domingo, 26 de dezembro de 2010

Era uma vez um caroço de azeitona preta

Falo-vos, neste dia, de caroços de azeitona. Um assunto aparentemente parvo e sem jeito nenhum, ainda por cima, um dia depois de grande parte do planeta, ter celebrado uma festividade tão virada para a família, para a amizade e para a solidariedade.
Mas se eu vos falar de um caroço de azeitona que um dia deitei num vaso (isto, para não ter que o mandar ao chão) e que germinou passado algum Tempo... O caso muda de figura.
As leis da Natureza bem podem aplicar-se ao Homem; na espécie humana também encontramos amizades, fruto do acaso; nascem sem serem semeadas e prolongam-se no Tempo, se soubermos cuidar delas. 
Quanto ao meu caroço de azeitona preta, foi cresendo (já não sei precisar quando aconteceu aquele lançamento fortuita à terra, mas foi seguramente, há uns 3/4 anos).
Para que a minha oliveira da serra não crescesse atrofiada dentro de um vaso, mudei-a para um espaço livre e maior do quintal.
Entretanto, achei que seria melhor dar-lhe um pequeno apoio para se desenvolver mais direitinha e ficar mais resistente ao vento.
Hoje, fui vê-la. Lá está... Coitado do meu pé de oliveira... fez-me pena vê-lo ali, braças abertas como se pedisse ajuda, rodeado de ervas daninhas e  com tanto frio ...


6 comentários:

  1. Que o pé de oliveira cresça e com ele a esperança num mundo melhor.
    Um abraço,
    mário

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  2. Bom dia
    A insignificância de um caroço de azeitona ou outro caroço qualquer que germinou em terra boa e que teve alguns cuidados.

    A amizade poderia ser um caroço de boa fruta e reproduzir-se mais naturalmente com o convívio diário de todos os outros caroços.

    Se abandonarmos as boas sementes ao vento elas nunca poderão germinar nem conservar-se bonitas.

    O paralelo com as nossas sãs amizades terá sempre o mesmo fim.

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  3. Olá,

    Redigiu um post encantador. A ligação da sua lavoura com o filme do anúncio está tão adequada, que até parecia, no princípio, uma realização sua.

    Estou convicto de que essa árvore vai vingar. Se já atingiu esse tamanho, não há ervas daninhas, nem frio, que lhe metam medo. Porém, talvez investigar um bocadinho sobre os cuidados a dedicar-lhe: é um bebé que deve ser acarinhado, e não receie falar com ela... as plantas gostam, que conversem com elas!

    Considero esta foto que nos mostra uma espécie de presépio (...) e, como tal, talvez improvisar uma 'choupana' para evitar o risco de alguma geada mais rigorosa: uma 'gabardine' de plástico transparente a protegê-la, para não ser qeimada pelo gelo; com furinhos para correr o ar... No fundo, uma improvisação de estufa!

    É a sua flor de estufa, e vai ser, já é, uma bela árvore (...)

    Beijinhos para a oliveira
    Um abraço
    César

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  4. Bom dia!Agradeço os vossos comentários.
    Luís Coelho, acho que é um assunto já rebatido por aqui, mas é sempre bom bater nesta tecla. Da insignificância de um caroço pode nascer uma bela e produtiva árvore e de facto, bem se pode fazer o paralelismo destas coisas com aquilo que acontece nas relações entre os humanos. Teríamos muito que aprender.
    César,eu jamais faria uma coisa tão boa como este anúncio;1º, porque não sei fazer e 2º, nem quero!Mas foi o melhor que encontrei para ilustrar este post.
    De qualquer forma, a sua ideia da "choupana", da "gabardine" de plástico para evitar a geada, não é de deitar fora. Vou pensar nisso...

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  5. As voltas e os trocadilhos que tu dás a assuntos aparentemente sem pés nem cabeça! Lá artista para as palavras és tu!
    Depois falo contigo. Beijinhos miga.

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  6. Bom dia! Fui em Portugal, e catei vários caroços de azeitona e trouxe para o Brasil, porque quero ter pelo menos uma oliveira em minha casa. Como plantar estes caroços ? Demoram a germinar? Obrigada! Um
    Abraço, Ilka

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