma família numerosa e pobre, deixaria a habitação à sua irmã (Maria V. da Rosa) que nunca casou (na foto, a senhora de óculos). Por sua vez, a "Ti Padra" alcunha pela qual também era conhecida, deixaria a herança habitacional a uma sobrinha, igualmente solteira até morrer (Hermínia da S. Rosa).
E, para terminar este ciclo de sucessões e doações; aqui estou eu para contar a história, como me foi contada ao longo dos anos.
O medo que sentíamos ao transpor a porta desta casa para dentro, era algo que eu nunca compreendi verdadeiramente. São, no entanto, sensações/recordações que jamais apagarei da memória.
Chamavam-lhe a "casa do terror" tal era o aspecto fantasmagórico do seu interior - oratório com santo e  um crânio miniatura no meio, crucifixos, relógio de pêndulo - objectos de culto religioso que originaram boatos e crenças sem qualquer fundamento.
A primeira fotografia desta nova mostra (1930/40, por aí...), foi tirada quando a casa era habitável, mostrando a proprietária (Maria V. Rosa), uma solteirona feliz e de espírito altruísta que dedicou a sua vida ajudando os outros e os mais necessitados a troco de nada. Deixaria esse dom e a transmissão desse espírito de entrega, à sua sobrinha Hermínia (na foto, com as mãos cruzadas).
Na actualidade, garanto-vos de fonte fidedigna que a herdeira desta casa não deu continuidade ao estado civil que vigorou durante gerações e não se dedica a causas tão nobres, com muita pena... Fa-lo-á, eventualmente, de outro modo e com outros meios.

domingo, 14 de março de 2010

S. Jorge e a Batalha de Aljubarrota

Toda a gente sabe que a Batalha de Aljubarrota, travada a 14 de Agosto de 1385 acabou com as tropas portugueses a darem forte e feio nas tropas castelhanas. A Batalha de Aljubarrota deu-se no concelho de Porto de Mós, na pequena localidade de S. Jorge.
Associa-se quanto a mim e incorrectamente, a dita batalha campal, a Aljubarrota, quando a vila mais próxima é a Batalha (3/4km) ou Porto de Mós.
A vila de Aljubarrota teria sido, porventura, ponto de passagem dos ditos castelhanos até chegarem a vias de facto com os portugueses.
A lendária história conta que, nessa infeliz passagem por Aljubarrota (localidade do concelho de Alcobaça), estaria Dona Brites de Almeida, padeira de profissão e mulher de invulgar coragem, pronta para resolver a intromissão castelhana à pauzada (melhor; à pazada!!!).
A correria do dia-a-dia, não me tem permitido parar para fazer umas fotos exteriores do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, em S. Jorge (Porto de Mós), junto ao IC2.
Hoje Domingo e graças ao sol, fica mais uma tarefa cumprida: promover a história de Portugal feita também, no meu concelho.







quarta-feira, 10 de março de 2010

O "estranho quotidiano" de todos nós

O livro que mencionei no "post" anterior, já está lido. A sua escrita, directa e acessível, facilita a vida ( mais a leitura!) aos pragmáticos e também a todos aqueles que têm aversão a calhamaços. No entanto, e, apesar de não ser um livro "gordo" como dizem as crianças, fornece-nos imenso material para reflexão.
E eu, como gosto de ler mas também gosto de reflectir sobre aquilo que leio, só posso dizer que "estranho quotidiano" correspondeu às minhas expectativas. Não me desiludiu. O conjunto das crónicas que J-L.Pio Abreu, reuniu nesta obra, é um retrato (quase) verbalizado através da escrita, do nosso dia-a-dia e da sociedade em que vivemos.
Para vos aguçar a curiosidade, aqui ficam algumas passagens do livro:
      «Existe uma pseudo-assepsia nas teorias da educação. Não se pode bater nos meninos, nada de ralhar ou sequer contrariá-los. Podem ficar traumatizados. Esta teoria é constestada pela observação de que a vida é traumática: não consta que as crianças nasçam a rir ou com ar de satisfação. O que importa não é o trauma, mas o modo como cada um o suporta e aprende com ele.  
      De facto, não são os filhos da teoria atraumática que farão história. Pelo contrário, a história está cheia de grandes personalidades que passaram uma infância difícil(...)» in Resilência - página 103
À pergunta "Quanto vale uma pessoa?", escreve o autor, o seguinte:
     «Já sei que me vão atirar com a qualidade do produto. E que me vão explicar que as pessoas - sobretudo as que valem mais, como os jogadores de futebol e eles próprios - também se compram, vendem e até se traficam. Têm um valor de mercado. Mas, então, como vou medir o valor da pessoa que tenho à minha frente?
     Se não me responderem, armo-me em terrorista e uso a bomba económica que Hipócrates me ensinou: a pessoa que tenho à minha frente vale mais do que tudo o resto». - página 69

Um livro interessante... vale a pena ler.

domingo, 7 de março de 2010

Sugestão de Leitura

 
Estranho Quotidiano
de José Luís Pio Abreu

Sinopse
Poderíamos nós viver sem telemóveis? É verdade que a televisão pode destruir a democracia? Podemos confiar na economia de mercado? Quais são os poderes que efectivamente nos governam e qual é, neste contexto, o valor do poder democrático? Será que o Estado de Direito ainda existe? Qual é o significado actual dos papéis masculino e feminino? Podem os seres humanos ultrapassar a sua natureza biológica? Como podemos hoje educar as nossas crianças? Apesar da actualidade destas perguntas, é difícil responder-lhes claramente. No entanto, é possível equacionar estes problemas com base nos acontecimentos quotidianos e no conhecimento presente. É isso que procuram fazer os pequenos textos que compõem este livro.

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 136
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722039215
Colecção: Participar
12,00€
http://www.wook.pt/

Já me tinham falado no autor deste livro (e outros que já publicou), e conhecendo eu pessoas, que já procuraram os seus serviços como psiquiatra, diz quem conhece, que o senhor é bom profissional e boa pessoa. No que me diz respeito, estou fundamentalmente interessada em conhecer, a sua visão sobre alguns temas.
E, a avaliar pela generalidade dos médicos que enveredam pela via literária, quero crer que esta obra, à semelhança de outras que existem e que muitos desconhecem, não passará despercebida. Antes pelo contrário.
Comecei a ler o livro que me pareceu interessante logo nas primeiras páginas. No entanto... se a minha opinião interessar a alguém ou para alguma coisa, perguntem-me daqui a uns dias o que é que eu achei do livro.
(Deixo-vos com a participação do Dr Pio Abreu num programa de TV)